O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015


Jornal da Gíria Ano XVI- Nº99 – Julho e Agosto de 2015

100



Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

A nossa audiência

Em abril, fomos visitados por nacionais de 31 paises e de 137 cidades brasileiras, com  320 sessões, 312 usuários e 365 visualizações.

No exterior, fomos visitados em: Estados Unidos (Boardman) , Ìndia (Nova Delhi) , Itália, Angola, Reino Unido (Londres), Colômbia, Indonésia e Malásia.

No Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro Belo Horizonte, Fortaleza Recife, Manaus, Salvador, Brasília, Campinas, NIterói, Porto Alegre, Goiânia, Cuiabá, Belém, Santarém e  Teresina

Em maio, contamos com 252 sessões,  312 usuários e 365 sizualizações.

No exterior, fomos visitados em: Estados Unidos, Portugal, Espanha (Barcelona), Índia, Itália, Japão, Grécia, Israel e Moçambique.

No Brasil:  São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador,Brasíia, Belo Horizonte, Recife, Ribeirão Preto, Alagoinhas, Fortaleza, Londrina, Campinas, Manaus, Macapá, Belém , Niterói e Colatina,

A Gíria Cigana

Na minha última passagem por Cadiz, Espanha, em março de 2015,encontrei na Livraria Raimundo uma jóia rara. Um livrinho de 114 páginas, editado em 1846, em Sevilla, sob o título “Vocabulário do Dialeto Cigano”, por d. Augusto Jimenez , com 3 mil palavras.

A publicação é xerocada do original.

“O vulgo crê que os ciganos descendem do Egito. (...) Era uma classe de gente ociosa (...) que estavam obrigados por Deus a viver desterrados, fingindo-se penitentes” (...praticando embusterias e com suas manhas de enganar, advinhar (...) sem conhecer pátria ou religião”. Há quem diga que habitaram os confins da Turquia, como há quem afirme que descendem das índias orientais, donde emigraram por volta de 1.400 para a Alemanha, chegando a França e a Hungria. Mais tarde chegaram a Itália, África e Turquia. Por último, os ciganos se espalharam pela Europa alcançando a Espanha em 1560”.

Na Espanha, os ciganos aparentavam humildade e afeto, eram trigueiros, tinham olhos e cabelos negros, embusteiros no trato e ponderados nas conversações; Em Cadiz, eles se diferenciavam pois muitos deles  se

vestiam muito bem se confundindo com a aristocracia, Tinham casas próprias  e trabalhavam como vendedoes de gêneros , inclusive fiado, com juros exorbitantes.

Há registros de suas presenças  em Sevilla, Aljeciras, Cordoba, Málaga, Granada, Aragão, Múrcia, Leon, Castilla la Vieja, Pamplona, Navarra, Astúrias, Galícia, bem como o que faziam os homens, as mulheres e seus filhos, suas atividades, modo de agir e de vestir-se, profissões dos mais humildes e dos mais bem sucedidos.

O vocabulário cigano não é gíria (embora seja previsível que tenham gírias no dialeto cigano) e deve ter sofrido mudanças ; O acervo deve ser anterior ao ano de 1846, quando o livro foi feito. Muitos dos termos devem ter dois séculos.


UNIFICAÇÃO DA LÍNGUA PORTUGUESA:
ACORDO ORTOGRÁFICO VISTO POR UM MOÇAMBICANO.

«Eh Oena, Lhe Can,
Nós aqui em Moçambique sabemos que os mulungos de Lisboa fizeram um acordo ortográfico com aquele tocolocha do Brasil que tem nome de peixe. A minha resposta é: naila.
Os mulungos não pensem que chegam aqui e buissa saguate sem milando, porque pensam que o moçambicano é bongolo. O moçambicano não é bongolo não; o moçambicano estiva xilande. Essa bula bula de acordo ortográfico é como babalaza de chope: quando a gente acorda manguana, sevai ticumzar a mamana já não tem estaleca e nem sequer sabe onde é o xitombo, e a gente arranja timaca com a nossa família.


E como pode o mufana moçambicano falar com um madala? Em português, naturalmente. A língua portuguesa é de todos, incluindo o mulato, o balabasso e os baneanes. Por exemplo: em Portugal dizem "autocarro" e está no dicionário; no Brasil falam "ônibus" e está no dicionário; aqui em Moçambique falamos "machimbombo" e não está no dicionário. Porquê?
O moçambicano é machimba? Machimba é aquele congoaca do Sócrates que pensa que é chibante e que fuma nos tape, junto com o chiconhoca ministro da economia de Lisboa. O Sócrates não pensa, só faz tchócótchá com o th'xouco dele e aquilo que sai é só matope.
Este acordo ortográfico é canganhiça, chicuembo chaínhaca! Aqui na minha 

 
terra a gente fez uma banja e decidiu que não podemos aceitar.
Bayete Moçambique!
Hambanine.»
Assina: Manuel Muanamucane"

A gíria Angolana

 

Em Angola não se fala só português.
 

Os dialetos locais tem força: umbundu, kimbundu, kigongo e ganguela
 

Gírias ou regionalismos
 

Anduta – está difícil
Batuque –tambor
Bazar – fugir
Beijar caxexe – beijar às escondidas
Birra – cerveja
Boiado – bêbado
Bué – muito
Cachito – um bocadinho
Cadengue – criança

Camba – amigo, camarada
Cumbú – dinheiro
Fobado – com fome
Imbundavel  - alguém que não quer trabalhar
Jinga – bicicleta
Gasosa – gorjeta
Guionga - cadeia
Jajão -  mentira
Laton – mulato
Latona – mulata
Ligado – incomodado
Mboa – mulher

Mbala –polícia
Macala – negro
Malembe – devagar, com calma
Mambos – confusões
Manauta – amante
Mata-bicho - pequeno almoço
Mataco – rabo, bunda
Mbenda – porrada, pancada
Multicaixa – caixa eletrônico
Ngueta – branco
Pato – penetra, entrão
Pitéu - comida
Pito – pessoa bonita
Raca  - carro
Ukalanga - praia
Zangala – bisbilhoteiro
Zumbi – o mundo

(Vejam o vídeo)

EDIÇÃO Nº 100 do Jornal da Giria,

Nos meses de agosto e setembro chegaremos a 100 edições do Jornal da Gíria. Foram 16 anos de dedicação. O acervo gírio é impressionante, bem como os registros que fizemos do que ocorreu no Brasil nos últimos 16 anos, na área  gíria.

Volto a dizer que acompanhamos muitos acontecimentos neste período, tais como:.

1998 – Lançamento da 4ª. Edição do Dicionário
1999- Lançamento da 5ª. Edição. Dicionário; textos em idioma gírio
2000 – Lançamento da 6ª. Edição do Dicionário; gírias nas revistas Isto é e Veja; do cantor Fabio Junior, dos apresentadores Gugu, Ratinho e Adriane  Galisteu, da Publicidade, da novela Vila Madalena, dea Revista Bundas, lembramos as Gírias  de 1922 de Raul Pederneiras.
2001.  Publicamos as gírias de funks e de banhistas, artigos de Artur Dapieve, Marcio Moreira Alves , Olavo de Carvalho e Sergio Nogueira Duarte; lembramos as gírias de 1854 de Manuel Joaquim de Almeida, cujo livro, Memórias de um Sargento de Milícias é o marco da gíria no Brasil.

2002 . Lembramos as gírias de Paulo Lins  1998, em Cidade de Deus, as de Bock de  1904 e Elysio de Carvalho de 1912; Elysio foi o 1º brasileiro que publicou um Dicionário de Gíria. Publicamos  gírias argentinas  e de economês,   As, gírias argentinas se assemelham às brasileiras.
2003 – produzimos um pequeno glossário com as gírias dos anos 60,70, 80 e 90; Gírias de Bezerra da Silva e Moreira da Silva, de malandros,  de Brasil e Portugal.
2004 – Lembramos as Gírias de Aluisio de Azevedo de 1890, em O Cortiço, de cachaça e bebuns, mulher feira, mulher bonita , cabeça e nada.
2005 – Resgatamos as Gírias de Albert Audubert  dos anos 60 e 70, no Rio de Janeiro e em São Paulo, livro publicado em francês, Lançamento da 7ª. Edição do Dicionário, lembramos as Gírias de Romanguera de 1898, de Lima Barreto de 1917, em Os Bruzundangas
2006 – Revelamos as Gírias de Margarida Rebelo Pinto, em Portugal,  de 2006, gírias de Stanislaw Ponte Preta 1965, artigos de João Ubaldo Ribeiro, Evandro Éboli, Ferreira Gullar, Ivan Lessa, Carlos Heitor Cony,
2007 –  Publicamos as gírias ciganas,cearês, mineirês, baianês , artigos de Ivan Lessa,  Joaquim Ferreira dos Santos , João Ubaldo Ribeiro, Millor Fernandes, e relato sobre o Acordo Ortográfico.
2008 – Publicamos gírias do alagoanes, goianês, lembramos as gírias cariocas de Antonio Fraga de1943, gírias paulistanas de João Antonio de 1963, gírias de surfistas artigos de Ivan Lessa e José Saramago, este contra o Acordo Ortográfico
2009 – Publicamos gírias do paranês,. Gírias de Portugal, Angola e Moçambique, do mensalão, lançamento da 8ª. Edição do Dicionário, artigo de Mario Prata,  assinalamos os 250 anos de Infermidades da Lingua, de Manuel Joseph Paiva, gírias de 1759.
2010 -  Publicamos as gírias da era Lula, de internautas, gírias argentinas, gírias cearenses de Raimundo Girão, reedição de 2007, gírias goianas, soteropolitanas, do Sul Maranhense, tautologia, palíndromo,
2011 – Divulgamos as gírias brasilienses de Marcelo Torres, gírias cariocas de Joaquim Ferreira dos Santos de 1958, a cartilha do MEC escrachando a língua portuguesa, artigo de Ivan Lessa
2012  Assinalmos o centenário de Elysio de Carvalho e o tricentenário  gíria na língua portuguesa (Dicionário do padre Rafael Bluteau), revelamos as gírias na obra de Eça de Queiroz,  e publicamos gírias capixabas
2013 – gírias cariocas, Dicionário Brasil Portugal de Roldão Simas, Variantes Cariocas da Língua Portuguesa de Antonio Correia de Pinho, lembramos as gírias de Beaurepaire-Rohan no Dicionário de Vocábulos  brasileiros de 1889; revelamos as gírias na obra de José de Alencar; artigo de Eduardo Almeida Reis

2014 ,gírias de carioquês, cearês, mineirês, paulistês, debate no Senado Federal do Brasil sobre o Acordo Otográfico

A EXPLOSÃO DO JORNAL DA GÍRIA MEDIDA PELA AUDIêNCIA:

2001 –
jun 19.007
Dez – 25,972
2002
Jun  - 37;908
Dez – 52.249
2003
Jun – 67.928
Dez – 83.860
2004
Jun -97.523
Dez – 110.00
2005
Jun – 126.000
Dez – 151.000
2006
Jun – 202.000
Dez – 241.969
2007
Jun – 300.981
Dez – 311.000
2008
Jun – 340.590
Dez – 393.835
2009
Jun – 421.000
Dez – 446.000
2010
Jun – 480.000
Dez – 510.00
2011 –
Jun- 541.000
Dez – 563.407
2012 –
Jun – 586.356
Dez – 593.326
2013
Jun -600.000
Dez 604.402
2014
Jun – 610.697
Dez – 615.940

 

NUMERO DE VERBETES NAS EDIÇÕES DO DICIONÁRIO

1990 – 6.023  verbetes
1993 – 7.533 verbetes
1995 – 11.158 verbetes
1996 – 12.271 verbetes
1998 – 13.884 verbetes
2000 – 16.190 verbetes
2005 – 28.500  verbetes
2010 – 35.000 verbetes
  

Blogs e Colunistas/VEJA

Sergio Rodrigues

Sobre Palavras
Nossa lingua escrita e falada numa abordagem irreverente
 
07/11/2014
 às 15:00 \ Palavra da semana

‘Mandatada’: de onde saiu isso?
A presidente Dilma Rousseff não pode ser acusada de deixar comentaristas linguísticos sem assunto. O verbo “mandatar”, que pipocou esta semana em seu discurso sob a forma do particípio “mandatada”, rendeu burburinho nas redes sociais por ser uma palavra ausente não só de todos os dicionários brasileiros, mas também, tudo indica, da língua que as pessoas falam de fato por aqui.
Quer dizer que Dilma inventou um verbo, lançou um neologismo? Não: apenas o importou de Portugal. Embora comece a ganhar suas primeiras e tímidas aplicações no Brasil, “mandatar” – que significa “atribuir mandato ou procuração a” – já tem presença razoavelmente vigorosa no português falado do lado de lá do Atlântico. Vocábulo emergente, não aparece ainda em todos os dicionários lusos: o da Academia das Ciências de Lisboa o ignora, mas o da editora Porto e o Priberam o registram.
“A atitude do ganhador não pode ser nem de soberba, nem de pretensão de ser o último grito em matéria de visão política”, discursou a presidente na quarta-feira 5, ao receber no Palácio do Planalto a cúpula do PSD. “Não pode de maneira nenhuma ter uma visão pretensamentemandatada por um processo qualquer que faz com que não seja necessário nem o diálogo, nem a construção de consensos e pontes.”
Estilo palavroso à parte, o que Dilma disse tem parentesco com uma notícia saída no “Público”, o principal jornal português, em julho do ano passado (além da coincidência engraçada na sigla dos partidos em questão): “O CDS mandatou o líder do partido, Paulo Portas, para renegociar o acordo de coligação com o PSD”.
Em espanhol ocorre algo semelhante: o neologismo mandatar, de idêntico significado, ainda não frequenta os dicionários tradicionais, mas já é reconhecido por lexicógrafos mais inquietos e tem circulação crescente.
Nos dois idiomas o verbo é formado, evidentemente, por mandato + -ar. O curioso é que as prováveis influências para sua recente adoção na Península Ibérica existem há um bocado de tempo: o inglês mandate nasceu no século XVII com o sentido de “ordenar” (o de “delegar autoridade” é de meados do século XX); o francês mandater, “investir alguém de um mandato”, nasceu em 1902.
Por que será que só agora o português e o espanhol – línguas em que nunca estiveram em falta herdeiros do latim mandatum, como “mandato” e “mandatário” – estão indo atrás? E será que Dilma conseguirá mandatar esse novo ente vocabular entre nós? Aguardemos os próximos capítulos. 

UM ACHADO A MAIS  
Encontrei há pouco num sebo de Niterói/RJ, onde vivo há 50 anos,  o livro “Tesouro da Fraseologia Brasileira” – o mais completo dicionário de expressões e locuções da língua portuguesa :  2.000  verbetes  e 7.000 locuções, de Antenor Nascentes, 3ª. Edição revista por Olavo Anibal  Nascentes, seu filho, de 1986, publicado pela Editora Nova Fronteira.
No prefácio da  1ª. Edição, Antenor Nascentes assinala que a base estava nos dicionários Morais, Aulette e Figueiredo, e ressalta os trabalhos de Castro Lopes e João Ribeiro, no Brasil, e os de Alberto Bessa, Ladislau Batalha, José Maria Adrião, general Oliveira Simões , em Portugal.
Inegavelmente a fraseologia, a frase feita, a frase de efeito,a frase pronta,  o dito popular,  - o que classifico de modismos induzidos e modismos tecnificados -  são tributários da gíria, como os regionalismos, os neologismos e os solecismos o que dão ao universo da linguagem uma atualização rápida para circulação das palavras.
 




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