O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

ALíngua Portuguesa

Noperíodo medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português emdois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longodo seu período de formação, a contribuição de outras línguas,especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim eruditocontribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturaçãolingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotouvocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

Aslínguas no Brasil

Antesde 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

Alíngua portuguesa no Brasil

Osdescobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás,guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suaslínguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Sóno Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenascomeçaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com aslínguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com achegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo otráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e osdialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão,predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e noSul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte deGramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padreJosé de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e“Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índiosdeveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nospúlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha porobjetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar alíngua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da línguaportuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista daUnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileirosfalaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nosdebates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países,espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de500 mil palavras.
A 1ª edição do VocabulárioOrtográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na LínguaPortuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugalpor iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia dasCiências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugale não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergênciasortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergênciasortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira deLetras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovadooficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro dacomunidades dos países de língua portuguesa, tendo a AcademiaBrasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográficoda Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de VerificaçãoOrtográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário GeralAntonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas daOrtografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontrojuntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da LínguaPortuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, eestabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará emvigor em 1 de janeiro de 1994...

Háquem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é oOxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, ManuelViotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Comonascem as gírias.

Muitagente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas,encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pelamorfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra,palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases deefeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, umslogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

Amaior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente,como durante muito tempo se falou,mas Pneumoultramicroscopicossilico-vulvcanoconiotico, com 46 letras., quesignifica estado de que é acometido de uma doença rara provocada pelaaspiração de cinzas vulcânicas.

opinioes.gif (1792 bytes)

"Estaobra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observaçãodo autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representandoapreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da AcademiaBrasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muitolealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interessepresente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mastambém para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
AntonioHouaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira deLetras."Gosteimuito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
MarcosVinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro daAcademia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando alinguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias,uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
DinoPretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui ealhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim deregistrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na suaprática coloquial cotidiana."
BlanchardGirão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longapesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado dobrasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G.Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador doBrasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário deGíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bomtermo.
OsvaldoDella Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra eGurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não rarotambém divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando oportuguês falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ouseja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestaçãosonora."
Editorialdo jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNALDA GÍRIA

JornalNovembro de 1999
JornalDezembro de 1999
JornalJaneiro de 2000
JornalFevereiro de 2000
JornalMarço de 2000
JornalAbril de 2000
JornalMaio/Junho de 2000
JornalJulho/Agosto de 2000
JornalSetembro/Outubro de 2000
JornalJaneiro/Fevereiro de 2001
JornalMarço/Abril de 2001
JornalMaio/Junho de 2001
JornalJulho/Agosto de 2001
JornalSetembro/Outubro de 2001
JornalNovembro/Dezembro de 2001
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JornalMarço/Abril de 2002
JornalMaio/Junho de 2002
JornalJulho/Agosto de 2002
JornalNovembro/Dezembro de 2002
JornalDezembro/02 - Janeiro/03
JornalJaneiro/Fevereiro de 2003
JornalAbril/Maio de 2003
JornalJunho/Julho de 2003
JornalAgosto/Setembro de 2003
JornalOutubro/Novembro de 2003
JornalDezembro de 2003
JornalFevereiro/Março de 2004
JornalAbril/Maio de 2004
JornalJunho-Agosto de 2004
JornalSetembro/Outubro de 2004
JornalNovembro/Dezembro de 2004
JornalJaneiro-Abril de 2005
JornalMaio/Julho de 2005

JornalAgosto/Outubro de 2005
JornalJaneiro/Fevereiro de 2006
JornalMarço/Abril de 2006
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Jornalda Gíria Ano XXI- Nº 134 Novembro e Dezembro de 2020
 


Visiteo nosso Facebook,com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Cliquenos ícones abaixoe veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre alínguaportuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouçaaqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandouAntónio Pinho, de Lisboa: Aorigem da línguaportuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandouRubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

vejaa despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola :https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos !(necessario PowerPoint)

Ouça  olink do programaSem Papas na Língua, com Ricardo Boechate Dionisio de Souza naBand News Fluminense, em 19,07.2018sobre o lançamento da 9ª. Edição do Dicionário de Gíria.

https://fatosfotoseregistros.wordpress.com/2018/07/19/spl20180719/


Recado 1

Estamos fechando mais um ano do Jornal da Gíria, com uma longa listagem de resgates gírios feitos no período.

Recado 2

Continuo colocando à disposição estudiosos e dos interessados em Gíria a 9ª. Edição do meu DICIONÁRIO DE GIRIA, com mais de 700 páginas, 34 mil gírias do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique. Veja no final da edição como adquirir um exemplar, ainda disponível.

Regionalismos (gírias) de todos os estados brasieiros.

Gírias de todas as tribos vivas e ativas na sociedade brasileira e gírias das redes sociais, ainda que em inglês, mas com significado corrente.

 

,COMUNICADO AOS NORDESTINOS !!!

(*) Atenção recebi de Maria Leide Câmara este precioso texto. Ela é membro a Academia Norte Rio Grandense de Letras, uma estudiosa da cultura popular potiguar, especialista em música popular brasileira e nordestina, em especial.

O Ministério da Saúde observou que os nordestinos não estavam entendendo expressões como "aglomeração", "isolamento e distanciamento social" etc, contidas nas recomendações de cuidados  e precauções contra a COVID 19. Por isso resolveu realizar a tradução para o dialeto nordestinês:

1) Num se aprochegue quando vir um magote de gente amontuada;

2) Se num tivé outro jeito, e tiver de entrá no mei de uma cabroeira incarriada, fique na lonjura de pelo menos meia braça de cada cabra;

3) Use alquingel;

4) Deixe de aresia e de atuleimado, num se avexe não, discanse na sua tipoia e pare de batê perna;

5) Use um tapa oio na cara, tapando a venta e os beiço.  Quando ficá preguento, rebole no mato ou escalde pra usar novamente de novo;

6) Si algum herege achá qui você ta pareceno uma marmota, num se aperrei não;  o mais arretado é qui você num vai pegá e nem passá esse troço pru zoto.

7) Com fé em Padim Ciço, Frei Damião e Padre João Maria, essa doença cachorra da mulesta, vinda lá da cacha bozó, loguin loguin vai simbora.

PRESSÕES POPULARES TEXTO COMPLETO Retiradas as marcadas em verde.

#fatosefotoadenatalantiga

1. a emenda foi pior do que o soneto: ficar pior do que estava

2. a toda: a toda velocidade

3. aos emboléus: às quedas

4. abafando a banca: fazendo sucesso

5. algodão na folha: antes da colheita

6. amigos da onça: do contra; expressão derivada do personagem humorístico “O amigo

da Onça”, criação do desenhista Péricles e publicada na revista “O Cruzeiro”.

7. aperreado: nervoso

8. arisco: cismado, arredio

9. arrasta uma asa: inclinar-se para alguma coisa ou alguém

10. arriado: apaixonado

11. arrotando goga: gabando-se

12. automóvel de praça: táxi

13. azeite às canadas: furioso

14. bacora: chapéu curvo, de aba curta

15. bagana: resto do charuto

16. baiuqueiro: jogadores de baralho

17. balzaquiana: mulher depois dos trinta anos de idade (naqueles tempos, já era considerada velha...)

18. bamba: maioral

19. bas-fond: lugar de prostituição

20. batata: exatamente

21. batatal: exata, imediata

22. bateu a linda plumagem: voar, tomar caminho

23. bicho danado: corajoso, impetuoso

24. blefando: brincando, debochando

25. boca da noite: fim de tarde

26. braba: brava, rigorosa

27. bufando: furioso

28. cabrito: menino, rapazinho

29. cafundós do Judas: lugar muito distante

30. calunga de caminhão: empregado que trabalha sobre a carroceria

31. camisa de onze varas: dificuldade

32. caningado: repetitivo, insistente

33. canoa policial: viatura policial

34. carro de praça (antes era carro de aluguel): taxi

35. carta branca: autorização

36. casimira: tecido encorpado, geralmente escuro, muito usado para ternos nesta cidade tropical

37. cédulas impressas: no momento, votava-se depositando nas urnas cédulas impressas

com o nome do candidato.

38. center-half: futebol, correspondente á atual posição de “meio-de-campo”.

39. chamada de cana: dose, trago, porção de aguardente.

40. chapéu do Chile: muito usado na época, confeccionado com palhinha fina, tinha abas

largas e moles, e uma cinta preta em redor.

41. charivari: confusão

42. chato, cacete: pessoa de contato pessoal desagradável

43. colocar os pontos nos i: corrigir, acertar as coisas

44. comer corda: aceitar e acreditar em elogios fáceis

45. como sardinha em lata: muito apertado

46. cópia fotostática: antecessor da cópia xerox, fotografava-se o documento

47. costas quentes: ter prestígio, ser protegido por alguém

48. dançando como uma carapeta: sem parar

49. dando bolos: enganar

50. dar as caras: comparecer, aparecer em algum lugar

51. dar esbregue: dar repreensão

52. dar o ar de sua graça: chegar em algum lugar

53. dar o cavaco: afobar-se, irritar-se

54. dar prego sem estopa: não fazer nada sem garantia de recompensa

55. dar um pulo: ir a algum lugar

56. de oito: não identificada.

57. de roldão: em desordem, confusão

58. deram o cavaco: aborreceram-se

59. desopilar o fígado: rir

60. devagar com o andor (que o santo é de barro): ter calma

61. do outro mundo: superlativo, coisa muito boa

62. do tamanho de um bonde: grande

63. eleitor de cabresto: eleitor que vota conforme manda outra pessoa

64. encanou: levou “em cana”, prendeu

65. enfarpelado: de roupa nova

66. entrançando as pernas: andando

67. entrou pela perna do pinto (saiu pela perna do pato): antiga fórmula com que os

contadores de histórias infantis terminavam um relato

68. esborrachando: muito cheia

69. espíquer: speaker, assim eram chamados os locutores de rádio

70. estar com a goitana: estar furioso

71. falando sozinho: derrotado, desapontado

72. faltar areia nos pés: ficar desnorteado

73. fazendo furor: fazendo sucesso

74. filhos da Candinha: mexeriqueiros

75. foca: aprendiz de repórter

76. frouxura: covardia

77. fundaram a safra: iniciaram o plantio

78. galegos: estrangeiros

79. gatos pingados: poucos

80. glostorado: que usou Glostora, produto para cabelo, em forma de óleo ou brilhantina, muito usado na época

81. granfa: granfino

82. Ita: os navios da Companhia de Navegação Costeira tinham nomes como Itapé,

Itanagé, etc., que foram abreviados para “Ita”.

83. jamegão: assinatura

84. jerimunlândia: terra norte-rio-grandense

85. lambedeira: faca, peixeira

86. lascou: fazer alguma coisa com violência

87. lenga-lenga: conversa interminável, repetitiva

88. levar um tesa: receber uma repreensão

89. linha justa: controle político dogmático pelo Partido Comunista.

90. malhando em ferro frio: fazendo trabalho sem proveito

91. mandou mecha: iniciou alguma coisa

92. marretar: roubar

93. matéria plástica: de matéria plástica = de plástico

94. mechas

95. meetings: (influência do inglês: encontro): comício

96. meia tigela: sem importância, inexpressivo

97. meter os peitos: entrar, introduzir-se

98. mexer os pauzinhos: agir, acionar prestígio para obter algo

99. muxicão: beliscão

100. neris de pitibiriba: nada

101. no duro: na verdade, sem dúvida

102. oito ou oitenta: ou tudo ou nada

103. ouro branco: algodão.

104. papagaios: promissórias, documentos resultantes de dívidas em bancos.

105. parafuso solto: ser louco

106. parolagem: tagarelice, ato de falar demasiado

107. pé de boi: trabalhador constante

108. pegar a xepa: fazer refeição

109. pela manga do paletó: pegar, segurar alguém

110. pelos cotovelos: escrever muito

111. perder o fio da meada: desorientar-se na conversa

112. perder vasa: não perde oportunidade

113. pince-nez: (do francês: aperta-nariz), tipo de óculos sem pernas, que se fixava sobre

o nariz e se prendia ao paletó por um cordão, em geral, e ouro.

114. pinicou a burrinha: esporeou

115. pintar o sete: exagerar ao fazer alguma coisa

116. peruar: observar (jogo)

117. ponta de rama: iniciante

118. queimar as pestanas: ler, estudar muito

119. quinta-coluna: traidor, espião do inimigo (vocabulário do tempo da guerra)

120. Ray-Ban: modelo de óculos norte-americanos, em moda durante e depois da guerra

121. rolo: confusão

122. sabotagem: prejudicar, trair; palavra comum ao vocabulário da guerra

123. shut: chute

124. seiscentos diabos: exagero, aumentativo

125. slogan: expressão significativa

126. sportman: desportista

127. tabuleiros: terras areentas pobres em vegetação

128. tim-tim por tim-tim: passo-a-passo, pormenorizadamente

129. tira-gosto: porção de alimento ou fruta, que acompanha a bebida.

130. torres: formação de nuvens prenunciadoras de chuva

131. trocar as bolas: confundindo

132. urros de Tarzan: personagem de romance e filmes cinematográficos, Tarzan se

anunciava com um grito bem característico

133. vendendo azeite às canadas: raivoso, furioso,

134. virou bicho: enfureceu-se

135. volante: companhia policial que combatia os bandos de cangaceiros

Fonte: Texto do jornalista Djalma Maranhão publicado no Diário de Natal em 1949

O que significa “No frigir dos ovos”?  (autoria desconhecida)

"Não é à toa que os estrangeiros acham nossa língua muito difícil.

Como a língua portuguesa é rica em expressões!

Veja o quanto o vocabulário “alimentar” está presente nas nossas metáforas do dia-a-dia. Aí vai.

Pergunta:

– Alguém sabe me explicar, num português claro e direto, sem figuras de linguagem, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

Resposta:

– Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar.

Só que depois de um certo tempo dá crepe, você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e pra descascar esse abacaxi só metendo a mão na massa. E não adianta chorar as pitangas ou, simplesmente, mandar tudo às favas. Já que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher linguiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos. Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese… etc.). Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca, e no fim quem paga o pato é o leitor que sai com cara de quem comeu e não gostou. O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente. Por outro lado se você tiver os olhos maiores que a barriga o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí, não adianta chorar sobre o leite derramado porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco… A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de largar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca, e depois quando se junta a fome com a vontade de comer as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar, de vez em quando, é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando. Daí, com água na boca, é só saborear, porque o que não mata engorda.

Entendeu o que significa “no frigir dos ovos” ?

Algumas fotos do lançamento do livro em Brasilia.

 


 







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