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O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas; O
chinês por 1,2 bilhão; O indu por 1,0 bilhão; 51 línguas
são faladas por uma pessoa 1.500 línguas são faladas por
menos de mil pessoas; 240 línguas são faladas por 96% dos
seres humanos. Acredita-se que daqui a l00 anos restarão
100 línguas; 24 daqui a 300 anos. O inglês, espanhol e
chinês e espanhol sobreviverão. O português será
incorporado pelo espanhol.
A Língua
Portuguesa
No período medieval, o
português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares
distintos (galego e português). A sua estrutura de língua
novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de
formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o
árabe e as línguas germânicas. No período renascentista, o
grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma
maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e
gramatical. Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a
língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do
francês. No século XX, do inglês.
As línguas no
Brasil
Antes de 1.500 havia 1.175
línguas. Hoje são menos de 200. Certamente línguas
indígenas. O Brasil não tem dialetos. No máximo, tem
regionalismos.
A língua portuguesa
no Brasil
Os descobridores, os primeiros
povoadores e os padres falavam o português. Os índios
potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis,
carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas
línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e
línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das
línguas indígenas começaram com o padre biscaino João
Azpicuelta Navarro. Os bandeirantes falavam a língua geral,
mistura de português com as línguas indígenas Em 1583, as
línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada
de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o
tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e
os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé
e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o
quibundo, no Norte e no Sul. Em 1595, em Coimbra, foi
publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua
mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de
Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e
“Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam
ler. Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do
Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua
portuguesa. Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a
língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas. Em 1757,
O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por
objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu
mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o
ensino da língua portuguesa. Em 1768, o guarani era a
língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo. Em 1823,
José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da
UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi
registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores,
quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria
língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia
Constituinte de 1823” O português é falado em
sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230
milhões de pessoas. 181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique 12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal 4,5 milhões de portugueses na
Europa, América do Norte e América do Sul 1,1 milhão em
Guiné Bissau 1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão
e Diu 434,0 mil em Cabo Verde 134 mil em São Tomé e
Príncipe A língua portuguesa tem um acervo de
500 mil palavras. A 1ª edição do
Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia
Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais,
registrou 360 mil palavras Admite-se que hoje
hajam: 160 mil na língua viva do Brasil e 140 mil na
língua viva em Portugal. Reformas Ortográficas
na Língua Portuguesa Em 1911, Portugal adotou
a 1ª reforma ortográfica Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo
Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia
Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa Em
1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e
Portugal Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso
Brasileira, em Portugal e não no Brasil. Em 1971, foi
promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências
ortográficas com Portugal, com a simplificação. Em 1973,
foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências
ortográficas com o Brasil. Em 1975, a Academia das Ciências
de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo
projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente. Em
1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da
comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia
Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo
Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o
Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que
teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o
documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da
Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986. Em 1990, a
Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro
juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil,
Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e
Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua
Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de
1994...
Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras Um adulto,
2.000; Uma pessoa culta, 5.000 Um pessoa erudita,
10.000. O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários O Dicionário da
Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes O
Dicionário de Antonio Houaiss 228.500 O Dicionário
Michaelis 200.000 O Dicionário do Aurélio 160.000 O
Dicionário Larousse Ilustrado 35.000 O Dicionário da
Academia das Ciências de Lisboa 120.000l O maior
Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00
verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de
pesquisas, com 414.825. A gíria no
Brasil teria um acervo de: 50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953) No de Amadeu Amaral,
2,0 mil (1922) No de Elysio Carvalho, 500 (1912) No de
Bock l,0 mil (1903) As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos XVI (Gil
Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos) XVII (Dom
Francisco Manuel de Melo) XVIII (padre Rafael Bluteau e
Manoel Joseph Paiva) No Brasil, XIX (Manuel Antonio de
Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa) XX (Bock,
Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel
Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)
Como nascem as
gírias.
Muita gente pergunta pelo
correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros,
seminários etc como nascem as gírias. ???p? As formas são
muitas: 1) neologismos, novas palavras com a lógica da
língua, seja pela morfologia ou fonética; 2)
metaplasmos 3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês,
gritos de guerra, palavras de ordem, etc 4) palavrões e
calões 5) ditados, ditos e expressões populares, frases
feitas, frases de efeito 6) modismos induzidos,
especialmente na tevê, um bordão que vira modismo 7)
modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma
frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo 8)
regionalismo, caipirismo 9) vícios de linguagem,
barbarismos, solecismos 9) palavras inventadas 10)
corruptelas ou corrutelas 11) duplo significado. Na
etimologia, uma coisa. Na gíria, outra 12) inclusão ou
supressão de letras e sílabas 3) preguiça de se pronunciar
a palavra por inteiro 14) simplificação da linguagem.
A maior
palavra A maior palavra da língua portuguesa
não é anticonstitucionalissimamente,
como durante muito tempo se falou, mas
Pneumoultramicroscopicossilico-
vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa
estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela
aspiração de cinzas vulcânicas.

"Esta obra é rica de signos e
???p? significados. Concordo com a observação do autor de que
ela "é a manifestação da língua viva", representando
apreciável vertente do nosso vernáculo." Arnaldo Niskier,
ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras
"Quero
dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma
coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a
nossa lingua formal presente, mas também para a informal,
cujos enlaces você não deixou de apontar." Antonio Houaiss, ex-Ministro da
Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom.
Acho que Houaiss tem razão." Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de
Contas da União e membro da Academia Brasileira de
Letras"Um trabalho dessa
ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes
marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande
para o estudo da lexicografia popular." Dino Pretti, Professor da
USP."Serra escarafunchou
meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse
Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de
que se valem os brasileiros na sua prática coloquial
cotidiana." Blanchard
Girão, Jornal ???p?ista.
"Trata-se de uma longa pesquisa em que você
contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e
isso ajuda sobremaneira a todos nós." L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro
da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo
"Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a
perseverança de levar a bom termo. Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da
Universidade de Tocantins.
"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que
disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também
divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o
português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa
- ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua
manifestação sonora." Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória,
ES.
VEJA AS EDIÇÕES
ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA
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Jornal Mensal em idioma gírio – Edição 65 – Ano X- Niterói/RJ – Março e Abril de 2010



22/01/10 - Estadão/0 Estado de São Paulo.
Ivan Lessa: Como chutar os tinflas?
...O Calão de Eduardo Nobre (esse sobre gíria de Portugal) e, ainda, o que mais folheio, o...mais de 700 páginas do Dicionário de Gíria de J.B.Serra e Gurgel, já mencionado...computador no sítio www.cruiser.com.br/gíria. À guisa de "Almanhaque", como batizara...
1. Folha Online - BBC Brasil - Como chutar os tinflas? - 22/01/2010
... Ariel Tacla (cujo simples nome já expressa coisa paca), O "Calão" de Eduardo Nobre (esse sobre gíria
de Portugal) e, ainda, o que mais folheio, o "Dicionário Brasileiro de
... do incansável Raymundo Magalhães Júnior. Para não falar das mais de
700 páginas do "Dicionário de Gíria" de J.B.Serra e Gurgel, já mencionado outro dia por mim e que também pode ...
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u683081.shtml
Como chutar os tinflas?
Ivan Lessa
Colunista da BBC Brasil

Eu
gostaria de ir chutar os tinflas. Há séculos que me mandaram, mais de
uma vez, ir chutar os tinflas. Quando eu estava enchendo alguém.
Enchendo um outro garoto.
Não fui chutar os tinflas. Como poderia eu ir chutar os tinflas se
não sabia nem o que e nem onde ficavam os tinflas. De qualquer forma,
seja lá o que fosse que eu estivesse fazendo, eu parava. O bom senso me
dizia que era para eu não amolar, não aborrecer, não chatear. Nunca
fui, portanto, chutar os tinflas. Chutei bola na praia, na calçada e
até mesmo chapinha nas ruas. Os tinflas, não me foi possível. Mas eu
gostaria imenso de saber exatamente de que se tratava.
Foram-se os rachas e as peladas, as pernadas pararam, o jogo
terminou empatado e eu sei agora, hoje e aqui no Reino Unido, o que
quer dizer Go f*** a duck, inclusive sua origem, mas de tinflas blicas,
por sinal uma variação disso mesmo que vocês 8 estão pensando. Em
poucas palavras, sou chegado à origem de qualquer expressão popular.
Presente, passada e futura. Não há dia que eu não dê uma zapeada pela
internet para conferir algo que correu ou está correndo como moeda
corrente no rico erário de nosso expressionário popular. Nem pensem em
conferir. "Expressionário" eu acabei de cunhar. Se quiserem, usem e
abusem à vontade, feito o Matte Leão.
Voltando à vaca fria, eu sou chegado a uma origem de expressão
popular. Por falar nisso, de acordo com o professor Ari Riboldi, no seu
livro O Bode Expiatório, essa expressão é a tradução da muito
usada na França "revenons à nos moutons", ou seja, voltemos aos nossos
carneiros. Essa frase fazia parte da peça teatral A farsa do Advogado Pathelin,
sobre um roubo de carneiros. Esta peça, considerada a primeira comédia
da literatura francesa, data do fim da Idade Média, precisamente do ano
de 1460. Infelizmente, não se tem conhecimento do seu autor.
Que é o caso de "vá chutar os tinflas". Virá do francês também? Acho
pouco provável. Em todo caso, a curiosidade me persegue há mais de meio
século. Outras dúvidas, vou matando e dando graças à informática e à
coleção de livros de referência que, através dos anos, fui
gutemberguianamente acumulando.
Lá estão na estante da sala os três volumes sobre gírias de nosso
Cid Campos, o pesado volume do dicionário de expressões populares de
Tomé Cabral, o seminal Geringonça Carioca, o do ilustre Ariel Tacla (cujo simples nome já expressa coisa paca), O Calão de Eduardo Nobre (esse sobre gíria de Portugal) e, ainda, o que mais folheio, o Dicionário Brasileiro de Provérbios, Locuções e Curiosos,
do incansável Raymundo Magalhães Júnior. Para não falar das mais de 700
páginas do Dicionário de Gíria de J.B.Serra e Gurgel, já mencionado
outro dia por mim e que também pode ser acompanhado via computador no
sítio www.cruiser.com.br/gíria.
À guisa de "Almanhaque", como batizara sua publicação anual o imenso
Barão de Itararé, cito uns exemplos enviados há pouco para mim por um
mais que dileto amigo, que, por sua vez, recebeu de outro internauta
que não entregou o mapa da mina (origem: filme de caubói):
* Jurar de pés juntos – Surgido graças (?) às torturas executadas pela Inquisição.
* Tirar o cavalo da chuva – Século 19. Visita breve, cavalo ao
relento. Visita mais prolongada, conselho dado. Vinda de Portugal,
claro.
* Dar com os burros n'água – Brasil colonial, tropeiros
transportando ouro, café ou cacau corriam o risco de matar os meios de
transporte em regiões alagadas. Regiões alagadas preservamos. Burro
afogado, com certeza. Ouro, café ou cacau, não juro.
* Barbeiro – No sentido de mau motorista. Também do século 19,
quando os barbeiros tiravam dentes, cortavam calos e o que mais fosse.
Espécie de modesto clínico geral. Bem mais modesto, levemente mais
incompetentes do que os milionários doutores de hoje que operam nariz,
bunda e quejandos. Eram mais humildes e destituídos de coluna social.
Termino com o que mais me irrita: à beça. Vem do jurista alagoano
(ora se...) Gumercindo Bessa defendendo de maneira copiosa a
integridade do Território do Acre e sua não incorporação ao Estado do
Amazonas. Como ele é meu único companheiro de rima fácil, não vejo
porque numa dessas reformas ortográficas inúteis mudaram para Beça,
tacando-lhe uma detestável cedilha. Se me tacarem cedilha no sobrenome
e til no prenome, mando não só chutar os tinflas como chuto-lhes os
tinflas e em seguida mando bala.
22.01.2010
Show da língua portuguesa!
'Um homem rico estava agonizando. Pediu papel e
caneta. Escreveu assim:
'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a
conta do padeiro nada dou aos pobres. '
Morreu sem fazer a pontuação na frase (era meio Lula) . A quem
deixava a fortuna?
Eram quatro concorrentes.
1) O sobrinho fez a seguinte pontuação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho. Jamais será
paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
2) A irmã chegou em seguida.. Pontuou assim o escrito:
Deixo meus bens à minha irmã. Não a meu sobrinho. Jamais será
paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
3) O padeiro pediu cópia do original. Puxou a brasa pra sardinha
dele:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do padeiro. Nada dou aos pobres.
4)Aí, chegaram os descamisados da cidade. Um deles, sabido,
fez esta interpretação:
Deixo meus bens à minha irmã? Não! A meu sobrinho? Jamais!
Será paga a conta do padeiro? Nada! Dou aos pobres.
Moral da história:
'A vida pode ser interpretada e vivida de diversas maneiras.
Nós é que fazemos sua pontuação.
E isso toda a diferença
PALÍNDROMOS
Um
palíndromo é uma palavra ou um número que se lê da mesma maneira nos
dois sentidos, normalmente, da esquerda para a direita e ao contrário.
Exemplos:
OVO, OSSO, RADAR.
O mesmo se aplica às frases, embora a coincidência seja tanto mais
difícil de conseguir quanto maior a frase; é o caso do conhecido:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS.
Diante do interesse pelo assunto (confesse, já leu a frase ao
contrário), tomei a liberdade de seleccionar alguns dos melhores
palíndromos da língua de Camões... normalmente, da esquerda para a
direita e ao contrário.
Se souber de algum, acrescente e passe adiante.
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
NE, Veja Jornal da Gíria, Nº. 52, março/abril 2008
TAUTOLOGIA
Sabem o que é tautologia?
É o termo usado para definir um dos vícios de linguagem.
Consiste na repetição de uma ideia, de maneira viciada, com palavras diferentes, mas com o mesmo sentido.
O exemplo clássico é o famoso 'subir para cima' ou o 'descer para baixo'.
Mas há outros, como pode ver na lista a seguir:
- elo de ligação
- acabamento final
- certeza absoluta
- quantia exacta
- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
- juntamente com
- expressamente proibido
- em duas metades iguais
- sintomas indicativos
- há anos atrás
- vereador da cidade
- outra alternativa
- detalhes minuciosos
- a razão é porque
- anexo junto à carta
- de sua livre escolha
- superávit positivo
- todos foram unânimes
- conviver junto
- facto real
- encarar de frente
- multidão de pessoas
- amanhecer o dia
- criação nova
- retornar de novo
- empréstimo temporário
- surpresa inesperada
- escolha opcional
- planear antecipadamente
- abertura inaugural
- continua a permanecer
- a última versão definitiva
- possivelmente poderá ocorrer
- comparecer em pessoa
- gritar bem alto
- propriedade característica
- demasiadamente excessivo
- a seu critério pessoal
- exceder em muito
Note que todas essas repetições são dispensáveis. Por exemplo, 'surpresa inesperada'. Há surpresa esperada?
NE:Veja Jornal da Gíria Nº. 56 Novembro:Dezembro de 2008
SEXO COM CULTURA É OUTRA COISA!!!!!!
Vocês sabiam
que antigamente, na Inglaterra, as pessoas que não fossem da família
real tinham que pedir autorização ao Rei para terem relações sexuais?
Por exemplo: quando as pessoas queriam ter filhos, tinham que pedir
consentimento ao Rei, que, então, ao permitir o coito, mandava
entregar-lhes uma placa que deveria ser pendurada na porta de casa com
a frase 'Fornication Under Consent of the king' (fornicação sob
consentimento do rei) = sigla F.U.C.K., daí a origem da palavra chula
FUCK.
Já em Portugal, devido à baixa taxa de natalidade, as pessoas eram
obrigadas a ter relações: 'Fornicação Obrigatória por Despacho
Administrativo' = sigla F.O.D.A., daí a origem da palavra FODA.
Por sua vez, quem fosse solteiro ou viúvo, tinha que ter na porta a frase:
'Processo Unilateral de Normalização Hormonal por Estimulação Temporária Auto-induzida', sigla P.U.N.H.E.T.A.
Vivendo e aprendendo...
A gente pode até dizer palavrão, mas com conhecimento e cultura é outra coisa.
(Apanhei na rede da WEB).
O PODER O DA LINGUA PORTUGUESA...
Era
a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no
elevador. Um substantivo masculino, com um aspecto plural, com alguns
anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem
definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso
predicado nominal.
Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um
sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanáticos por
leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação: os
dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa
oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.
O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse
pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro:
ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns
sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando
o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e
pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão
verbal, e entrou com ela em seu aposto.
Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma
fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla
para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados
num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.
Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e
rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que
iriam terminar num transitivo direto.
Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo
seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que
nem um período simples passaria entre os dois. Estavam nessa ênclise
quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e
sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo. É claro que ela se
deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades
dele, e foram para o comum de dois gêneros.
Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias,
parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns
minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia
tomando conta.
Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um
perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do
seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a
porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha
percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se
encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e
exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou
melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou
o seu particípio na história.
Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por
todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu
adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem
comparativo: era um superlativo absoluto. Foi se aproximando dos dois,
com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado
para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o
ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma
mesóclise-a-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de
um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria
com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido
depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto
final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o
pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua
portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa
conclusiva.
(Apanhei na
rede da WEB. Dizem que foi redação feita por uma aluna do curso de
Letras, da UFPE Universidade Federal de Pernambuco (Recife), que venceu
um concurso interno promovido pelo professor titular da cadeira de
Gramática Portuguesa.
ONDE COMPRAR A 8ª. EDIÇÃO DO DICIONÁRIO DE GIRIA
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