O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
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Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
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Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
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Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
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Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
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Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2016
Jornal Março/Abril de 2016
Jornal Maio/Junho de 2016
Jornal Julho/Agosto de 2016


Jornal da Gíria Ano XVII- Nº106 – Setembro e Outubro de 2016
 


Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

NO TEMPO EM QUE DONDON JOGAVA NO ANDARAÍ

 
Um baita samba, de um grande sambista, de um excepcional letrista  , estudioso de cultura popular e autor do espetacular Dicionário  Banto do Brasil e do Dicionário  Escolar Afro Brasileiro;

 
Coloco Nei Lopes como poeta maior de um grupo que passeou com a gíria pela Música Popular Brasileira, incluindo Moreira da Silva, o Kid Morengueira, como autor e intérprete,  Bezerra da Silva (este como intérprete de uma plêiade de autores populares) e Dicró (autor e intérprete).

 
Eu ,Nei Lopes e Monarco temos algo em comum: sempre fomos torcedores do América e o América teve uma perna em Campos Sales, na Tijuca, e no Andarai, na Teodoro da Silva, onde hoje é o Iguatemy, Os times de futebol, do America e do Andaraí, seguiram trajetórias distintas e cruéis.

 
A musica é uma crônica de costumes , em idioma gírio, de um de um Rio de Janeiro que não existe mais.  Quem viveu ou vive no Rio de Janeiro tem dois tempos de leitura para a letra. A de um passado não tão distante de um que está caminhando para o passado distante e deixando de ser tão presente. Se o mundo gira, a lusitana roda  e  a fila anda, a gíria também. Vai se superpondo em cascata , como todos os  modismos , frutos da regeneração linguística.

 
Naquele tempo, não é exagero, admitirmos que tinha muito miserê (mao de vaca) e muito tititi.

 
O tititi virou busilis, confa, rebu, fofoca, futrica, disse-me disse, mexerico, coisa e tal.

 
A venda que virou super, hiper, mega, giga mercado e a quitanda e a tendinha que viraram hortifruti, mudaram a configuração dos espaços urbanos, sem falar no sumiço que os chineses deram aos portugueses com suas lavanderias, caldo de cana e pastelaria. Os portugas estão confinados ao bolinho de bacalhau.

 
Com fechamento dos puteiros de rua, hoje todo mundo come todo mundo em casa, peru caseiro e galinha caseira, acabou-se também o ovo cozido com cerveja caracu (preta).

 
“Fast food” era merenda, breakfast, café da amanh,e jeans era calça Lee, que a eufonia rimava com Andaraí. Conta a lenda que a calça Lee tinha também outra representação. Quando a crioula se metia na calça Lee  o malandro podia tratar de arrumar outro rolo ou outra parceria. Estava fechada para balanço. Mesmo porque era complicado desnudar-se da dita calça;

 
Lindo associar o desemprego ao desvio . Hoje, 12 mihões de brasileiros estão no desvio, com uma mao na frente e outra atrás, para se defender do mensalão e do petróleo, bem como dos petralhas, De lascar.

 
A pessoa metida era esnobe. Continua sendo emproada, nariz empinado, metida a sebo, geralmente grosseira ,estúpida, arrogante, ignorante

 
Chamar hoje afeminado de invertido ou invertido de afeminado é arranjar rolo com  a comunidade,GLP.  GLS, LGP. , toda a fauna e a flora deste jardim do lado do Atlantico. É melhor deixar a tropa de gorgotas, enrustidos, pedófilos, travecos, travestis fazendo suas megas passeatas em São Paulo, bem longe do Andaraí. Deixem o Dondon em paz.

 . Tempo   de Dondo

Dudu Nobre

  

No tempo que Dondon jogava no Andaraí
Nossa vida era mais simples de viver
Não tinha tanto miserê, nem tinha tanto tititi
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí (2x)

Fast food era merenda
Breakfast, café da manhã
O hipermercado era venda
E "halls-mentolips", bala de hortelã
Hortifruti era tudo quitanda
E jeans era só calça Lee

No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí

Desemprego era desvio
Loteria era contravenção
Metida era pessoa esnobe
E quem fazia lobby, era "um bom pistolão"
INSS não tinha
Só IAPC, IAPETC e IAPI
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí

Tinha cérebro eletrônico
E vitrola tocava Long Play
Afeminado, invertido,
Gorgota e enrustido era o nome dos gays.
Pedófilo era tarado
Transformista hoje é travesti
No tempo que Dondon jogava no Andaraí
No tempo que Dondon jogava no Andaraí

o Tempo Que Dondon Jogava no Andaraí

A música composta pelo sambista Nei Lopes e interpretada por Zeca Pagodinho tornou, além do bairro, o extinto clube e o obscuro jogador conhecidos no Brasil inteiro

Poucos cariocas conhecem a história desse simpático clube, que esteve durante décadas na elite do futebol do Rio de Janeiro. O Andarahy Athletico Club (nome do clube com a grafia da época) foi fundado em 9 de novembro de 1909 e participou diversas vezes do Campeonato Carioca de futebol da primeira divisão, entre os anos de 1916 e 1937.

O clube chegou a ser vice-campeão em 1934 da AMEA (Associação Metropolitana de Esportes Athleticos). Naquele período existiam dois Campeonatos Cariocas por ano. No outro torneio o Vasco da Gama sagrou-se campeão. O Andarahy chegou à decisão da AMEA e enfrentou o Botafogo. Perdeu o jogo por 2x1, deixando escapar a oportunidade de chegar ao topo do futebol carioca. Constam entre suas glórias, também, os títulos da segunda divisão do Rio de Janeiro em 1915 e 1925.

O Andarahy teve dois uniformes ao longo de sua história: camisa verde e calções brancos e camisa com faixas verticais verdes e brancas e calção branco.

O jogador Dondon, que ficou famoso no samba, foi um zagueiro que atuou pelo Andarahy de 1932 a 1938 e fez parte do time vice-campeão carioca, em 1934. Além de Dondon o Andarahy teve outro atleta que possui história curiosa. Trata-se do ponta-esquerda Arubinha que, em 1937, depois de participar de humilhante derrota de seu clube para o Vasco por 12x0 teria enterrado um sapo com a boca costurada em São Januário na manhã seguinte à derrota. Ele então rogou praga afirmando que o rival ficaria 12 anos sem ganhar um título. A praga não deu certo, pois o Vasco foi campeão antes desse período e o mais curioso é que o jogo da goleada aconteceu no estádio do Fluminense, Laranjeiras.
O futebol no clube foi perdendo força a partir do final da década de 1930 e, em 1938, encerrou suas participações no Campeonato Carioca. 

O departamento de futebol do Andarahy resistiu contra a chegada do profissionalismo e durou até os anos 1950, praticando o esporte apenas de modo amador, nos campeonatos do departamento autônomo de futebol do Rio de Janeiro.

O estádio do alviverde da Zona Norte ficava na rua Barão de São Francisco, esquina com a rua Teodoro da Silva. Na década de 1960 o estádio foi vendido para o America Football Clube, que sediou seus jogos ali até meados dos anos 1990, quando construiu seu novo estádio na Baixada Fluminense e vendeu o antigo campo do Andarahy para que ali fosse construído o Shopping Iguatemi.

A sede social do clube ainda funcionou durante curto período na av. 28 de Setembro, em Vila Isabel, até a extinção do Andarahy, na década de 1970.

Principais glórias do Andarahy Athletico Club:

- Vice-campeão carioca de 1934 (AMEA) 
- Campeão carioca da segunda divisão em 1915 e 1925
- Campeão do torneio início em 1924
- Campeão carioca de juniores em 1928

 

AS PRIMEIRAS LETRAS DA NOSSA LÍNGUA
INFLUÊNCIAS DA LÍNGUA ÁRABE NO PORTUGUÊS

Ronald de Carvalho
“A sabedoria dos Romanos residia no seu cérebro, a dos Indianos na sua imaginação e a dos Árabes na sua língua
O Português é uma língua derivada dos dialectos latinos, românicos peninsulares ou simplesmente romance, que resultaram da mistura do “latim vulgar”, falado pelos soldados romanos, com os dialectos locais existentes na Península Ibérica à data da sua ocupação. O Português, primitivamente Galaico-português, forma-se directamente a partir do Leonês ou Asturo-Leonês, e tem como substrato a língua nativa dos Galaicos, Lusitanos, Célticos e Cónios.


O Português sofre inevitavelmente a influência da Língua Árabe, influência que ultrapassa em muito a extensão que a maioria dos autores refere, não só em termos de “marca” no seu léxico, como da própria forma como se opera.


Adalberto Alves, no seu “Dicionário de Arabismos na Língua Portuguesa”, esclarece que a influência da língua Árabe, para além dos seus aspectos evidentes ou visíveis, ou seja, do léxico Árabe directamente transposto para o português, deve considerar todos aqueles que chegam ao português de forma “encapotada”, através da tradução de textos Árabes por religiosos cristãos, cuja origem, “por preconceito religioso (…) a hierarquia da Igreja queria apagar” (ALVES, 2013, pág. 17). Adalberto rotula esses termos “algo jocosamente” de arabim ou arabrego. “A praga de usar nomes e verbos árabes sem reconhecê-los como tal, conseguiu vingar, até agora (…) nos dicionários europeus”. (ALVES, 2013, pág. 19)


Assim, a extensão da influência do Árabe no Português, que a maioria dos autores resumem a cerca de 1.000 substantivos, deve ser consideravelmente alargada, não só no seu número, que segundo Adalberto Alves é de 18.073 termos, como ao nível gramatical, já que inclui não só substantivos, como adjectivos, verbos, pronomes, artigos e interjeições. (ALVES, 2013, pág. 23)


A influência do Árabe no Português é bastante mais marcada do que no Castelhano ou no Catalão, línguas que, localizando-se geograficamente mais próximas de França recebem a sua influência directa e têm um efeito de tampão no Português. A título de exemplo refira-se que aos 18.073 termos que o Português recebeu correspondem cerca de 4.000 termos recebidos pelo Castelhano.


Convém também esclarecer que a arabização da Península não impôs nem a religião Muçulmana nem a língua Árabe como únicas, mantendo-se “activos” durante o período do Al-Andalus os dialectos moçárabes e o Hebreu, que aportaram termos próprios ao Português.
Até 1496, data do decreto de expulsão das minorias muçulmana que não aceitassem a conversão forçada ao cristianismo, o processo de influência do Árabe no Português persiste, não só nas chamadas “ilhas muçulmanas em território português”, as mourarias, como através da influência sofrida em Marrocos pelos portugueses via “Mouros de Pazes”. Com a instituição do terror da Inquisição em 1552, o Árabe é proibido, reduzindo-se à sua expressão mínima e clandestina, aescrita “aljamiada”. Inicia-se então um período de expurgação de tudo o que é ou soa a Árabe.


Apesar dos mais de 500 anos que durou a presença Árabe em Portugal essa influência refere-se essencialmente ao léxico, pelo que não podemos falar de uma influência estrutural. Um aspecto extremamente relevante é o da adopção de muitos termos Árabes na formação do calão português, a chamada “gíria dos rufiões“, que no período da inquisição terá tido grande incremento através da utilização de expressões e termos encapotados pelos mouriscos e cripto-muçulmanos.


De seguida procura-se dar, apenas a título de exemplo, uma visão geral relativa aos aspectos mais evidentes desta influência.


Antes de mais uma referência a quatro exemplos paradigmáticos e que fazem supor que algumas expressões de caracter religioso perduraram pelo engenho popular:
Oxalá (law xá Allah ou incha Allah, se Deus quiser).
Olá (wa Allah, Deus, saudação).
Olé (wa Allah, Deus, interjeição utilizada como aplauso ou incentivo).
Olarilolé (la illaha ila Allah, não há divindade senão Deus, profissão de fé muçulmana).


A grande maioria dos substantivos começa com o artigo definido Al (o ou a), muitas vezes com o lassimilado à consoante inicial do substantivo, concretamente quando esta é uma consoante solar. No alfabeto Árabe não existem vogais, mas apenas consoantes, e as consoantes dividem-se em consoantes lunares e consoantes solares. As consoantes lunares não têm influência na pronúncia do l do artigo Al, quando constituem a letra inicial da palavra, como por exemplo em Alferes (o cavaleiro), Almeida (a mesa) ou Alcântara (a ponte). Mas as consoante solares quando colocadas na mesma posição assimilam o l do artigo Al, duplicando o seu valor.


Por exemplo Azeite escreve-se Alzeite em Árabe, mas pronuncia-se Azzeite pelo facto de o z ser uma consoante solar. Daí a origem de termos como Azulejo, Açorda ou Atalaia.


Outras formas comuns de início de termos de origem Árabe são as palavras que começam por x(Xadrez, Xarope ou Xerife) ou por enx (Enxaqueca, Enxoval ou Enxofre).
Outras palavras são caracterizadas pela terminação, como as que terminam em i (Javali, Muftiou Sufi), em il (Cordovil, Mandil ou Anil), em im (Alecrim, Carmesim ou Cetim) e as terminadas em afe ou aque (Alcadafe, Almanaque ou Atabeque).


Algumas consoantes Árabes não entram nos vocábulos portugueses por uma questão de não se adaptarem à forma de pronunciar do português, como o h que geralmente se transforma em f, como em Alfama (do Árabe Alhammam), Alfazema (do Árabe Alhuzaima) ou Alface (do ÁrabeAlhassa).


“Volta do Mercado Saloio” de Roque Gameiro . Saloio é a designação dos muçulmanos expulsos de Lisboa após a sua conquista pelos portugueses, que se instalaram na área rural situada a Norte e Poente da cidade; a origem do termo não reúne consenso, sendo a explicação mais plausível a que defende que deriva da palavra
صلاة salat ou oração, já que designava aqueles que rezavam 5 vezes por dia fazendo o çala”, e que eram chamados na época “çaloyos”; esta seria também a origem de “çalayo”, nome do imposto pago sobre o pão na região de Lisboa; outra explicação é a origem do termo na palavra ساحلي saheli, que significa habitante do litoral; outra ainda é a origem em سلاوي salaui ou habitante da cidade marroquina de Salé, designação local para a população rural


Os substantivos podem ser agrupados em v
árias categorias, maioritariamente relativas a inovações ou contributos que os Árabes introduziram na nossa sociedade, e a topónimos, que se observam de Norte a Sul do País e que muitas vezes aportam informações sobre o passado das próprias localidades.


No primeiro caso refiram-se as designações de cargos públicos (Alcaide, Almoxarife ou Alferes), termos de tipologias de edificações (Alcácer, Alcáçova ou Aljube), de construção (Alvenaria,Azulejo ou Açoteia), de instituições administrativas (Aldeia, Arrabalde ou Alfândega), de plantas (Arroz, Alfazema ou Alfarroba), de frutos (Tâmara, Romã ou Ameixa), de profissões (Alfaiate,Almocreve ou Alfaqueque), de termos relacionados com a agricultura (Enxada, Alcatruz ouAzenha), com a actividade militar (Adaga, Arsenal ou Arrebate), de termos médicos (Xarope,Enxaqueca ou Alcalino), de termos geográficos (Azinhaga, Lezíria ou Albufeira), de unidades de medida (Alqueire, Arroba ou Arrátel), de animais (Alcatraz, Lacrau ou Javali), de adereços (Alfinete, Almofada ou Alcatifa), de instrumentos musicais (Adufe, Alaúde ou Rabeca), de produtos agrícolas e industriais (Azeite, Álcool ou Alcatrão), das ciências exactas (Álgebra,Algarismo ou Cifra).


Alguns nomes próprios e apelidos têm também a sua origem em nomes Árabes, como por exemplo Leonor (em Árabe Li an-Nur, ou que vem da luz), Abel (Abu l-, pai de), Fátima (nome de uma das filhas do Profeta Maomé), Albuquerque (Abu-l-qurq, ou o do sobreiro), Bordalo(Badala, abundante) ou Almeida (Al maida, a mesa).


Muitos termos do calão português, do mais brejeiro ao mais indecente, têm origem no Árabe. Por exemplo Marafada (Mraa Khaina, ou mulher que engana), Mânfio (Manfi, desterrado ouproscrito) ou ainda Marado (Marid, ou doente).


No caso dos topónimos, para além da grande maioria de termos iniciados pelo artigo Al ou pela sua forma com o l assimilado, existem outros com origem comum, que podemos agrupar.
Por exemplo, os topónimos iniciados por Ode (do Árabe Ued ou Rio), como Odemira, Odeceixeou Odeleite.
Os iniciados por Ben (em Árabe Ben ou Ibn significa Filho, mas em toponímia tem o significado de Lugar), como Bensafrim, Benfarras ou Benamor.


A título de curiosidade refiram-se alguns topónimos de origem Árabe com indicação do seu significado:
Albarraque (Albarrak, o brilhante), Albufeira (Albuhaira, a pequena barragem), Alcabideche(Alqabidaq, a “mãe de água”), Alcácer (Alqassr, o castelo), Alcáçovas (Alqassba, a cidadela fortificada), Alcalar (Alqalaa’, o forte), Alcaidaria (a chefia), Alcaide (o chefe), Alcains(Alkanissa, a igreja), Alcanena (Alqanina, a cabaça), Alcântara (a ponte), Alcantarilha(diminutivo de Alcântara), Alcaria (a aldeia), Alcobaça (Alkubasha, os carneiros), Alcochete(Alqucha, o forno), Alcoentre (Alqunaitara, a ponte pequena), Alcoitão (Alqaiatun, a tenda),Alcongosta (Alkunasa, o areal), Alcoutim (Alkutami, o falcão), Alfama (Alhamma, a fonte),Alfambras (Alhamra, a vermelha), Alfarelos (Alfahar, a louça), Alfeizerão (Alhaizaran, o canavial), Alfarim (Alfaramin, os decretos), Alfarrobeira (Alharruba, o mesmo que em português), Alferce (Alfarz, o que separa, entre duas colinas), Algarve (Algharb, o Ocidente),Algeruz (o canal), Algés (Aljaich, o exército), Algueirão (Aljairan, as grutas), Alhandra(Alandar, a debulha), Alijó (Alaja, telhado plano), Aljezur (Aljuzur, as ilhas), Almacave(Almaqabara, os cemitérios), Almada e Almádena (Almadana, a mina), Almansil (a estalagem),Almargem (Almarj, o prado), Almarjão (Almarjun, o pedregal), Almedina (a cidade), Almeida (a mesa), Almeirim (Almirin, o limite), Almoçageme (a água que corre), Almodôvar (Almuduar, o meandro), Almoster (Almustar, lugar de aprovisionamento), Alpedrinha (Albadri, luarento),Alpiarça (Albiraz, o duelo), Alqueidão (Alhaima, a tenda), Alte (Altaf, elegante), Alvaiázere(Albaiaz, o falcoeiro), Alvalade (Albalad, o campo), Alverca (Albirka, o pântano), Alvor (Albur, a charneca), Alvorge (Alburj, a torre), Anadia (delicada), Arouca (Aruqa, a bela), Arrábida(edifício religioso fortificado), Arrifana (Arihana, a murta), Arronches (Arauxan, as penhoras),Arruda (Aruta, planta silvestre), Asseca (o caminho recto e plano), Atalaia (lugar alto de onde se exerce vigilância), Aveiro (Aluarai, retirado, resguardado), Azambuja (o zambujeiro), Azeitão(Azeitun, a oliveira), Azóia (Azauia, a ermida).
Belamandil (Banu Mandil, nome de tribo), Bela Salema (Banu Salam, filhos da paz, nome de tribo), Belixe (garça), Benaciate (Ben sayyad, lugar ou filho do caçador), Benaçoitão (Ben As-Sultan, filho do poder), Benafin (Ben ‘Affan, filho do puro), Benagil (Ben Ajawid, filho do generoso), Benamor (Ben ‘Ammar, filho do devoto), Benavente (Ben ‘Abbad, lugar do devoto),Bencatel (Ben Qatil, filho da vítima), Benevides (Ben ‘Abid, lugar do adorador), Benfarras (Ben Farraj, filho da consolação), Benfica (Ben Fiqa, filho da calmeirona ou da mulher alta),Bensafrim (Ben Saharin, lugar dos feiticeiros), Beringel (beringela), Birre (Bir, poço), Bobadela(Bu abdallah, pai do escravo de Deus), Boliqueime (Bu Alhakim, nome próprio), Borba (Birba, labirinto), Bucelas (Basala, cebola), Budens (Bu Danis, nome de tribo que governou Alcácer do Sal), Burgau (Burqa, zona com o solo pedregoso).


Cacela (Qassila, seara), Cacém (Qassim, nome próprio, que significa aquele que testemunha),Cacilhas (Hasila, lixeira), Caneças (Kanissa, igreja), Cartaxo (Qar at-Taj, residente do Tejo),Caxias (Kashih, inimigos), Charneca (Xarnaqa, terreno inculto), Chelas (Xila, arco), Colares (Kula, pequeno lago), Coruche (Quraichi, nome de tribo), Cuba (cúpula), Elvas (Ilbax, risonha),Estoi (Ustul, esquadra), Estômbar (Ustuwanat, arcos), Falacho (solo gretado), Faro (Harun, nome próprio), Fatela (Fath Allah, vitória de Deus), Fátima (nome da filha do Profeta Muhammad), Golegã (Ghalghal, entrar ou penetrar), Leça (Laza, ferrolho), Loulé (Al’ulia, a elevada), Loures (Lawr, lira), Lousã (Lawha, ardósia), Luz (amêndoa).
Mafamede (Muhammad, muçulmano), Mafamude (Mahmmud, louvável), Mafra (Mahfra, cova),Magoito (Maqhut, árido), Malhada (lugar de travessia de um rio), Marateca (Mar’a at-Taqia, mulher devota), Marvão (Marwan, nome próprio), Massamá (Maa as-Sama’, água do céu),Mesquita (Massjid, o mesmo que em português), Messejana (prisão), Messines (elogioso),Mora (Murah, pastagem), Moscavide (Maskbat, sementeira), Mucifal (Mussafa, vale inundável),Muge (Muhja, alma), Murça (Mussa, nome do conquistador Árabe do Gharb Al-Andalus), Nexe (Naxa, juventude), Niza (disputa).
Odeceixe (Ued Sayh, rio da torrente), Odeleite (Ued Layt, rio do eloquente), Odelouca (Ued Luqat, rio das sobras), Odemira (Ued Amira, ou rio da princesa), Odiáxere (Ued Arx, rio da punição), Odivelas (Ued Ballas, rio da terracota), Oeiras (Urwah, moitas), Olhão (‘Ullyah,elevado), Oura (Awra, esconderijo), Ourén (Wahran, nome de cidade na Argélia), Ourique (Wariq, verdejante), Ovar (‘Ubr, curso de água), Palmela (Bismillah, ou em nome de Deus),Parchal (Barjal, circuito), Penela (Ben Allah, filho de Deus), Peniche (Ben ‘Aixa, filho de Aixa),Quelfes (Kallaf, moço de estrebaria), Queluz (vale da amendoeira), Retaxo (Ritaj, entrada).
Sacavém (Xaqaban, próximo), Safara (Sahara, deserta), Salema (Salama, paz), Sameiro (Samar, junco), Samouco (Samuq, alto), Sargaçal (Xarqwasi, arbusto), Serpa (Xarba, poção),Sertã (Saratan, caranguejo), Setil (Sabtil, de Ceuta), Sever (Sabir, colina), Sines (Sin, fortaleza),Sor (Sur, cerca), Tarouca (Turuq, caminhos), Tavira (Tabira, ruína), Tercena (Dar as-Sina, casa da industria), Trofa (Taraf, extremidade), Valada (Balat, planície), Vau (Wad, rio), Vieira (Bayara, concha), Xabregas (desfazer), Zambujal (de Zabbuj, oliveira brava), Zavial (Zauia, azóia),Zêzere (Za’za’a, agitação).

Muitos brasileiros não entendem tudo o que leem, diz estudo

Estudo mostra que o Brasil reduziu o número de analfabetos. Hoje 73% sabem ler e escrever, mas 65% tem algum nível de dificuldade.

19/02/2016 21h43 - Atualizado em 19/02/2016 21h43

Uma pesquisa sobre alfabetização chamou atenção pra dificuldade que os brasileiros têm para entender o que leem. O reflexo disso aparece no mercado de trabalho.
Começamos pela notícia boa para os brasileiros. Nos últimos 15 anos o número de analfabetos no Brasil caiu de 12% para 4% da população. Se unirmos analfabetos com os que até leem o nome ou o letreiro do ônibus temos os analfabetos funcionais. Número que também caiu em 2001 eram 39%, hoje são 27.
A notícia ruim vem dos alfabetizados. Hoje 73% sabem ler e escrever, mas 65% tem algum nível de dificuldade.
Então de acordo com a pesquisa, só 8% dos brasileiros estão nesse melhor índice de alfabetização, conseguem ler e interpretar qualquer tipo de texto, por mais complicado que ele seja. Agora se a gente for olhar a divisão por trabalho, por área de trabalho, tem três setores que tem uma média bem melhor, até maior que o dobro da média nacional.
São eles: comunicação, artes e cultura com 26%, administração publica 18% dos trabalhadores desses setores estão nesse melhor nível de alfabetização e educação com 16%. Esses são os melhores resultados nacionais. Agora, vamos combinar que esses não são números muito bons não.
Os resultados são ainda piores em outros setores. Construção civil ou indústria tem só 3% no melhor nível de alfabetização. Comércio 10%. E a área de saúde apenas 11%.
“Saúde e educação encontram até um percentual de profissionais proficientes maior do que outros setores. Mas se você pensar especificamente nos dois setores, na importância do letramento, do alfabetismo, na saúde e principalmente na educação, o nível é baixo”, diz Ana Lúcia Lima, coordenadora da pesquisa.
Quer ver um exemplo? Muita gente que vai prestar concurso corre atrás de reforço.
“A maioria das questões não é você resolver o problema da matemática. Conta qualquer um faz. Só que você tem que pegar a interpretação do texto pra passar pra conta”, explica Alan Galvão, eletricista.
Mas como estamos falando de profissionais, já adultos e formados, os pesquisadores garantem que a melhoria da escola não vai resolver o problema desse pessoal. A ajuda tem que vir do próprio mercado.
Coisa que uma gigante do setor de vestuário já percebeu. Oferece para os funcionários cursos, aulas, programas pra estudar em casa. Foi um bom negócio?
“Treinar é muito melhor do que trocar, não só pelo custo, pelo desempenho. É um dos fatores de retenção muito claros da nossa equipe”, diz Michel Sarkis, empresário.

 
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