O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015


Jornal da Gíria Ano XVI- Nº98 – Maio e Junho de 2015

100



Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

Estamos próximos das 100 edições do Jornal da Gíria, projeto iniciado em Niterói em janeiro de 1999

Muito caminho percorrido em defesa da gíria na língua portuguesa e, principalmente,na língua brasileira.

Com dificuldades nos últimos tempos chegamos aos 619 mil acessos, depois de termos chegado rapidamente aos 500 mil. A desaceleração é o preço que pago pela concorrência desenfreada na gíria.

Quando começamos, estávamos sozinhos nos sites de busca sobre gíria.

Até então a gíria brasileira apresentava duas vertentes muito fortes: a do regionalismo e dos barbarismos, solecismos e vícios de linguagem.

Coloco no regionalismo, a malandragem carioca. Outras vertentes se incorporaram com  as linguagens dos grupos exclusivos, como surfistas, skatistas, grafiteiros, pichadores, jornalistas, futebol, celebridades, colunistas, “rappers”, “mcs”, roqueiros, funkeiros, motoboys, boys,  policiais, bandidos, malandros, prostitutas, sambistas, homossexuais, etc. A onda da periferia encontrou espaço nos jornais populares, no radio , na tevê e nas mídias sociais junto a com linguagem sincopada da web, que produz um tremendo impacto na estrutura da própria língua brasileira. Fomos pioneiros em abrirmos a gíria para todas as linguagens que se incorporaram ao nosso patrimônio linguístico.

Em janeiro de 2015, tivemos 235 sessões, 223 usuários e 256 visualizações.

Fomos visitados por nacionais de 29 países incluindo Portugal (Lisboa) , Guatemala (Guatemala City),Itália, Estados Unidos (Quezon Crty), Índia (Nova Delhi e Mumbai), Argentina (Buenos Aires) , Alemanha, Indonésia.

No Brasil, fomos vistos em 113 cidades, inclusive São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador, Niterói. Campinas, Goiânia, Recife, Porto Alegre, Belém Osasco, Santos

Em fevereiro, tivemos 305 sessões,289 usuários e 357 visualizações.

Fomos visitados por nacionais de 27 países, inclusive Portugal (Lisboa) , Estados Unidos, Alemanha, Romênia, Costa Rica, Indonésia, Ìndia (Nova Delhi) , Itália.

No Brasil, fomos vistos em 134 cidades : São Paulo Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Santo André. Brasília, Porto Alegre, Manaus, Campinas, Fortaleza, Goânia, Sinop, Belém,. Campina Grande, Recife, Santa Maria , Gramado.

Em março, tivemos 498 sessões, 405 usuários e 569 visualizações.

Fomos visitados por nacionais de 33 países: Estaos unidos, Índia(Nova Delhi e Mumbai), Portugal, Bósnia-Herzegovina, França, Itália.

No Brasil, fomos vistos em São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Manaus, Goiânia , Curitiba, Campinas, Porto Alegre, São Luís, Belém , Brasília, Uberlândia, Campina Grande e Cuiabá.

 

NOVE MANEIRAS PARA CONFERIR SE ELE É OU NÃO ...

 
1 -
Usa superlativo sintético

Se o homem usa expressões tipo “isso é chiquérrimo”, “estou atrasadíssimo”, “é caríssimo”, “você está lindérrima”.

O Pitbull é Lassie.

***

2 - Cante uma parte da música da Lady Gaga

Se ele continuar cantando e fizer a coreografia, tome muito cuidado, são sinais de que:

Essa Coca é Fanta.

***

3 - Usa gola V profunda demais

Sim, gola V agora é moda para homens também, porém se o V é profundo demais, é por que ele curte explorar a profundidade dele também, cuidado:

Essa tábua leva prego.

***

4 - Repara no esmalte, maquiagem ou acessórios das amigas

Homem nada sabe sobre isso! Ele mal sabe diferenciar mulher maquiada de mulher não maquiada. Agora se ele diz que a amiga poderia usar SOMBRA diferente, que exagerou demais no BLUSH ou que o RÍMEL deixou os cílios lindos, MUITA ATENÇÃO:

Essa vodka é só ice.

***

5 - Separa sílabas na hora de falar

Característica muito marcada dos gays, é separar as sílabas das palavras para dar ênfase no que estão dizendo.

Se ele diz, A-DO-RO, LOU-CU-RA, RI-DÍ-CU-LO

Esse leite é Moça.

***

6 - Reclama quando tira foto com a galera

Se naquela hora que todo mundo tirou a foto no bar, ele olha e diz “Ai, não gostei! Estou horrível, vamos tirar outra?” FILHA DO CÉU! Isso é coisa de mulher! Homem não tá nem aí se saiu feio na foto, o negócio era registrar o momento, não é pra ficar fazendo pose ou biquinho.

Essa salada leva palmito.

***

7 - Pergunte o que tem nas unhas dele

Se ele olhar com a mão fechada é hetero, se olhar por cima do dorso da mão, é gay. Se ele confere com preocupação, é “viado”. Homem de verdade nem se preocupa em ver, responde “nem sei” ou “deve ser sujeira”. Então se ele se preocupa demais com as unhas, ou até passa base para dar um brilho, TENHA CERTEZA:

Esse mate é erva doce.

***

8 - Sai com amigas demais e amigos de menos

Nem sempre quem está rodeado de mulheres é pegador. Se ele não é visto muitas vezes com homens, é porque na verdade tem vergonha que as pessoas suspeitem de algo, então esconde a adoração pelo mesmo sexo.

Esse galo bota ovo.

***

9 - Ele fica ofendido se dizem que é gay

Homem que é homem tem consciência da masculinidade, nem presta atenção a comentários, e quando presta, entra na brincadeira e zoa com a galera. Mas se ele reagir com violência, ou ficar todo putinho….

Com certeza esse Batman é Mulher Gato!

***

Fonte: Internet (circulando por e-mail).

 

O Verbo For

João Ubaldo Ribeiro (*


Vestibular de verdade era no meu tempo. Já estou chegando, ou já cheguei, à altura da vida em que tudo de bom era no meu tempo; meu e dos outros coroas. O vestibular, é claro, jamais voltará ao que era outrora e talvez até desapareça, mas julgo necessário falar do antigo às novas gerações e lembrá-lo às minhas coevas (ao dicionário outra vez; domingo, dia de exercício).

O vestibular de Direito a que me submeti, na velha Faculdade de Direito da Bahia, tinha só quatro matérias: português, latim, francês ou inglês e sociologia, sendo que esta não constava dos currículos do curso secundário e a gente tinha que se virar por fora. Nada de cruzinhas, múltipla escolha ou matérias que não interessassem diretamente à carreira. Tudo escrito tão ruybarbosianamente quanto possível, com citações decoradas, preferivelmente. Os textos em latim eram As Catilinárias ou a Eneida, dos quais até hoje sei o comecinho.

Havia provas escritas e orais. A escrita já dava nervosismo, da oral muitos nunca se recuperaram inteiramente, pela vida afora. Tirava-se o ponto (sorteava-se o assunto) e partia-se para o martírio, insuperável por qualquer esporte radical desta juventude de hoje. A oral de latim era particularmente espetacular, porque se juntava uma multidão, para assistir à performance do saudoso mestre de Direito Romano Evandro Baltazar de Silveira. Franzino, sempre de colete e olhar vulpino (dicionário, dicionário), o mestre não perdoava.

— Traduza aí quousque tandem, Catilina, patientia nostra — dizia ele ao entanguido vestibulando.

— "Catilina, quanta paciência tens?" — retrucava o infeliz.

Era o bastante para o mestre se levantar, pôr as mãos sobre o estômago, olhar para a platéia como quem pede solidariedade e dar uma carreirinha em direção à porta da sala.

— Ai, minha barriga! — exclamava ele. — Deus, oh Deus, que fiz eu para ouvir tamanha asnice? Que pecados cometi, que ofensas Vos dirigi? Salvai essa alma de alimária. Senhor meu Pai!

Pode-se imaginar o resto do exame. Um amigo meu, que por sinal passou, chegou a enfiar, sem sentir, as unhas nas palmas das mãos, quando o mestre sentiu duas dores de barriga seguidas, na sua prova oral. Comigo, a coisa foi um pouco melhor, eu falava um latinzinho e ele me deu seis, nota do mais alto coturno em seu elenco.

O maior público das provas orais era o que já tinha ouvido falar alguma coisa do candidato e vinha vê-lo "dar um show". Eu dei show de português e inglês. O de português até que foi moleza, em certo sentido. O professor José Lima, de pé e tomando um cafezinho, me dirigiu as seguintes palavras aladas:

— Dou-lhe dez, se o senhor me disser qual é o sujeito da primeira oração do Hino Nacional!

— As margens plácidas — respondi instantaneamente e o mestre quase deixa cair a xícara.

— Por que não é indeterminado, "ouviram, etc."?

— Porque o "as" de "as margens plácidas" não é craseado. Quem ouviu foram as margens plácidas. É uma anástrofe, entre as muitas que existem no hino. "Nem teme quem te adora a própria morte": sujeito: "quem te adora." Se pusermos na ordem direta...

— Chega! — berrou ele. — Dez! Vá para a glória! A Bahia será sempre a Bahia!

Quis o irônico destino, uns anos mais tarde, que eu fosse professor da Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia e me designassem para a banca de português, com prova oral e tudo. Eu tinha fama de professor carrasco, que até hoje considero injustíssima, e ficava muito incomodado com aqueles rapazes e moças pálidos e trêmulos diante de mim. Uma bela vez, chegou um sem o menor sinal de nervosismo, muito elegante, paletó, gravata e abotoaduras vistosas. A prova oral era bestíssima. Mandava-se o candidato ler umas dez linhas em voz alta (sim, porque alguns não sabiam ler) e depois se perguntava o que queria dizer uma palavra trivial ou outra, qual era o plural de outra e assim por diante. Esse mal sabia ler, mas não perdia a pose. Não acertou a responder nada. Então, eu, carrasco fictício, peguei no texto uma frase em que a palavra "for" tanto podia ser do verbo "ser" quanto do verbo "ir". Pronto, pensei. Se ele distinguir qual é o verbo, considero-o um gênio, dou quatro, ele passa e seja o que Deus quiser.

— Esse "for" aí, que verbo é esse?

Ele considerou a frase longamente, como se eu estivesse pedindo que resolvesse a quadratura do círculo, depois ajeitou as abotoaduras e me encarou sorridente.

— Verbo for.

— Verbo o quê?

— Verbo for.

— Conjugue aí o presente do indicativo desse verbo.

— Eu fonho, tu fões, ele fõe - recitou ele, impávido. — Nós fomos, vós fondes, eles fõem.

Não, dessa vez ele não passou. Mas, se perseverou, deve ter acabado passando e hoje há de estar num posto qualquer do Ministério da Administração ou na equipe econômica, ou ainda aposentado como marajá, ou as três coisas. Vestibular, no meu tempo, era muito mais divertido do que hoje e, nos dias que correm, devidamente diplomado, ele deve estar fondo para quebrar. Fões tu? Com quase toda a certeza, não. Eu tampouco fonho. Mas ele fõe!

(*) João Ubaldo Ribeiro foi da Academia Brasileira de Letras 

 

A letra P no português.

 

 A língua portuguesa, junto com a francesa, são as ÚNICAS línguas neolatinas na face da Terra que são completas em todos os sentidos... Quem fala português ou francês de nascimento, é capaz de fazer proezas como esse texto com a letra "P"... Só o português e o francês permitem isto...

Pedro Paulo Pereira Pinto, pequeno pintor português, pintava portas, paredes, portais. Porém, pediu para parar porque preferiu pintar panfletos. Partindo para Piracicaba, pintou prateleiras para poder progredir. Posteriormente, partiu para Pirapora. Pernoitando, prosseguiu para Paranavaí, pois pretendia praticar pinturas para pessoas pobres. Porém, pouco praticou, porque Padre Paulo pediu para pintar panelas, porém posteriormente pintou pratos para poder pagar promessas. Pálido, porém personalizado, preferiu partir para Portugal para pedir permissão para Papai para permanecer praticando pinturas, preferindo, portanto, Paris. Partindo para Paris, passou pelos Pirineus, pois  pretendia pintá-los. Pareciam plácidos, porém, pesaroso, percebeu penhascos pedregosos, preferindo pintá-los parcialmente, pois perigosas pedras pareciam precipitar-se principalmente pelo Pico, porque pastores passavam pelas picadas para pedirem pousada, provocando provavelmente  pequenas perfurações, pois, pelo passo percorriam, permanentemente, possantes potrancas. Pisando Paris, permissão para pintar palácios pomposos, procurando pontos pitorescos, pois, para pintar pobreza, precisaria percorrer pontos perigosos, pestilentos, perniciosos, preferindo Pedro Paulo precaver-se. Profundas privações passou Pedro Paulo. Pensava poder prosseguir pintando, porém, pretas previsões passavam pelo pensamento, provocando profundos pesares, principalmente por pretender partir prontamente para Portugal. Povo previdente! Pensava Pedro Paulo... Preciso partir para Portugal porque pedem para prestigiar patrícios, pintando principais portos  portugueses. Paris! Paris! Proferiu Pedro Paulo. Parto, porém penso pintá-la permanentemente, pois pretendo progredir. Pisando Portugal, Pedro Paulo procurou pelos pais, porém, Papai Procópio partira para Província. Pedindo provisões, partiu prontamente, pois precisava pedir permissão para Papai Procópio para prosseguir praticando pinturas. Profundamente pálido, perfez percurso percorrido pelo pai. Pedindo permissão, penetrou pelo portão principal. Porém, Papai Procópio puxando-o pelo pescoço proferiu: Pediste permissão para praticar pintura, porém, praticando, pintas pior. Primo Pinduca pintou perfeitamente prima Petúnia. Porque pintas porcarias? Papai proferiu Pedro Paulo, pinto porque permitiste, porém, preferindo, poderei procurar profissão própria para poder provar perseverança, pois pretendo permanecer por Portugal. Pegando Pedro Paulo pelo pulso, penetrou pelo patamar, procurando pelos  pertences, partiu prontamente, pois pretendia pôr Pedro Paulo para praticar profissão perfeita: pedreiro! Passando pela ponte precisaram pescar para poderem prosseguir peregrinando.  Primeiro, pegaram peixes pequenos, porém, passando pouco prazo, pegaram pacus, piaparas, pirarucus. Partindo pela picada próxima, pois pretendiam pernoitar pertinho, para procurar primo Péricles primeiro. Pisando por pedras pontudas, Papai Procópio procurou Péricles, primo próximo, pedreiro profissional perfeito. Poucas palavras proferiram, porém prometeu pagar pequena parcela para Péricles profissionalizar Pedro Paulo. Primeiramente Pedro Paulo pegava pedras, porém, Péricles pediu-lhe para pintar prédios, pois precisava  pagar pintores práticos. Particularmente Pedro Paulo preferia pintar prédios. Pereceu pintando prédios para Péricles, pois precipitou-se pelas  paredes pintadas. Pobre Pedro Paulo pereceu pintando... Permita-me, pois, pedir perdão pela paciência, pois pretendo parar para pensar... Para parar preciso pensar. Pensei. Portanto, pronto pararei.


                        E você ainda se acha o máximo quando consegue dizer:
                        'O Rato Roeu a Rica Roupa do Rei de Roma.'?

 

. Pequeno Dicionário das Gírias Mais Usadas em Sampa

A

  • Aderbal - Usado para chamar ou xingar o próximo.
  • Aí tu me trinca os ovo - Quando reclamamos de alguém ou de alguma atitude de certa pessoa, fala-se "Fulano me trinca os ovo!"
  • Aí tu mente pro tio - Quando o fato ou acontecimento narrado é inacreditável, ou quando o Aderbal pensa que está sendo enganado.
  • Alemão - Pode ser usado como sinônimo de Aderbal ou para se referir ou falar com o Tiago.
  • Azar do Valdemar - Usa-se normalmente para dizer algo que é errado, mas a preocupação com as consequências são mínimas.

B

  • Bagalho - Mesmo que baralho.
  • Bagulho - alguma coisa (como folha, carro e etc)
  • Bicuda ou dedão - Chutar a bola com força
  • Busão – Ônibus
  • Bater um fio - Dar um telefonema
  • Bater uma xepa – Almoçar
  • Bem bolado - Trocar algo, dar um jeito em alguma coisa

C

  • Cagamba - Mesmo que caramba.
  • Campeão - Usado juntamente com fodão e com um soco no ombro pra designar o mais Aderbal de todos.
  • Cuepa - Naipe de copas nos jogos  de bagalho.
  • Cabuloso - Muito bom, impressionante, sensacional
  • Coxinha – Policial
  • Cabrito - Algo não original
  • Cola lá - Vai lá

D

  • Deixa comigo que eu sô canhoto - Usado tanto para destros quanto para canhotos. Quer dizer "Deixa comigo que dou conta do recado".
  • Demonho - O fabricante de bodoques.
  • De vereda - De uma vez. Usa-se para dar ênfase a uma frase, ou para encher lingüiça mesmo. "Ontem joguei dominó e ganhei de vereda".
  • Dar um rolê - Passear, sair
  • Da hora - Muito bonito, legal, da moda
  • Dar área - Ir embora

E

  • Ei tá preula - Ficar impressionado
  • É fria - É perigoso
  • Enxer linguíça - Enxer o saco, falar muito e explicar pouco

F

  • Fodão - Campeão.
  • Fica na moral - Fica quieto, calado
  • Fita forte - Produto de roubo
  • Ficou pequeno - Ficou mal falado
  • Fubanga da peba - Mulher mais feia ainda

G

  • Gás - Muito rápido
  • Gambé – Policial

K

  • Kissassa do cabelo de microfone - Ser de outro planeta que invadiu a terra e proliferou-se numa velocidade impressionante.
  • Komboza - Perua, Lotação

M

  • Mas é uma ave - Usado para xingar o Aderbal de burro.
  • Mas é uma nuvem - Variante de Mas é uma ave.
  • Muito louco - Muito bonito, lindo
  • Mina – Mulher
  • Mano – Alguém
  • Mili duk - Muito tempo
  • Mó cara - Muito tempo
  • Mocréia - Mulher feia
  • Muamba - Produtos importados do Paraguai
  • Micreiro - Pessoa que mexe com micro-computadores

N

  • Nóia - Usuário de droga, que trafica, drogado.

P

  • Puxar um beck - Fumar droga (cocaína, maconha...)
  • Porrada – Soco
  • Paga pau - Aquele que admira as coisas dos outros

Q

  • Queimou meu filme - fizeram fofoca a respeito de você

R

  • Rasga - Sai correndo, sai daqui
  • Rolo - Trocar algo

S

  • Só se for agora - Usado em vão somente pra ter o que falar. É uma das gírias mais usadas no grupo, apesar de não significar porcaria nenhuma.
  • Socado - Carro rebaixado
  • Sentar o dedo - Dar um tiro, matar alguém
  • Sarado (a) - Menino (a) muito bonito

T

  • Truta - "Guarda costas", segurança de alguém
  • Trampo/Trampar – Trabalho
  • Treta – Briga

U

  • Uma pá de vezes - Muitas vezes

V

  • Vacilou - marcou bobeira
  • Vaza daqui - Saia deste lugar

Z

  • Zipe - Mesmo que Jipe.
  • Zoar ou Zueira - Fazer bagunça

Descrição: http://www.cruiser.com.br/giria/Image22.jpg

 

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