As línguas

Há mais de 6 mil e 800 línguas no mundo.
O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
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Jornal Setembro/Outubro de 2001
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Jornal Julho/Agosto de 2002
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Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
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Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
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Jornal Maio/Julho de 2007
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Jornal Março/Abril de 2008

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Jornal da Gíria
Jornal Mensal em idioma gírio – Edição 055 – Ano VIII – Niterói RJ –Setembro/Outubro de 2008


Haddad: acordo ortográfico entra em vigor até 2011
Ministro disse que impacto da reforma será mais político

Jair Rattner, De Lisboa para a BBC Brasil, em 25.07.2008

O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira em Lisboa que o acordo ortográfico da língua portuguesa deverá estar implantado no Brasil até 2011.
No início da 7ª Conferência de Chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Haddad apontou o acordo como uma peça-chave da cooperação com os países africanos.
"Estamos tendo conversas informais com grupos editoriais brasileiros, sobretudo os que trabalham com livros didáticos, prevendo um prazo de dois ou três anos (para a implementação do acordo)", disse o ministro.
Segundo ele, a idéia é levar a consulta pública dentro de 30 dias a minuta do decreto presidencial sobre o acordo. "Pretendemos publicar esse decreto presidencial talvez ainda em setembro ou outubro", afirmou.
Segundo o ministro, a grande mudança a partir da unificação do português será política, em relação ao papel que a língua portuguesa tem no mundo.
"A ortografia muda muito pouco. Tanto no Brasil como em Portugal a expectativa é que a adaptação seja relativamente simples. Mas em foros internacionais e sobretudo na CPLP penso que a cooperação vai ser muito promovida. Imagine a dificuldade de uma língua ser (usada) em foros internacionais sem uma ortografia comum."
Mudanças
O acordo consagra mudanças relativamente pequenas. Segundo os linguistas que prepararam o acordo – Antônio Houaiss, pelo Brasil, e João Malaca Casteleiro, de Portugal –, 0,43% das palavras no Brasil e 1,42% em Portugal passarão por mudanças.
Os brasileiros deixam de utilizar acentos em vogais duplas como na palavra "voo", e os tritongos deixam de ser acentuados, como nas palavras "assembleia" ou "ideia".
Os portugueses perdem o "c" em "acto" e "tecto", o "p" em "óptimo" ou "Egipto" e as letras duplas em "connosco" ou "comummente".
No entanto, o acordo mantém divergências: os acentos são diferentes em "Antônio" e "António", "gênero" e "género". Portugal passa a escrever "receção" (com o mesmo som de recessão) em vez de "recepção".
E não há uma unificação da sintaxe e da semântica – em Portugal usa-se a forma "até ao fim" em vez de "até o fim", e costuma-se falar "sabe bem" para dizer que uma comida é saborosa.
Universidade
O ministro disse que uma parte importante da cooperação com os outros países de língua portuguesa será a criação da Universidade Luso-Afro-Brasileira, que deve ter sua sede em Redenção, no Ceará.
"O presidente ontem (quinta-feira) encaminhou ao Congresso Nacional a proposta de criação de uma universidade voltada para os países da CPLP. Vai se chamar Unilab, Universidade Luso-Afro-Brasileira, com o objetivo de criar um ambiente político-pedagógico voltado para a promoção da língua."
"A Universidade Luso-Afro-Brasileira só faz sentido na medida em que todos os países se pronunciem de maneira decisiva sobre o desejo de integração", completou.


Cúpula em Lisboa debate difusão do português no exterior
Jair Rattner, De Lisboa para a BBC Brasil, 24.07.2008
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou nesta quinta-feira a Lisboa para participar da 7ª Conferência da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que terá como principal assunto a política para a língua portuguesa.
O tema foi escolhido pelos portugueses que, na reunião que começa na sexta-feira, assumem a Presidência da organização por dois anos.
Do lado português, a cúpula ficará marcada pela constituição de um fundo de 30 milhões de euros (o equivalente a R$ 100 milhões) para financiar a expansão internacional da língua.
Segundo o ministro da Cultura de Portugal, José Antônio Pinto Ribeiro, o fundo vai ser usado para promover o ensino do português no exterior e em investimentos em áreas como audiovisual, cooperação, publicação de livros e jornais, financiamento de traduções de autores em língua portuguesa e digitalização de documentos para colocar na internet.
Os portugueses pretendem reformular o Instituto Camões, atualmente responsável por garantir o ensino de português em universidades de 16 países.
Simbolicamente, o presidente português escolheu esta semana para promulgar o acordo ortográfico, que prevê uma maior unificação da escrita do português entre os oito países que usam o idioma como oficial (Portugal, Brasil, Angola, Moçambique, Timor Leste, Guiné-Bissau, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe). No entanto, só dentro de seis anos o acordo ortográfico estará em vigor no país.
Do lado brasileiro, a aposta será no fortalecimento do Instituto Internacional da Língua Portuguesa, criado em 1988 pelos países que falam o português, mas com pouca atividade concreta até agora.
Na reunião, o presidente Lula apresentará como novidade a Universidade da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa ou Universidade da Integração Luso-Afro-Brasileira (ainda falta definir o nome), que ficará em Redenção, no Ceará, voltada para as necessidades educacionais dos países que falam português.
À noite, o presidente vai estar na entrega do Prêmio Camões, o mais importante prêmio literário de língua portuguesa. Este ano, o premiado é o romancista português Antônio Lobo Antunes.
O Brasil está propondo a criação do Prêmio José Aparecido de Oliveira, que seria entregue a uma personalidade que tenha se destacado na construção da Lusofonia e que seja reconhecida por seus méritos intelectuais.

Parlamento português aprova acordo ortográfico
Acordo é primeiro passo para internacionalização da língua

Jair Rattner, De Lisboa para a BBC Brasil, 16.05.2008
Passados 16 anos desde a assinatura, Portugal aprovou nesta sexta-feira o acordo ortográfico, que unifica a forma como é escrito o português nos países lusófonos.
Apesar de polêmico, o texto foi aprovado por deputados de todos os quadrantes políticos – desde o CDS à direita, até o Bloco de Esquerda – com três votos contra e muitos deputados abandonando o plenário durante a votação.
As mudanças na forma de escrever o idioma em Portugal vão valer dentro de seis anos, enquanto no Brasil os livros escolares deverão ser mudados até 2010.
Questionado sobre o acordo, o escritor José Saramago, prêmio Nobel de literatura, optou por não entrar em polêmica: "Vou continuar escrevendo do mesmo jeito. Isso agora vai ser com os revisores".
Vitória brasileira?
Houve grande polêmica em Portugal. A iniciativa contrária à reforma com maior impacto no país foi uma petição na internet, que tentava convencer parlamentares a votar contra o acordo.
O documento, que criticava a proposta por entender que este significava que Portugal cedia aos interesses brasileiros, teve mais de 35 mil assinaturas desde o início do mês, grande parte delas de intelectuais.
"A língua portuguesa é o maior patrimônio que Portugal tem no mundo", afirmou o deputado Mota Soares, do partido CDS.
Ironicamente, dois deputados que encabeçaram a petição – Zita Seabra e Vasco Graça Moura – não estavam no plenário na hora da votação.
Zita Seabra disse que, como é proprietária de uma editora, havia conflito de interesses para votar o texto.
Alterações
Os estudos lingüísticos que basearam o acordo indicam que os portugueses terão mais modificações do que os brasileiros. O dicionário português terá de trocar 1,42% das palavras, enquanto no Brasil apenas 0,43% sofrerão mudanças.
Para os portugueses, caem as letras não pronunciadas, como o "c" em acto, direcção e selecção, e o "p" em excepto.
A nova norma acaba com o acento no "a" que diferencia o pretérito perfeito do presente (em Portugal, escreve-se passámos, no passado, e passamos, no presente).
Algumas diferenças vão continuar. Em Portugal, polémica e génesis manterão o acento agudo – o Brasil continuará escrevendo com o circunflexo.
Os portugueses manterão o "c" em facto – fato em Portugal é roupa – e vão tirar o "p" que no país não é pronunciado na palavra recepção.
Atraso
Aprovar as mudanças foi um longo processo. O conteúdo do acordo já tinha sido aprovado há 16 anos, mas não podia entrar em vigor sem que os Parlamentos ratificassem o protocolo modificativo.
O protocolo previa que o acordo entrasse em vigor quando três países aprovassem o acordo – e não todos os que falam o português, como estava no texto original. No ano passado, São Tomé e Príncipe foi o terceiro a aprovar o acordo, dando validade ao documento.
Para o governo português, a aprovação do acordo é o primeiro passo para existência de uma política internacional da língua portuguesa, que será anunciada quando Portugal assumir a presidência rotativa da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em julho deste ano.
"É necessário agora desenvolver uma política de internacionalização, consolidação e aprofundamento da língua portuguesa, e o acordo ortográfico é um instrumento para isso", afirmou o ministro da Cultura, Antônio Pinto Ribeiro.

José Saramago critica acordo de unificação da língua portuguesa
da Efe, em Lisboa , em 22.04.2008
Em entrevista coletiva concedida em Lisboa, o escritor português José Saramago, 85, Prêmio Nobel de Literatura em 1998, se mostrou crítico ao acordo de unificação ortográfica que Portugal, Brasil e outros países lusófonos desejam implantar.
O escritor disse que o acordo mudaria a cara da língua portuguesa. No entanto, Saramago afirmou que permaneceria escrevendo as suas obras sem incorporar as mudanças de grafia previstas.
A entrevista marcou o retorno do escritor a Portugal, que se mostrou recuperado dos graves problemas de saúde que enfrentou em 2007.
Saramago chegou a perder 51 quilos e afirmou, com seu ácido senso de humor, que tinha a aparência de uma "múmia andante Portugal deve pedir adiamento da reforma ortográfica

Acordo vem sendo atacado pelo setor editorial de Portugal
Jair Rattner, De Lisboa, 14.11.2007
O governo de Portugal deve pedir aos outros sete países de língua portuguesa que a reforma ortográfica, que pretende unificar a escrita do português, seja adiada em dez anos.
A decisão foi divulgada pela ministra da Cultura de Portugal, Isabel Pires de Lima, durante uma sessão de perguntas e respostas no Parlamento, na terça-feira.
Segundo Maria do Céu Novais, assessora de imprensa da ministra, "este foi o período considerado mais adequado pelo Ministério da Cultura e pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros. A proposta de moratória deverá ser apresentada aos outros países no momento certo".
O Ministério da Cultura afirma que o processo de modificação e ratificação do acordo da reforma ortográfica está nas mãos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.
A assessoria de imprensa desse Ministério foi consultada pela BBC Brasil e ainda não respondeu sobre quando o acordo será levado ao Parlamento português.
Críticas
O acordo vinha sendo atacado por setores ligados ao mercado editorial português, que não quer mudar seus arquivos. Além disso, a proposta de adotar a reforma ortográfica no ano seguinte à assinatura do acordo contraria a lei portuguesa que prevê que os livros escolares durem quatro anos.
Com a aprovação do tratado por parte de São Tomé e Príncipe, o número de países que vão adotar as modificações chegou a três – os outros são Brasil e Cabo Verde –, o que garante a sua validade.
Como o tratado prevê que, antes da entrada em vigor da reforma, é preciso que se chegue a uma ortografia comum para as palavras nos países participantes, um cronograma mais apressado pode fazer com que aqueles que ainda não assinaram o tratado fiquem de fora.
Assinado em 1990 com o objetivo de passar a vigorar em 1994, o acordo ortográfico teve um protocolo que o modificou em 1998 – que prevê que bastam três países para que ele entre em vigor, e não os sete iniciais (Timor Leste ainda era controlado pela Indonésia).
O tratado deverá modificar 0,48% das palavras atualmente usadas no português do Brasil e 1,42% das que são utilizadas em Portugal.
Como exemplos das mudanças, os brasileiros deixarão de colocar acentos em "idéia" e "assembléia" e ficarão sem o trema. Os portugueses perdem o c não pronunciado em "acto" e o "p" não pronunciado em "Egipto" ou "óptimo".
As regras para a utilização do hífen serão unificadas, e ficarão consagradas algumas diferenças: os portugueses passam a tirar o "p" que não pronunciam de "recepção" e mantém o c em "facto" – fato em Portugal significa roupa.

Brasil dá primeiro passo para unificar língua portuguesa
ANDRÉ SOLIANI, da Folha de S. Paulo, em Brasília,
As duas ortografias oficiais da língua portuguesa --a do Brasil e a de Portugal-- estão prestes a se tornar uma só. Na quinta-feira (21), o governo brasileiro aprovou um protocolo que deverá, em breve, promover a unificação.
Com a reforma pela qual a língua passará, o trema deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados, e o alfabeto passará a ter 26 letras --incorporará mais três: "k", "w" e "y".
O filólogo Antônio Houaiss, representante brasileiro durante as negociações com Portugal (que terminaram em 1990), aponta no livro "A Nova Ortografia da Língua Portuguesa" cerca de 40 mudanças que terão de ser incorporadas ou à ortografia brasileira ou à portuguesa.
As mudanças, no entanto, ainda dependem da aprovação do protocolo por Portugal e Cabo Verde. O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa existe desde 1990, mas nunca foi implementado, pois precisava da ratificação de todos os oito membros da CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa). Apenas três deles --Portugal, Brasil e Cabo Verde-- haviam começado a adaptar suas legislações ao acordo.
Para agilizar o processo de reforma da língua, os chefes de Estado da CPLP decidiram, na última reunião de cúpula, em meados deste ano, que bastaria a ratificação do acordo por três países para que ele passasse a valer. O protocolo assinado pelo Brasil ontem é o que permite a entrada em vigor do acordo com apenas três ratificações.
O governo brasileiro conta agora com a aprovação do protocolo em Portugal e Cabo Verde. Para isso, o Ministério de Relações Exteriores pediu às embaixadas brasileiras nos dois países que promovam a aceleração da aprovação do protocolo.
Mudanças
As novas regras ortográficas obrigarão os portugueses a grafarem algumas palavras como no Brasil. O verbete "acção" passará a ser "ação". Os portugueses também terão de retirar o "h" inicial de algumas palavras, como em "herva" e "húmido", que passarão a ser grafadas como no Brasil: "erva" e "úmido".
Para as palavras que admitem diferentes pronúncias, manteve-se a possibilidade de duas grafias. Os brasileiros escreverão "fato", e os portugueses, "facto". As duas formas de grafar esse substantivo serão consideradas corretas nos países signatários do acordo.
Segundo um integrante do governo ligado à área da cultura, que preferiu permanecer no anonimato para evitar desgastes com Portugal, a reforma fará com que o português falado no Brasil se torne o internacional.
Mas os brasileiros também terão de se acostumar com mudanças. Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus derivados. A grafia correta será "creem", "deem", "leem" e "veem". O acento circunflexo em palavras terminados em hiato "oo", como "enjôo", também cairá. O acento também deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição). Alguns acentos já haviam sido abolidos no Brasil na reforma ortográfica de 1971.
Na opinião de Carlos Alberto Xavier, assessor do ministro da Educação, a unificação da ortografia é importante para o futuro da língua portuguesa no mundo. O português é a terceira língua ocidental mais falada, atrás apenas do inglês e do espanhol.
O fato de existirem duas ortografias dificulta campanhas de divulgação do idioma e a sua adoção em fóruns internacionais. "A entrada em vigor do acordo é condição essencial para a definição de uma política de promoção e difusão da língua portuguesa", afirma nota divulgada ontem pelo Itamaraty.


Unificação da ortografia é gesto político
THAÍS NICOLETI DE CAMARGO, Especial para a Folha22/10/2004
Uma língua é muito mais que a sua ortografia. É um sistema de representação verbal que permite a comunicação entre os indivíduos. Como conjunto de mecanismos e recursos expressivos que traduzem a cultura de um povo, uma língua, quando falada em diferentes países, assume características próprias, decorrentes da trajetória histórica de cada um.
O português falado em Portugal, no Brasil, em Moçambique, em Angola, na Índia ou na China é uma só língua. Variações ficam por conta da extensão do léxico, da grafia, do uso mais ou menos corrente de certas expressões ou estruturas sintáticas, da pronúncia, bem como da incorporação da influência de outras línguas.
Unificar a grafia do português nos países lusófonos é antes um gesto político, no qual parece estar o mérito da ação. Afinal, estimula-se assim a mobilização em torno de um fator de identidade nacional e a conscientização da vitalidade do idioma e dos traços comuns entre as culturas que se expressam por meio dele. Isso tende a fazer surgir um maior intercâmbio entre as obras literárias produzidas nesses países.
Outros aspectos da questão são o desgaste de reaprender algo que já está automatizado e o custo econômico de substituir os livros, sobretudo os didáticos, que envelhecem.
Mas, passada a fase de transição, o saldo deve ser positivo.


ACORDO ORTOGRAFICO
Vivi cinco anos no Rio.
Das diferenças linguísticas, a que mais me impressionou pela diferença foi a palavra 'seção' (pronunciada 'sêção') quando escrita mas, sobretudo, sempre que pronunciada nas reuniões do ramo (secção) carioca da SPE (Society of Petroleum Engineers). Claro que tive
que me acostumar a outros termos pronunciados e grafados de maneira diferente da que conhecia de Portugal: 'abisurdo' (absurdo), 'Brasiu' (Brasil), 'cotidiano' (quotidiano), 'enxáguo' (enxaguo), 'gentchi' (gente), (...) 'nego' (negro), . (...)'teto' (tecto), 'úmido' (húmido), 'Vietnã' (Vietname).
Confrontado agora com o Segundo Protocolo Modificativo do Acordo Ortográfico, pergunto-me se será necessário proceder a alterações que, por um lado, eliminam a raça, a personalidade e até a expressividade de certos termos (adoptar, facto, húmido) e, por outro, vão fazer com que a pronúncia das vogais tenda para sons mais fechados (dirêtor). Lembremos que tais consoantes não têm sido, até agora, a causa primeira de se não lerem mais livros portugueses no Brasil e mai~ brasileiros em Portugal. Ninguém em Portugal precisa de alterações ortográficas para ler Jorge Amado ou as crónicas de Luís Fernando Veríssimo no Expresso, nem o Brasil deixa de ler Fernando Pessoa (...).
As grandes diferenças lingüísticas entre Portugal e o Brasil encontrei-as eu, não na pronúncia nem na ortografia mas, antes, na sintaxe e na semântica.
Coligi, naqueles cinco anos, mais de 5000 termos e expressões: à Beça, abilolado, acabar em pizza, alcagüete, almoxarifado, amigo-oculto,
(...) balacobaco, bamba, banguela, baranga, baseado, bater de letra, beque da roça, bilhete azul, birita, birosca, bóia-fria, bolinar, botar a azeitona na empada, botar o bloco na rua, (...) bruaca, burro sem rabo, Cosme-e-Damião, cueca samba-canção, cuspir marimbombos, dar chabú, (...) etc.
Esta obra, para publicação sem fins lucrativos, não encontrou, mesmo assim, até hoje, patrocínio que a torne economicamente viável, no dizer
das editoras portuguesas. A ortografia também tem variantes entre Inglaterra e os EUA (<<center»,«centre»), o mesmo sucedendo com a pronúncia «<water»é 'uóta' em Inglaterra e é 'uóra' nos EUA), e nem por isso se fez acordo ortográfico.
Também a Espanha não o fez com a Venezuela, o México e o Uruguai, para não falar nas diferenças ortográficas e fonéticas com a Ga1iza.
ANTÓNIO CORREIA DE PINHO, Lisboa, Expresso, 25.04.2008, Carta da Semana

Entenda o Capixaba e o Capixabês

Para o capixaba não tem essa de "mermão", nem de "ô loco"...
Nada de "meu rei", "barbaridade", "uai", "sô", muito menos "vixe".
Capaixaba tem linguajar próprio. Duvida?
Então veja só:
- Em qualquer lugar do Brasil, a bola ESTOURA. Para o capixaba, ela POCA (pronuncia-se "póca", com ênfase no "ó", como pó...)
- Por sinal, "pocar" é um verbo que só existe na língua capixabesa.
- Eu poco
- Tu pocas
- Ele poca...
- Capixaba não vai embora. Ele "poca fora".
Outras:
- Capixaba não rouba, ele "cata".
- Para o capixaba, um acidente de carro é uma "chapoletada".
- Capixaba não desembarca do ônibus, ele "salta".
- Capixaba não tem medo de lagartixa, mas sim de "taruíra".
- Capixaba não vai ao centro, ele vai À CIDADE.
- Capixaba não chama a polícia, chama "uszomi".
- Capixaba não pega ônibus, pega "buzú".
- Capixaba não sente agonia, ele sente "gastura".
- Capixaba não se estressa, ele fica INJURIADO.
- Capixaba não pára no semáforo, pára no SINAL.
- Para o capixaba, as coisas não se estragam, elas "dão tilt".
- Capixaba não come pão francês, ele come PÃO DE SAL.
- Capixaba inicia as frases com "deixa falar..."
- Para capixaba, não existe tangerina, e sim "mixirica".
- Capixaba não sai à noite. Ele vai "pros rock", mesmo se "os rock" for techno, axé, pagode...
- Capixaba não acha Sem graça, ela acha "palha".
Se você entender pelo menos 3/4 dessa mensagem, parabéns! Você é um capixaba.
Aqui vai umas dicas para saber se você é um autêntico capixaba:
*VOCÊ JÁ SUBIU, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA, O CONVENTO DA PENHA A PÉ!
*TODOS SÃO CHAMADOS DE "CARA", OS MAIS CHEGADOS DE "BROTHER".
*VOCÊ ENTENDE A RIVALIDADE ENTRE NACIONAL E DARWIN,MESMO SABENDO QUE A MAIORIA DOS ALUNOS SÃO UM BANDO DE PLAYBOYZINHOS E PATRICINHAS.
* VOCÊ JÁ SUBIU, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA, O CONVENTO DA PENHA A PÉ!
*TODOS SÃO CHAMADOS DE "CARA", OS MAIS CHEGADOS DE "BROTHER".
*VOCÊ ENTENDE A RIVALIDADE ENTRE NACIONAL E DARWIN,MESMO SABENDO QUE A MAIORIA DOS ALUNOS SÃO UM BANDO DE PLAYBOYZINHOS E PATRICINHAS.
* VOCÊ ACHA O FIM (MAS MUITO ENGRAÇADO) A TV TRIBUNA (RETRANSMISSORA DO SBT),TIRAR ONDA DE "2º LUGAR ABSOLUTO EM AUDIÊNCIA", NA TV.
*VOCÊ ESTÁ CARECA DE SABER QUEM É O CHEFE DO CRIME ORGANIZADO DO ESTADO, E MAIS CARECA AINDA DE SABER QUE NINGUÉM VAI FAZER NADA COM ELE.
*FALAR COM O SOTAQUE, PRA VOCÊ, É O FIM!... SOTAQUE BAIANO, MINEIRO OU PAULISTA, É MOTIVO DE GOZAÇÃO ETERNA NA SUA TURMA.
*JÁ TOMOU VINHO DE JABUTICABA PELO MENOS UMA VEZ!
BOM, SE VOCÊ LEU ISSO TUDO, E SABE DO QUE EU ESTOU FALANDO,CONSIDERE-SE UM CAPIXABA DO MAIS

Noção básica do Goianês,

Ah nem: interjeição para dizer: "oh não, que ruim, isto não poderia ser desta forma!".
ANÊINNNNNN - Verbete usual e excessivamente falado para desiguinar contradição, desagrado.
ANÊINNNNNN, LELECO - Verbete usual e excessivamente falado para desiguinar contradição, desagrado. Também é uma forma de homenagear o radialista goiano Luiz César do Amaral Muniz
Anêim - Algo que parece ter vindo de “Ah, não!”, que virou “Ah, nem!”. Mas, às vezes, é simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Existem algumas variantes de escrita, como anein, aneim, anêim ou até onde a imaginação permitir. Ex.: Algum professor “mata a aula”, deixando o palhaço aqui com cara de bobo, logo exclamo: “Anêim, esse professor é um...!”.
Alugar: Conversar fiado
Arredar: Tirar
Assuntar: procurar descobrir alguma coisa
Arrependimento (no trânsito): Retorno
Arvre - Árvore (isso me lembra “As arvres somos nozes”)
Arvrinha - Árvore pequena.
Arvrona - Árvore grande.

Bão? - Goianês para “Tudo bem?” Também é usada a forma bããããão?
Bão, bichão? - Ao contrário de outras terras, este bichão é de amizade não tendo nenhuma conotação de homossexualidade. Trata-se de um cumprimento amistoso: “Como vai você, está bem, amigo?”.
Bão dimais da conta! : muito bom
Bão mesmo? - É comum usar o “mesmo?” depois de coisas como “e aí, tá bom/bão”, como se pedisse uma confirmação de que a pessoa está bem e não apenas fingindo que está.
Barracão: meia-casa
Baú ou Buzú: ônibus coletivo

Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos botecos e restaurantes. Note que não existe, em Goiás, calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo “chegar”. Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
Chique no úrtimo: Muito chique
Coisar: Fazer algo qualquer. O verbo coisar é transitivo direto e pede objeto. Quem coisa, coisa alguma coisa.
Coisar o trem: Fazer algo relativo a alguma coisa.
Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.
Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
Coró - O mesmo que mandruvá.
Custoso – Pessoa atentada. Ex.: “Esse menino é muito custoso! Assim eu num dô conta!”.
Custoso(a): situação difícil ou criança sapeca

Dar rata - Algo como cometer uma gafe.
Dar uma sapituca: explodir de raiva
De doce - Se 'de sal' é salgado, então 'de açúcar' é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.
De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal.
De vez (fruta): Nem verde, nem madura.
Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um goiano falando diretamente o que você tem que falar. Primeiro você tem que dizer 'ow, deixa eu te falar', para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: “E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Ow, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi...” A forma abreviada é te falar.
Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
Descrença: desânimo, preguiça. Estar desacreditado da vida.
Disgrama: Desgraça

Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar “chega dói” antes.
Estrupício: feio, horrível
Esturdia: Outro dia

Fera: muito bom ou muito bonito
Fíi, fio, fia: filho(a)
Fih – Filho. Usada geralmente no lugar do nome próprio de um amigo em diversas expressões, como “Anêim fih!”, ou “E aí fih? Bão?”.
Frevo: festa com multidão ou bagunça
Istrovano: Atrapalhando
Galinhada: arroz com galinha
Grilado: Revoltado, chateado, bravo, enraivecido.

Largar: deixar de lado
Lascado: encrencado, enrolado, ferrado

Madurar - Amadurecer.
Mais - substituto goiano da conjunção “e”. Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
Mala: mau-elemento
Malinha: mau-elemento em desenvolvimento. Menino de rua.
Maria Izabel: arroz com carne de sol
Massa: bom, ótimo, excelente
Moco: abreviação de mocorongo
Minino: criança, independente do sexo.
Mocorongo: bobo
Mocozar: esconder
Morcegar: ficar a toa, matando tempo
MURIÇOCA - Pernilongo
MURIÇOCA DA DENGUE - Mosquito da Dengue

No Goiás - Em Goiás.
No mocó: escondido
Num dou conta: não consigo
Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do País, não dar conta é usado mais no sentido de “não aguentar”. Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já em Goiás é usado para quase tudo. Ex.: Num dô conta de falar inglês (não sei falar inglês); Num dô conta de continuar em Goiás nas férias (não quero/não aguento continuar em Goiás nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa (não sei imprimir usando esse programa).

Ocê – Você. Variante: Cê.
Ow – Maneira goiana de atrair a atenção de alguém para estabelecer um diálogo se inicie. É muito usado no início de expressões, como “Ow, deixa eu te falar uma coisa...”. Você também encontra a variável “Ei” usada com o mesmo sentido.

Paia: Ruim ou desagradável
Pegar descendo: ir embora de um lugar
Pelejar: tentar
Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária goiana.
Pirei: ter ficado imensamente admirado ou assustado
Pizêro: bagunça
Pit dog: sanduicheria de rua. Embora o nome faça pensar o contrário, tem muito mais do que hot dogs. Muitas vezes nem tem hot dogs.
Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!
Pulá o corguim: passar dos limites ou dizer algo absurdo
Purgante: chato, enjoado

Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: “Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá.”.
Queijim - Rotatória.
Queijinho (no trânsito): Rotatória

Rabicho (no trânsito): Engate
Rata: fora
Ridica: Pessoa que não divide comida. (Verbo: Ridicar)

Dicionário Goianês

Deixa eu te falar - Com a variação Ow, deixa eu te falar. Introdução goiana para um assunto sério. Nunca, mas nunca mesmo, chegue para um goiano falando diretamente o que você tem que falar.
> Primeiro você tem que dizer 'ow, deixa eu te falar', para prepará-lo para o assunto. Em Goiás você precisa seguir o ritual de uma conversação. Ex.: "E aí, bão? E o Goiás, hein? Perdeu! Tem base? É por isso que eu torço pro Vila. Oww, deixa eu te falar, lembra aquele negócio que eu te pedi..." A forma abreviada é te falar.
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Deixa eu te perguntar - A mesma coisa que deixa eu te falar, mas usado, obviamente, quando você vai perguntar algo.
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Chega dói - Chega a doer. Ex.: Deixa eu te falar, essa luz é tão forte que chega dói a vista. Na verdade essa forma pode ser usada com quaisquer outros verbos combinados com o verbo "chegar"..
Ex.: chega arranha, chega machuca, chega engasga.
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Chega doeu - Chegou a doer, ou seja, o passado de chega dói.
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Uai - Palavra que normalmente não tem sentido, mais ou menos como o tchê do gaúcho. Usado normalmente em respostas. Ex.: Pergunta: Goiano, você vai à festa hoje?; Resposta: Uai, vou!
> Nota do Gump: Dá impressão que o uai é parecido com o ué usado em outras regiões. Mas o ué muitas vezes é usado no caso de a pessoa achar a pergunta estranha. Cheguei a me revoltar bastante com o uso do "uai" nas frases quando vim pra cá, pois achava que as pessoas estavam insinuando que eu estava perguntando alguma idiotice. Só depois aprendi que as pessoas falam uai por falar.
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Encabulado - Impressionado. Ex.: Estou encabulado que você nunca tenha ouvido alguém falar 'chega dói' antes.
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Bão? - Goianês para "Tudo bem?" Também é usada a forma bão?
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- Anêim - Algo que parece ter vindo de "Ah, não!", que virou "Ah, nem!" Mas, às vezes, é
simplesmente usado na frase com um sentido de desagrado. Quando vejo escrito por aí, vejo o povo escrevendo "anein", "aneim", "anêim" e outras variantes. Ex.: se eu ia viajar com a turma e de repente não posso mais, alguém exclama: "Anêeeim, gump! Que pena!"
- Arvre - Árvore (isso me lembra "As arvres somos nozes")
- Arvrinha - Árvore pequena.
- Arvrona - Árvore grande.

- Bão mesmo? - É comum usar o "mesmo?" depois de coisas como "e aí, tá bom/bão", como se pedisse uma confirmaão de que a pessoa tá bem e não apenas fingindo que está bem.

- Calçada - Pode significar: 1. Lugar para estacionar carros; 2. Local onde se colocam as mesas dos restaurantes. Note que não existe, em Goiás, calçada no sentido de lugar para pedestre, pois não sobra espaço para pedestres entre os carros e as mesas.
- Corgo - Lê-se córrr-go. Córrego.
- Corguim - Lê-se córrr-guim. Diminutivo de corgo.
- Coró - mesmo que mandruvá..

- Dar rata - Algo como cometer uma gafe. Ou seja, dar rata é o goianês para "fazer gumpice"
- De sal - Salgado. Ex.: Pamonha de Sal. (Eu jurava que era de milho... dã)
- De doce - Se "de sal" é salgado, então "de aúcar" é doce, certo? Errado! Em Goiás as coisas não são doces, elas são de doce.

- Madurar - Amadurecer.
- Mais - substituto goiano da conjunção "E". Ex.: Eu mais fulano estamos no Goiás.
- Mandruvá - Mandorová.

- Na Goiânia - Em Goiânia.
- No Goiás - Em Goiás.
- Num dô conta - Pode ser traduzido como Não consigo, não sei, não quero, não gosto, etc. No resto do País, não dar conta é usado mais no sentido de "não aguentar". Por exemplo: Não dei conta do recado, ou Não dou conta de comer isso tudo sozinho. Já aqui em Goiás é usado para quase tudo.
Ex.: Num dô conta de falar inglês ("não sei falar inglês"); Num dô conta de continuar em Goiânia nas férias ("Não quero/não aguento continuar em Goiânia nas férias); Num dô conta de imprimir usando esse programa ("não sei imprimir usando esse programa").

- Piqui - Pequi, fruto típico de Goiás, bastante usado na culinária goiana.
- Pit Dog - Uma espécie de filho bastardo de uma lanchonete com uma barraquinha de cachorro-quente. Apesar desse nome estranho, os sanduíches são muito bons!

- Quando é fé - Algo como de repente, ou até que. Ex.: "Estava no consultório do dentista, ouvindo aquele barulhinho de broca, e quando é fé sai um menininho chorando de lá."
Queijim - Rotatória.






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O DICIONÁRIO DE GÍRIA, em sua 7ª. Edição, continua disponível nas redes
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Em Brasília, poderá ser encontrado nas Livrarias do Chico, no Ceubinho, na UnB, e na Livraria da Rodoviária;
Em Fortaleza, na rede de livrarias de AO LIVRO TÉCNICO.
Em Niterói, na Livraria Gutembergue, na Rua Moreira Cesar – a Calle Florida de Niteroi;
No Rio de Janeiro, na Livraria Travessa, à Rua Visconde de Pirajá, 572, Ipanema; Travessa do Ouvidor, 17 ou na Rua Primeiro de março, 66, Térreo, no Centro Cultural do Banco do Brasil.

O DICIONÁRIO DE GÍRIA, com 722 páginas e 28.500 verbetes, - poderá ser solicitada pelo e-mail Gurgel@cruiser.com.br
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Brasília-DF
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