O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
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Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
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Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
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Jornal Maio/Junho de 2013
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Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
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Jornal da Gíria Ano XIX- Nº 117 Junho de 2018
 


Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

Diário do Nordeste, de Fortaleza, saúda 9ª. edição do Dicionário de Gíria, do prof. JB Serra e Gurgel, com 34.260 gírias, 820 páginas, com gírias do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique e gírias das redes sociais e de todos os Estados brasileiros. Malandragem da língua

O cearense J.B. Serra e Gurgel lança 9ª edição de seu "Dicionário de Gírias", compilando mais de 30 mil verbetes

http://diariodonordeste.verdesmares.com.br/logger/p.gif?a=1.1946307&d=/2.187/2.188/2.759/2.804

00:00 · 30.05.2018 / atualizado às 02:03

Image-0-Artigo-2406545-1O jornalista JB Serra e Gurgel lança a 9ª edição do livro "Dicionário de Gíria: modismo linguístico, o equipamento falado do brasileiro"

As gírias mostram como uma língua permanece viva. Com o português não é diferente. Um dos idiomas mais ricos e diversos, ele conta com mais de 500 mil palavras, contabilizadas nos 

vários dicionários existentes.

A língua portuguesa se completa com mais de 30 mil palavras que escapam aos dicionários mais sisudos. Exatos 34.268 verbetes estão presentes no livro "Dicionário de Gíria: modismo linguístico,

o equipamento falado do brasileiro", de J. B. Serra e Gurgel.

Jornalista veterano, natural de Acopiara (CE), o autor acaba de lançar a 9ª edição do dicionário, editado de forma independente. A obra pode ser adquirida direto com o autor, pelos e-mails: serraegurgel@gmail.com ou gurgel@cruiser.com.br.

São 820 páginas, documentando e explicando o significado de gírias hoje obscuras e em desuso e outra, no auge da moda.

Em Portugal, a gíria era chamada de calão (daí a composição de baixo-calão, como sinônima do palavrão). O primeiro dicionário de gírias da língua portuguesa data de 1712 e teve que passar pelo tribunal da Santa Inquisição.

O número de verbetes, claro, era limitado. Algumas das palavras ali reunidas, curiosamente, seguem sendo usadas.

Redes sociais

As gírias famosas das redes sociais, claro, estão no livro. "Fiz uma pesquisa com jovens que dominam essa linguagem nova. Algumas palavras que estão no dicionário aparecem em inglês mesmo. Eu respeito a grafia original. 

Essa incorporação é feita porque o Brasil e todo o mundo está fazendo isso", explica J.B., referindo-se à disseminação dos estrangeirismos em ambiente digital.

"A juventude já faz uso desse linguajar, estou dando curso a uma atualização da língua", ressalta o autor. O modismo, nome que se encontra no subtítulo do livro, é um dos eixos da obra, sem que seja visto de forma negativa. 

Observar a moda serve para pontuar uma importante mudança linguística. "O modismo é uma coisa que ajuda na difusão da gíria, elas vão e voltam. Há verbetes que surgiram há 300 anos e foram incorporadas na língua portuguesa", detalha.

A internet dá continuidade à já antiga relação entre a gíria e as mídias. Jornais populares, a televisão e o rádio, outrora hegemônicos, ajudaram a disseminar estas novas expressões da língua.

Terreno fértil

As questões de gênero, um território de embates acalorado, no livro, é um terreno fértil. Gírias relacionadas às mulheres contabilizam 1.645 verbetes. A ideia "mulher bonita" tem relacionada a ela 125 termos; "mulher feia", outros 122. 

Para se referir aos "homossexuais", são 329 gírias.

O propósito desta compilação, explica o autor, não é o de reforçar as discriminações. "Nós, que trabalhamos com dicionário, não estamos preocupados com essa visão estereotipada dada pela sociedade, nossa obrigação é registrar tudo. 

Não podemos nos ater a questões de qualquer ordem, ao politicamente correto", defende o autor.

Dentre as mais de 30 mil palavras registradas no dicionário, 2.613 são originárias do Rio de Janeiro. Em segundo lugar se encontra o Ceará, com 656 palavras listadas.

São Paulo é o terceiro estado a contribuir na escrita do dicionário, com 403 verbetes. Do Distrito Federal listam-se 252 gírias, 206 de Minas Gerais, 206 da Bahia, 191 do Amazonas, 110 de Paraná, 109 do Pará, 103 de Goiás. 

Maranhão soma à lista 55 jargões, Rondônia, 46, Pernambuco, 39, Espírito Santo, 37 e Paraíba contribui 32 verbetes.

"O regionalismo é um dos maiores contribuintes do mostruário das gírias. O regionalismo, quando ele é restrito a sua região, não é uma gíria. Mas quando ele transcende e se torna uma palavra que, em qualquer lugar onde se fala, é entendida, aí temos uma gíria", pontua J.B.

Finalizam os registros das gírias Roraima (7) e Alagoas e Acre, cada uma com 5 palavras marcadas no manual. Além das regiões brasileiras, o dicionário usa termos de Angola, Portugal e Moçambique, fazendo do "Dicionário de Gírias" um material rico para futuras pesquisas.

Ceará

O cearense, nascido em Acopiara, ressalta que a nossa presença é muito forte em todo o Brasil. Sua pesquisa exaustiva sobre as invencionices linguísticas do País o ajudaram a ter uma dimensão disso.

"É uma cultura muito rica. A contribuição do Ceará no contexto da gíria é muito grande. Têm muitos livros editados nessa maneira. O cearense gosta de se fazer conhecer e muita coisa no Estado acaba virando gíria falada não só no Nordeste, mas também até no Sul do País", finaliza.

Livro

Dicionário de Gíria
JB Serra e Gurgel

O livro pode ser adquirido pelos e-mails gurgel@cruiser.com.br e serraegurgel@gmail.com

Independente
2018, 820 páginas

R$ 75 (frete incluso)

Comentário sobre a 9ª. edição do Dicionário de Gíria, feto pelo mministro Carlos Atila.

Oi Serra! Parabéns pela 9a edição do seu pai-dos-burros - ( para ficar no gênero...) que o Ciro me repassou e que lhe agradeço muito.
Seus comentários nas duas orelhas e nas Notas estão muito pertinentes, sobretudo quando você assinala que o crescimento das novas mídias reflete a implosão das regras e padrões convencionais da sociedade - se é que temos isso no Brasil.

É o "choque do futuro", identificado por Alvin Tofler, que se repete a intervalos cada vez menores, deixando a gente atordoado diante do que nos espera na próxima esquina... Parece que surge um povo diferente a cada nova década, falando outra língua que pouco tem a ver com a anterior.  Será que a gíria vai ser nossa verdadeira língua? Sua obra faz suspeitar que sim! Abraço, Atila

Nas principais bibliotecas do mundo civilizado.

 

A 9ª.  edição do Dicionário de Gíria  já chegou às principais bibliotecas do Planeta.

Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos;

Biblioteca do Senado Federal do Brasil;

Biblioteca da Câmara dos Deputados do Brasil;

Biblioteca da Universidade de Brasília;

Biblioteca do Uniceub;

Biblioteca do IESB;

Biblioteca da Universidade de Columbia dos Estados Unidos;

Biblioteca da universidade de Oxford da Inglaterra;

Biblioteca do Instituto Latino Americano de Hamburgo;

Biblioteca da Universidade do Porto;

Biblioteca da  Universidade de Lisboa;

Biblioteca da Universidade de Coimbra;

Biblioteca da Comunidade dos Países de Lingua Portuguesa, em Lisboa;

Embaixada de Portugal em Brasília;

Embaixada de Angola em Brasília

Embaixada de Moçambique em Brasíia

Biblioteca do STF;

Biblioteca do STJ;

Biblioteca do TCU;

Biblioteca do TSE;

Biblioteca do TST;

Biblioteca do STM;

Biblioteca da Academia Brasileira de Letras;

Biblioteca da Academia Cearense de Letras;

Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro

Biblioteca do Instituto Histórico e Geográfico do Ceará;

Biblioteca embaixador Azeredo da Silveira do Itamaraty;

 

Autor do Dicionário de Gíria, em 9ª. edição, afirma que os regionalismos  são São os mais contribuintes

 para as gírias que compõem, hoje, a 2ª. segunda lingua dos brasileiros de todos os credos e idade.

 

O prof. JB Serra e Gurgel , autor do Dicionário de Gíria, Modismo Linguístico, o Equipamento Falado do Brasileiro, em 9ª. edição, com 34.268  verbetes, disse hoje que os regionalismos 

são os maiores formadores da gíria no país, seja pela morfologia seja pela fonética, e que isto é uma diversidade que enriquece os valores da sociedade brasileira, pois são respeitadas a cultura dos diferentes povoadores dos estados.

O Rio de Janeiro, que foi berço da gíria no nosso país, e sempre funcionou como “caixa de a ressonância”, pouco a pouco, vem perdendo a supremacia, pois os regionalismos deixaram de ser exclusivos dos grupos dos estados e 

ganharam força para as diversas regiões do país. Além do que os meios de comunicação impressos que usavam as gírias com asteriscos, aspas e itálicos aboliram esta prática os meios eletrônicos, especialmente as televisões, passaram

a usar as girias intensamente e os meios digitais virilizaram as gírias que estão presentes não apenas nas telas mas nas conversações interpessoais.

O prof. JB Serra e Gurgel que tem uma rica coleção de publicações regionais, destacou as contribuições de Marcus Gadelha (Dicionário de Cearês),  Fernando Alexandre (Dicionário da Ilha-Santa Catarina),Luis Augusto Fischer  (Dicionario de Porto-Alegrês),

Nivaldo Lar[u (Dicionário de Baianês) Bertrand Bernardino (Minidicionário de Pernambuquês), Paulo José Cunha (Grande Encilopédia Internacional do PIauiês), Raymundo Mario Sobral (Dicionário Papachibé/Pará) Nair Ferreira Gurgel do Amaral (O Portovelhês), 

Geraldo Queiroz (Gerigonça do Nordeste), Horacio de Almeida (Dicionário Popular Paraibano) Carlos Mota (Fanadês, Jequitinhonhês e Minerês) e Fred Navarro (Dicionário do Nordeste).

A biblioteca de gíria do prof.JB Serra e Gurgel

IMG_2030Assinalou que há vinte anos quando começou a trabalhar com gíria, os sites de busca na WEB, apontavam para o Dicionário de Gíria, de sua autoria, como referência única no campo gírio, quando chegou a marca dos 600 mil acessos. 

Hoje, frisou, são dezenas de páginas com regionalismos de todos os estados, todos voltados para facilitar o entendimento da linguagem usual das pessoas em determinado território. Claro que , em futuro, próximo uma filtragem indicará que as gírias estão deixando as fronteiras de um estado e se fixando numa região. 

As contribuições de Geraldo Queiroz e Fred Navarro apontam nesta direção, quando se vê o Nordeste onde o patrimônio linguístico é muito vasto.

Uma das distinções que pode ser feita é em relação ao regionalismo mineiro que prima pela supressão de silabas, aliterações e contrações que leva o interlocutor a ter dificuldade de compreender e entender a mensagem: jizdefora (Juiz de Fora) é um simples exemplo, onquetô (onde é que estou?) essonpasnasavass (Estê ôibus passa na Savassi?) 

São regionalismos e podem ser considerados gírias. O fenômeno está em processo, carregado pela simplificação linguagem em perder o seu sentido.

Não custa lembrar, neste momento, que o radio foi o primeiro meio de comunicação de massa a abraçar a gíria, por uma razão simples. O radio se dirige ao público C/D/E, baixa de baixa escolaridade. Dizia-se que o radio baixou tom ou nivelou por baixo, mas criou grande públicos. Os jornais populares fizeram o mesmo caminho,

rasgaram o véu do puritanismo e foram a luta atrás de seus leitores, de baixa escolaridade e poder aquisitivo. Os jornalões  toda vez que recorriam a  gíria para explicar uma situação o faziam com asteriscos, aspas, itálico o u sublinhavam as palavras, quando não punha um glossário.

As televisões voltadas para os públicos AB resistiram enquanto puderam. Usaram dos modismos induzidos e  tecnificados, os bordões dos humoristas e as palavras de ordem publicitárias, para chegar as classes C/D/E A “bastilha” começou a cair pelos programas de humor  para chegar às novelas que tinham uma linguagem ininteligível para a massa. 

Era preciso ser alfabetizado para entender o contexto, Mas logo, o rebuscado cedeu a linguagem decodificada e os regionalismos ocuparam os espaços gírios.

serviço

O Dicionário, com 820 paginas, pode ser adquirido por e-mail.

serraegurgel@gmail.com

ou

Gurgel@cruiser.com.br

custo R$ 75,00 com frete incluso, informando por e-mail depósito ou transferência e endereço do comprador.

 

 

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