As línguas

Há mais de 6 mil e 800 línguas no mundo.
O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009



     

Jornal da Gíria
Jornal Mensal em idioma gírio – Edição 60 – Ano XIX– Niterói RJ –Julho de 2009

 

Agradecimento

Agradeço aos 432.132 internautas que visitaram minha esta página.

60 edições do Jornal da Gíria

Com este número o Jornal da Gíria chega a 60ª. Edição. Muito pouco do que é relevanate deixou de ser citado no Jornal da Gíria nestes quase 10 anos.

Morte do mestre Aubert Audubert

Informou-me o sr. Pierre Vaineau, desde Zurique, que o prof. Albert Audubert. Linguista e humanista, (1929-2006) faleceu, vítima de embolia pulmonar. Pedi-lhe para que me atualizasse o endereço dele, para lhe enviar a 8ª. Edição de meu Dicionário. Não será possível. O prof. Audubert vai para a lista dos estudiosos anônimos da gíria brasileira. Seu livro em francês português acabou sendo publicado na Alemanha. A edição brasileira foi frustrada e os interessados ainda sumiram com seus originais.

Albert Adubert publicou, em 1996, "Giria et Argot Dicionário d’argot brésilien (gíria) – argot français", - Plus particulièrement dês Villes de São Paulo et Rio de Janeiro dans lês années 1960 et 1970, pela Max Niemeyer Verlag Tubingen, com prefácio dele e de Haroldo de Campos, escrito em 1974.

Albert Audubert chegou ao Brasil em 1959 para trabalhar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. Em 1960 estava em São Paulo onde dirigiu o Centro de Estudos Franceses da Universidade de São Paulo. Retornando a França em 1974, foi nomeado mestre de conferências de lingüística brasileira na Universidade de Bordeaux III.

 

8ª. Edição nas principais bibliotecas

Já estão nas principais bibliotecas de referência da Língua Portuguesa a 8ª. Edição do meu Dicionário de Gíria.

Especialmente na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, Biblioteca Nacional de Lisboa, o Real Gabinete Português de Leitura, no Rio de Janeiro, a Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em Washington, Biblioteca do Senado Federal , da Câmara dos Deputados, e da Universidade de Brasília, em Brasília/DF, Biblioteca da Academia Brasileira de Letras e da Associação Brasileira de Imprensa.

Lembrança dos 250 anos de Infermidades da Língua , marco gírio da língua portuguesa

Em carta que enviei ao presidente da Acadmeia Brasileira de Letras, escritor Cíucero Sandroni, lembrei-lhe que neste ano de 2009 está sendo lembrado os 250 anos da publicação "Infermidades da Língua", de Manuel Joseph de Paiva, marco gírio na língua portuguesa.

A ABL não se lembrou:

Em 1990, dos 100 anos, do 2º livro publicado em idioma gírio no Brasil, O Cortiço, de Alusio de Azevedo.

Em 2003, dos 100 anos do O Dicionário Moderno, de Bock, pseudômino de José Angelo Vieira de Brito, mas não trazia gíria no título.

Em 2004, dos 150 anos do 1º livro publicado em idioma gírio no Brasil, Memórias de um Sargento de Milicias, de Manuel Antonio de Almeida, em 1854.

Em 2009, dos 250 anos de "Infermidades da Língua", de Manual Joseph de Paiva. Até onde estou informado, a Academia Portuguesa também está ignorando o marco.

Temo, com todo o respeito, que sejam esquecidos

Em 2012, os 100 anos do 1º Dicionário de Gíria publicado no Brasil, mais precisamente A gíria dos Gatunos Cariocas, de Elysio de Carvalho.

Em 2012, os 300 anos, da primeira referência à gíria na língua portuguesa, feita pelo padre Raphael Bluteau, no seu Dicionário da Língua Portugusa

A gíria fará 300 anos em 2012

Em 2012, a presença da gíria na língua portuguesa vai completar 300 anos, marco gírio da referência gíria no Dicionário do padre Raphael Bluteau.

Dos dois lados do Atlântico, por enquanto, só nós aqui registramos a data enquanto aguardamos alguma manifestação oficial.

Explosão gíria

Depois um baita sucesso com seus programas sobre a periferia das grandes cidades brasileiras e outros países de língua portuguesa, como Angola, Regina Casé voltou a se ocupar da gíria em um quadro no Fantástico, da Rede Globo de Televisão, derrubando preconceitos e mostrando, tipo assim, que não é soa a periferia que fala gíria. Grupos de classe A,BC, também falam, nas universidades e fora delas. Regina Case está na contramão do oficialismo que co0nsidera a gíria algo que não é politicamente correto, algo que deve sser desperezado, como se o brasileiro recorresse Pà linguagem padrão na sua conversação diária.

CHEGOU A 8ª. EDIÇÃO DO DICIONÁRIO DE GÍRIA

COM 33.000 VERBETES E 735 PÁGINAS COM GÍRIAS

DO BRASIL, PORTUGAL, ANGOLA E MOÇAMBIQUE

O prof. JB Serra e Gurgel, que há 20 anos pesquisa gírias na Língua Portuguesa, está lançando a 8ª. edição do Dicionário de Gíria, com 33 mil verbetes e 735 páginas, incorporando gírias de Portugal, Angola e Moçambique. A capa é do escritor e pintor cearense, Audifax Rios.

A 8ª. edição do Dicionário de Gíria marca os 250 anos do livro de Manuel Joseph Paiva, "Infermidades da Língua e arte que ensina a emmudecer para melhorar," , lançado em Lisboa,nos idos de 1759, segundo grande marco gírio da Língua Portuguesa. O primeiro é o Dicionário, do padre Raphael Bluteau, cujos 300 anos , o tricentenário, poderão ou não ser lembrados em 2012.O prof. JB Serra e Gurgel assinala que o Brasil deixou passar em brancas nuvens dois marcos gírios relevantes: o centenário do Dicionário Moderno, de Bock, em 2003, e os 150 anos de Memórias de um Sargento de Milícias, de Manoel Antonio de Almeida. – 2004, pelo livro escrito no idioma gírio.

A 8ª. edição do Dicionário de Gíria traz ainda as seguintes inovações: identificação e classificação por seu gênero gramatical, complementando tecnicamente a dicionarização; ampliação das referências lexicográficas de localidade e datação; incorporação de mais gírias de Portugal, muitas delas vindas da 7ª. edição; introdução de gírias Angola e Moçambique; ampliação do acervo gírio com base em novas contribuições e pesquisas, com gírias do Amazonas, Ceará, Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia e Goiás.

Gírias de 250 anos, de uso corrente, e com significado atual:

A 8ª. edição traz as gírias de 250 anos., todas criadas em Portugal e lá proibidas como calão, e que permanecem vivas:

a olhos vistos, a queima roupa, à risca, a torto e a direito, asneira, baboseira, bagulho, balburdia, barafunda, bisbilhoteira, brigão, bronco, cambada, caquético, careta, comes e bebes, de cabo a rabo, de fio a pavio, deu com a língua nos dentes, deu-lhe um sabão, dia de são nunca à tarde, dinheirama, encalacrado, escafeder, esculhambada, estabanado, fala pelos cotovelos,fanfarrão, festa de arromba, festança, ficou mamado, foi de deu em deu, galhudo, gatuno, lábia, lenga-lenga,levou uma tunda, macaquice, machão, machona, mandinga, maricas, mexerico , mosca morta, mulher de vida airada, mulherengo, não sabe da missa a metade, não tem papas na língua, nem assim nem assado, ninharia, numa roda viva, olho da rua, olho do cu, paspalhão, patife, picuinha, penduricalho, pirata, porqueira, rechonchudo, sabichão, safanão, serviçal, sirigaita,songa-monga, tagarela, tatebitate, trambolho, trancos, trapalhada, tunda, (useiro e vezeiro, valentona, xacota, xafurdar, zarolho, zoada, zorra.

Algumas Gírias de Portugal, na atualidade:

Achar piada a alguém (estar interessado), alma de porteira (alguém que é bisbilhoteiro) armado em bom ( metido à besta, beber copos (beber drinques), bimbo (brega), camisa de ganga (camisa jeans., de marca), cena macaca (cena despropositada), dar uma tampa (dar o fora), deixar de tangas (deixar de mentiras) , descapotável (conversível) , desmancho (aborto espontâneo), duche (banho), falhanço (derrota) , falta de tomates ( falta de coragem), galão (afé com leite), histórias macacas (histórias incríveis) pila (pênis), porreiro (muito legal), sacar claudias (conquistar mulheres), topo de gama (top de linha) , trancadas ( transar) tricas (intrigas) , tusa (tesão).

Algumas Gírias de Angola, na atualidade:

acento esdrúxulo (crase), .alcatrão (asfalto das estradas), agrafador (grampeador), auto-carro (ônibus), barona (mulher) , bebucho (gordo), biricoca (cerveja., boiado (bêbado). cafundado (injustiçado), candonga (negócio ilegal), chibado ( bêbado ), cumbu (dinheiro), deu caldo (morreu), durex (camisinha), fiche (legal), fobado (com fome), gasosa, (propina), giro (legal), maka (problema), matubas ( testículos), mboa (mulher/esposa, namorada) , muata (chefe), mujimbu ( boato), ngombiri (mulherengo), panina (homossexual), passadeira (faixa de pedestres), pica (injeção, vacina ) , puto (miúdo, garoto, menino) quentex (bebida forte), rancheira (prostituta), sumo (suco) , vírgulas altas (aspas).


Algumas Gírias de Moçambique, na atualidade

a última da hora (aconteceu agora), agrafos (grampos) apanhado dos cornos (doido); avariado (confuso), babalaza (ressaca), bala (bonita), banguene (barraca), bassopa (atenção), bater o martelo (sair), bazuca (cerveja), bira (bebida alcoólica).,bizniceiro (camelô), bongola (pessoa limitada), cabeluda (calção), catanar (reprovar), chambocar (bater), chibante (beldade), cucar (cozinhar), de borla (grátis), descascar amendoim (subornar), ganguiçar (conquistar), gingão (grande), guarda- fato (guarda- roupa), languçar (espreitar), mamparra (incompetente)

, mangungo (merenda)

Algumas Gírias do Mensalão, na atualidade

aerolula, agora é vidraça, agora é vidro, ali babá, aloprado, alto comissariado, apagão aéreo, base aliada, bebaço, bebum, boquinha, caixa dois, comissário, companherada , cutista, desencravar uma unha, desligar o transponder, dólar na cueca, efeito teflon, fala do trono, gafanhoto, galega, grande molusco, lambari, laranja, laranjal, lavanderia Brasil, lei da mordaça, lulês, manguaça, manguaço, maracutaia, marolinha, mensalão, mensaleiro, mensalinho, micoempresa, não sei de nada, nosso guia, nepotismo cruzado, nunca dante nef paif, nunca dantes neste país, núcleo duro, ongs amigas, petecada, petequeiro, petezada, petonga, petralha, quarteirização de mão de obra, salário duplex, sanguessuga, sapo, sifu, sobras de caixa, sobras de campanha, vôo do avestruz, vôo da galinha, zelites.

 

O DICIONÁRIO DE GÍRIA JÁ ESTÁ A VENDA NAS SEGUINTES LIVRARIAS:

 

NO RIO DE JANEIRO-

RIO DE JANEIRO

BARRA _Barra Shopping, nível Américas cep. 22640-102 .t.(21) 2430-8100

LEBLON _Shopping Leblon, 2º piso cep. 22430-060 .t.(21) 3138-9600

IPANEMA _R. Visconde Pirajá, 572 cep. 22410-002 .t. (21) 3205-9002

CENTRO _Travessa do Ouvidor, 17 cep. 20040-040 .t. (21) 3231-8015

_Av. Rio Branco, 44 cep. 20090-004 .t. (21) 2519-9000

_Rua Primeiro de Março, 66 térreo .t. (21) 3808-2066

SITE _Atendimento ao cliente .t. (21) 3138-9554

 

NITEROI-

LIVRARIA GUTEMBERG,

ICARAI

RUA CEL. MOREIRA CESAR 211, LOJA 101 (21) 2717 6925 e 2714-7750

 

BRASILIA-

LIVARIA CULTURA

PÁTIO BRASIL (61) 3901 - 3000

CONJUNTO NACIONAL (61) 3901 – 3005

Os interrnautas poderão comprar diretamente ao autor:

Custo promocional com frete incluso, apenas R$ 50,00

A venda por ser feita mediante depósito na conta:

825754-x, agencia 2873-8, do Banco do Brasil

Ou

261.644-6, agencia 0005, da Caixa Econômica Federal.

Confirme a data de transferência pelo e-mail: gurgel@cruiser.com.br

O pagamento poderá ser feito por cheque nominal para

JB Serra e Gurgel

SQS 302 Bloco A, apto. 607

Asa Sul

Brasília-DF

70.338.010

 

Para o exterior, por 40 dólares ou 30 euros, com despesas postais incluídas.

Deposite sua gíria:      


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