O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014


Jornal da Gíria Ano XV- Nº94 – Setembro e Outubro de 2014

 




Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

Acordo ortográfico será debatido em série de audiências públicas

Elina Rodrigues Pozzebom. Da Agência Senado

 

Os integrantes da Comissão de Educação (CE) aprovaram, em 02.08, requerimento para a realização de uma série de audiências públicas sobre a efetiva implantação do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. O acordo entraria em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2013, mas o início da vigência foi adiado para janeiro de 2016, por decreto da presidente Dilma Rousseff. Parte dos países lusófonos, como Portugal, é contrária às mudanças propostas para a unificação.

De acordo com a senadora Ana Amélia (PR-RS), autora do requerimento, a ideia é debater com escritores, professores de língua portuguesa e até representações diplomáticas dos países lusófonos de que forma esse acordo pode ser posto em prática. A senadora chegou a defender que as academias de língua portuguesa dos demais países avaliassem as alterações.

O presidente da CE, senador Cyro Miranda (PSDB-GO), aproveitou para mais uma vez refutar que o Senado esteja tentando reformar a língua portuguesa, como chegou a ser veiculado na imprensa e disseminado pelas redes sociais.

- Não somos autores de tal projeto nem queremos nenhuma reforma. Queremos disciplinar o acordo que torna homogêneas as línguas lusófonas. Nós estamos, sim, querendo disciplinar um acordo que houve desde 1990 para a homogeneização das línguas lusófonas, que são os dez países que integram a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] – declarou.

O cronograma das audiências públicas e os nomes dos convidados ainda serão definidos.

Também será realizada audiência pública para debater a possibilidade de construção de uma base curricular nacional comum.

 

Cyro Miranda refuta boatos sobre mudanças na língua portuguesa

Da Agência Senado em /08/2014 - 14h30 Comissões - Educação - Atualizado em 21/08/2014 - 14h37

Recentes boatos de que o Senado estaria a ponto de aprovar mudanças na ortografia da língua portuguesa não procedem, explica o presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), Cyro Miranda (PSDB-GO). O rumor que se espalhou nas redes sociais nos últimos dias, segundo o qual estaria em análise uma reforma ortográfica que extinguiria o ss, ç, ch, h inicial, entre outras modificações, não corresponde à realidade.

Na verdade, explica Cyro Miranda, a Comissão de Educação está examinando a data em que passará a ter validade o acordo de unificação ortográfica firmado pelo Brasil em 1990. O acordo entraria em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2013, mas o início da vigência foi adiado para janeiro de 2016, por decreto da presidente Dilma Rousseff.

A unificação em questão terá que ser feita em entendimento com os países de língua portuguesa e, mesmo que quisesse, o Brasil não poderia tomar nenhuma decisão unilateral sobre o tema.

Para debater o assunto, a Comissão de Educação criou, a pedido da senadora Ana Amélia (PP-RS), um grupo de trabalho formado por professores e linguistas para analisar o acordo e sugerir meios de facilitar a implantação das novas regras.

Os especialistas têm usado o espaço para trocar opiniões a respeito da implantação definitiva do acordo e de possíveis alterações em seu conteúdo. De fato, houve sugestões de mudanças mais radicais no acordo, mas isso não foi formalizado como proposta da comissão e muito menos se tornou proposição legislativa - o que seria exigido para qualquer mudança formal.

– Não queremos fazer uma reforma geral da ortografia. Queremos fazer o mínimo possível de mudanças, mas chegar a um consenso entre os países. Ainda estamos longe disso – afirma Cyro Miranda.

Veja abaixo o esclarecimento divulgado pelo senador nesta semana:

"Esclarecimento sobre Acordo Ortográfico

18/08/2014

Em resposta à demanda de professores de português, a Comissão de Educação, Cultura e Esporte aprovou, no dia 1º de outubro de 2013, a criação de um Grupo de Trabalho destinado a propor a unificação ortográfica da Língua Portuguesa, conforme Acordo já firmado em 1990.

Esse Acordo entraria em vigor no Brasil em 1º de janeiro de 2013, mas o início da vigência foi adiado para janeiro de 2016, por decreto da presidente Dilma Rousseff.

A unificação em questão terá que ser feita em comum entendimento com os demais países. Portanto, não há nada que senadores, a Comissão de Educação e até mesmo o Brasil possa fazer unilateralmente.

Recentes notícias de que estaríamos a ponto de reformular a ortografia da Língua Portuguesa não procedem.

Senador Cyro Miranda (PSDB-GO)

Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte"

 

Comissão de Educação busca consenso sobre normas ortográficas

Da Agê ncia Senado, em 19/08/2014 - 11h05 Comissões - Educação - Atualizado em 21/08/2014 - 12h10


Cyro Miranda, presidente da CE, e a senadora Ana Amélia defendem debate sobre o acordo

 

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vem aprofundando o debate nacional a respeito do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Professores e linguistas consultados e atendidos pela comissão têm usado o espaço para trocar opiniões a respeito da data oficial de implantação definitiva do acordo e de possíveis alterações em seu conteúdo.

Os debates são realizados no âmbito de um Grupo de Trabalho Técnico (GTT) montado pela comissão, que reúne o Centro de Estudos Linguísticos da Língua Portuguesa (Cellp), a Academia de Letras de Brasília (ALB) e o movimento Simplificando a Ortografia. Além dessas instituições, a Associação Brasileira de Linguística (Abralin) procurou a comissão para apresentar sua posição.

A comissão planeja divulgar os temas debatidos pelo GTT ao longo dos últimos meses em audiência pública prevista para outubro. Atualmente não há nenhuma proposição formalizada na comissão a respeito do assunto.

O presidente da CE, Cyro Miranda (PSDB-GO), acredita que um debate abrangente a respeito do acordo ortográfico é urgente.

– Tínhamos um acordo que não era acordo. A reforma foi feita sem ouvir ninguém. A comissão resolveu botar ordem na casa e tomamos a medida de convocar o debate – disse ele.

O senador rejeita a possibilidade de promover mudanças profundas nos termos do acordo, mas ainda não vê uma solução definitiva próxima.

– Não queremos fazer uma reforma geral da ortografia. Queremos fazer o mínimo possível de mudanças, mas chegar a um consenso entre os países. Ainda estamos longe disso. As autoridades competentes têm que se envolver mais. Só a comissão se movimenta – afirma Cyro.

O senador citou ministérios e a Academia Brasileira de Letras (ABL) como instituições que deveriam participar mais dos debates.

Resistência

A senadora Ana Amélia (PP-RS), integrante da CE, foi autora de um requerimento que pedia a prorrogação da fase de transição entre as normas tradicionais e as alterações promovidas pelo acordo. No entanto, apenas um decreto presidencial poderia promover essa mudança.

– Levei essa demanda à Casa Civil e observei que seria oportuno, inclusive em solidariedade a Portugal, que vivia um momento de crise econômica e teria dificuldades de conduzir a implementação – lembra.

O resultado foi o Decreto 7.875/2012, que transferiu a data-limite para adoção total do acordo de 2013 para 2016.

Ana Amélia defende a iniciativa da comissão de promover encontros entre especialistas para debater o acordo.

– Havia resistências bastante sensíveis ao acordo. Os professores, que são os difusores da língua, reclamavam que não haviam sido consultados – diz.

São esses profissionais, disse a senadora, que conduzirão o processo.

– Fizemos nosso papel de abrir o debate, e estou satisfeita com isso. Não vamos interferir em conteúdo. Quem vai abordar isso são as pessoas que vivem da escrita: professores, acadêmicos, escritores, editores, jornalistas – explica.

Ela também destaca a importância de integrar os demais países lusófonos ao debate.

– Portugal sentiu que teve pouco protagonismo, e é o berço da nossa língua. Nem todos os países haviam ratificado o documento. O Brasil não pode impor um acordo, tem que respeitar seus parceiros – afirma a senadora.

Ana Amélia relata ainda que deputados portugueses elogiaram a atitude da comissão, sentindo-se contemplados pelas novas discussões em torno do acordo ortográfico.

 

Glossário luso-brasileiro no futebol

 

Mandou-me Roldão Simas, o mestre dos mestres na linguagem de brasileiros e lusitanos.

 

Adepto                          torcedor

Apuramento                  classificação à próxima fase

Autogolo                       gol contra

Avançado                     atacante

Balneários                    vestiários

Bancada                       arquibancada

Barra                           travessão

Camisola                      camisa

Castigo                         suspensão

Central                          zagueiro

Claque                           torcida

Comentador                   comentarista

Desaire                         fracasso, revés

Dérbi                            clássico

Encontro particular        partida amistosa

Equipa                           time

Equipa das Quinas          seleção portuguesa

Falange de apoio           Torcida organizada

Fantasista                     craque

Ficar nas covas             ser ultrapassado

Finta                             drible

Genica                          energia

Golo                             gol

Guarda-redes                goleiro

Fífia                              falha (“fulano deu uma fífia”)

Lesão                           contusão

Livre                            falta

Meia-final                      semifinal

Piteiro                           frangueiro

Pontapear                     chutar

Pontapé-de- balisa         tiro de meta

Pontapé-de-rede             tiro de meta

Pontapé-banana              “folha seca” lateral

Prestação                     performance, participação

Rasteirar                      dar uma rasteira

Recomeço                     início do segundo tempo

Relvado                          gramado

Remate                          chute

Remate de cabeça         cabeçada

Reservista                    jogador reserva

Selecionador                 técnico do time nacional

Selecção                       seleção

Trinco                            volante, meia defensivo

 

Dica enviada por Fernando Gurgel

ABL lança aplicativo de consulta ao vocabulário da Língua Portuguesa

 

Volp contém 381.000 verbetes e pode ser baixado gratuitamente para

celulares e tablets com sistema

operacional iOS ou Android.

 

A Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou, na semana passada, o

aplicativo Vocabulário Ortográfico da

Língua Portuguesa (Volp), que permite consultar a grafia correta de

palavras em tablets e celulares. O app

pode ser baixado gratuitamente e está disponível para aparelhos com

sistema operacional iOS ou Android.

 

O Volp contém 381.000 verbetes, com as respectivas classificações

gramaticais e outras informações

estabelecidas pelo Acordo Ortográfico.

 

O aplicativo conta com o recurso de completar palavras, o que facilita a

navegação: quando o usuário

começa a digitar um vocábulo, aparece uma lista com os resultados

possíveis. Também é possível regular

o tamanho da fonte, recurso útil para pessoas com dificuldade de leitura

ou para aparelhos com telas

muito pequenas."

 

Extraído do boletim interno do Bacen, Conexão Real nº 273.

 

800 anos

Língua Portuguesa: nossa versão viva, única e inacabada

Apesar de acreditarem que a língua entraria em desuso, hoje em dia, nove países a utilizam como idioma oficial

06.07.2014

 

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As mudanças que o idioma vai absorvendo são de total importância para que ele evolua. Se a língua parar de mudar, é um sinal de que deixará de ser falada. Por isso, são comuns as mudanças ao longo do tempo

FOTO: FABIANE DE PAULA

O oitavo centenário da nossa "língua-mãe" não quer dizer que a mesma permanece parada. Pelo contrário. As 800 primaveras da Língua Portuguesa mostra o quanto ela se reinventou, se adequou, e permanece em constante mudança até hoje.

Os quatorze versos escritos pelo autor parnasiano Olavo Bilac, no poema Língua Portuguesa, mostra claramente essas transformações, numa abordagem histórica do nosso rico idioma. Seguindo rigorosamente as normas clássicas de pontuação e rima, logo no primeiro verso, "Última flor do Lácio, inculta e bela", o poeta faz alusão ao fato de que a língua portuguesa seria a última língua neolatina formada a partir do latim vulgar, utilizado pelos soldados da região do Lácio, na Itália.

Em todo o poema, Bilac afirma, em linhas subjetivas, que o idioma ainda precisava ser moldado e que, para ele, impor essa língua a outros povos não era um tarefa fácil.

Antiga ou jovem

Para o membro da Academia Cearense de Letras e professor da Universidade de Fortaleza (Unifor), José Batista de Lima, dizer que o Português é a "última flor do Lácio", como a última língua surgida, nas palavras de Olavo Bilac, traz controvérsias, já que há quem diga ser o romeno o último idioma neolatino.

Sobre os registros de que se tem notícia, o Sânscrito é a língua mais velha, falada pelos sacerdotes hindus na antiguidade. Entretanto, afirmar que a língua é jovem ou antiga é muito mais complexo do que se pensa. "Toda língua é antiga na sua diacronia, como nascimento e evolução, e é nova na sua sincronia, ao representar o momento presente. Nossa língua tem 800 anos de oficializada, mas suas raízes são muito mais antigas".

Acreditou-se que, um dia, a Língua Portuguesa entraria em desuso ou morreria completamente. O passar do tempo trouxe não só novas descobertas, como também a certeza de que, enquanto houver pessoas se comunicando com o mesmo idioma, esta língua não desaparecerá. "As línguas não morrem, elas deixam de ser faladas. Porém, continuam sendo estudadas e repercutindo nas que vão surgindo", explica Batista.

As mudanças que o idioma vai absorvendo é de total importância para que ele evolua. "Se elas pararem de mudar é porque deixaram de ser faladas. Nem o Português de Portugal é o mesmo". Para o especialista, as transformações que acontecem até hoje e a riqueza contida no Português do Brasil são reflexos dos africanos, indígenas e outros povos que aqui aportaram.

Dialetos

Em um país de dimensões continentais, não há como se distanciar dos diferentes modos de linguagem, mesmo falando uma única língua. É fácil notar que as mais diversas regiões do Brasil possuem dialetos específicos que as caracterizam. Todavia, as formas de se expressar, de se comunicar, de usar dialetos não nos distanciam.

Além das gírias muito usadas, características de cada canto do País, a linguagem informatizada se espalha cada vez mais. As palavras abreviadas utilizadas em aplicativos e redes sociais já se tornaram um novo modo de diálogo entre as pessoas.

Com o objetivo de cursar Medicina, Maria Clara Vieira, 17, se preocupa bastante com a forma de se comunicar. "Eu procuro usar sempre a linguagem correta, nas redes sociais ou em conversas informais. Acho que o hábito pode influenciar. Vou me policiando, até mesmo para não escrever errado nas provas de vestibular", comenta.

Batista de Lima afirma que a escrita informatizada não é preocupante. "Esse tipo de escrita não assombra porque não tem raiz. É fruto de novas tecnologias que não são localizadas". Segundo o professor, "a língua é como água de cacimba, tem que vir com o sabor da terra".

Nosso "Cearês" bem peculiar

Estreando com um grande sucesso nas telonas, o longa "Cine Holliúdy", do diretor de cinema Halder Gomes, mostra, de uma forma cômica, o jeito cearense de se comunicar. As gírias, os dialetos e as expressões usadas pelas pessoas que carregam o Ceará como terra-natal são abordadas durante todo o enredo. E o que mais chama atenção dos espectadores, além da própria história que se passa nos anos 1970, no Interior do Estado, é a legenda que está presente em todo o filme.

É interessante notar que, apesar de ser um filme brasileiro, na tela do cinema, a legenda também é em português. "A intenção foi cumprir dois papéis. O primeiro, de acrescentar um pouco de excentricidade ao filme. E o segundo, é a necessidade de mostrar esse Brasil latente, meio escondido, com um tipo de humor que o Brasil não conhecia", explica Halder, deixando clara importância do letreiro. "Quem não é do Ceará realmente não entende. E não são só as palavras. Mas também a forma de falar muito característica daqui, a velocidade. Eu mesmo, quando estou fora, tento me policiar para que as pessoas me compreendam". Isso afirma cada vez mais o quanto somos um país de uma língua só, porém com linguagens diferentes. "Desempenhamos uma função de mostrar a nossa cearensidade".

Particular

O cineasta ainda aponta as diversas formas de linguagem como segmentadas por classes. Para ele, no Ceará não é assim. "Somos um linguajar universal, dentro das diferenças culturais e sociais". Halder menciona o "dicionário cearês" como a nossa língua. "Ela é singular, muito particular do nosso povo, que evolui, se reinventa, se adapta, se desenvolve", afirma.

As expressões usadas pelos cearenses já ganharam todo o Brasil e até mesmo o mundo. Halder conta que por onde passo ouve as pessoas tentando imitar os nossos trejeitos, nossas falas, e sempre escuta um "arriégua, macho", expressão usada pelo personagem principal do filme, Francisgleydisson.

"O que antes fazia com que as pessoas se sentissem envergonhadas, hoje traz orgulho", assegura o diretor. "A nossa forma de falar é muito linda, além de ser riquíssima".

OPINIÃO DO ESPECIALISTA

Vestígios do latim são conservados

Considero interessante começar por definir Língua e dialeto. Língua é a linguagem particular de um povo. Dialeto é a modificação regional. No nosso caso, que é o latim, começa como tradição literária no século III a.C. Do latim vulgar, originaram-se as românicas ou novilatinas: português, espanhol, italiano, etc. Essas línguas conservam vestígios inquestionáveis de sua filiação ao latim no vocabulário, na morfologia e na sintaxe.

No que diz respeito ao uso, classificam-se as línguas em vivas: as que estão em atividade diária como instrumento de comunicação; mortas: já não faladas, mas que deixaram documentos escritos, como o latim; extintas: que desapareceram sem deixar memória documental, como o indo-europeu (COUTINHO: 1976). Se há indivíduos vivos se comunicando, a língua, em princípio lógico, deve continuar viva! Não me parece plausível pensar diferente.

Toda língua é manifestada pelo povo, e as alterações fonéticas (metaplasmos), por exemplo, acontecem ao longo do tempo; no caso do português do latim vulgar ao galego-português e deste ao português atual. Há no trajeto temporal das línguas mudanças naturais e estruturais - no vocabulário (influência de outras línguas, como indígena: caritó, xará; francês: assassinato; mudanças de acepção etc), na fonética (metaplasmos) na morfologia (mudanças de gênero, etc) e na sintaxe (home empregado como sujeito indefinido etc).

O que é fato: a nação portuguesa fala a realização do cotidiano dela, nós a nossa e cada uma das nações que utilizam o português. Hábitos, influências, as coisas de todos os dias são específicas em cada nação: um objeto, uma atitude, um sentimento, as dialetalizações, etc.

Há princípios gerais que norteiam o caminho percorrido pelos falantes de uma língua. A linguagem, atributo humano, grosso modo, também funciona assim. Princípios como a analogia e a economia: várias alterações fonéticas contemplam esses princípios humanos. Citemos ilustrativamente o caso de vossemecê (vossa mercê) >vomecê >você >cê. Em que se percebem, claramente, o economizar e o metaforizar respectivamente. O "internetês" não deve afastar-se desses, diríamos, preceitos.

Victor Cintra
Professor de Língua Portuguesa da UECE

Patrícia Holanda
Especial para cidad

a Dama, o Diplomata e o Militar



Durante almoço em uma embaixada sueca, conversas amenas rolando, a anfitriã pergunta a um velho General: o senhor sabe a diferença entre a dama, o diplomata e o militar?

O velho homem, calmamente
disse que sim...e explicou:

- A dama, quando diz NÃO, significa TALVEZ; quando diz TALVEZ, significa SIM; e quando diz SIM não é uma dama.

- O diplomata, quando diz SIM, quer dizer TALVEZ; quando diz TALVEZ, significa NÃO; quando diz NÃO, não é diplomata.

- O militar quando diz SIM, significa SIM; quando diz NÃO, significa NÃO; e quando diz TALVEZ...
não é militar


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