O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015
Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2016
Jornal Março/Abril de 2016
Jornal Maio/Junho de 2016
Jornal Julho/Agosto de 2016
Jornal Setembro/Outubro de 2016
Jornal Novembro/Dezembro de 2016
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2017
Jornal Março/Abril de 2017


Jornal da Gíria Ano XVIII- Nº110 – Maio e Junho de 2017
 

Jornal da Gíria: 18 anos. 625 mil

acessos.  A  memória gíria do Brasil.


Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

Cultura Nordestina

Lista de palavras e expressões nordestinas

http://3.bp.blogspot.com/_6J7XQv2-Hrw/SSrq-oCIHVI/AAAAAAAABVk/jxM7X-fRaz8/s400/Insultos2.jpg

Veja uma lista de palavras e expressões típicas do povo nordestino:


A
A MIGUÉ- À toa, relaxado, largado, sem interesse
A PULSO - À força. Contra a vontade
ABESTADO - Otário. Tolo
ABESTALHADO - Otário. Tolo
ABILOLADO – Doido
ABIROBADO - Maluco.
ABISCOITADO - Maluco, desorientado.
ABUFELAR - Agarrar pela gola, agredir.
ABULETADO - Pessoa que ocupou um espaço tomou conta do "pedaço" (fulano aboletou-se na casa de sicrana e não sai mais);
ABUTICADO – Pessoa espantada, com os olhos vidrados (abuticados).
ACOITE – Chicote.
ACUNHAR - Chegar junto.
ADULAR - Agradar, bajular. Fazer a vontade de alguém
AFEIÇOADO - Pessoa bem aparentada (bonita, arrumada);
AFOLOZADO – Folgado, arrombado.
AGONIADO - Aflito, afobado, amargurado, angustiado, apressado, indisposto.
AI DENTO - Resposta a qualquer provocação.
AJEGADO - Quem tem pênis grande.
ALDEOTA - e seguramente o maior bairro informal do País. Os especuladores imobiliários passaram a chamar de Aldeota todo
bairro novo.
ALFININ - Espécie de rapadura.
ALPERCATA - Sandália de couro.
ALTEAR - Aumentar o volume do som. Subir algo.
ALUMIAR - Iluminar. Projetar luz sobre algo ou alguém.
AMANCEBADO - Amigado, aquele que vive maritalmente com outra.
AMARELO QUEIMADO - Cor laranja.
AMARRADO- Mesquinho.
AMOLEGAR - Apalpar ou apertar um corpo mole ou uma parte dele.
AMOSTRADO - Quem mostra que tem dinheiro ou poder.
ANDE TONHA! - Expressão popular que indica o ato sexual.
ANEL DE COURO – Ânus. Cú.
APERREAR - Encher o saco.
APETRECHADA - Dotada de beleza física.
APOIS - Expressão de concordância.
APOQUENTAR - Aborrecer, azucrinar, chatear.
APRAGATA – Alpercata.
APRUMADO - Arrumado, bem vestido, bonito, de bons modos.
APURRINHADO – Com raiva, puto.
ARENGA - Briga
ARIADO - Desnorteado
ARIAR A FIVELA - Dançar apertado, ralabucho.
ARRE EGUA! - Interjeição que pode significar qualquer coisa a
depender do tom de voz e da ocasião (alegria, irritação...).
ARRETADO – Bom, legal, perfeito.
ARRIBAR - Ir embora.
ARROCHADO – Valentão.
ARROTO DE CU - Peido.
ARRUDIAR - Dar a volta.
ÁS DE COPAS - Ânus. Cú.
ASSUSTADO - Baile caseiro programado pelos jovens na casa de um deles; tertúlia.
ATAIAR - Atalhar. Ir por um caminho mais curto
ATARENTADO - Aperriado, desnorteado, perdido.
AVALIE - Imagine.
AVEXADO - Apressado.
AZOGADO – Virado na peste, puto, agoniado, brabo.
AZUADO - Alguém desligado.
AZULAR – Dar o fora.

B
BABÃO – Puxa saco, xeleléu.
BACURIM – Porco novo.
BAE DE CUIA - No jogo de futebol, corresponde a lençol.
BAITINGA - Tratamento informal entre velhos amigos, no sentido pejorativo o mesmo que BAITOLA, depende da entonação da voz.
BAITOLA - Viado. (A palavra tem origem na construção da primeira estrada de ferro do Ceará. O chefe da obra era um engenheiro
inglês, muito afetado, que repetia "atenção para a baitola" se referindo a bitola (distância entre os trilhos).
BAIXA DA ÉGUA - Lugar distante.
BAIXAR O LOMBO Emagrecer.
BALAÇAR A TANAJURA - Dançar.
BALADEIRA – Estilingue.
BALAIO - Cesto feito de cipó ou palha, sem alça.
BALDEAR - Perturbar.
BALEADEIRA - Baladeira, atiradeira, bodoque, estilingue.
BAMBA - Cambaleante. Sem equilíbrio.
BANANA - Parte do boi conhecida no Sudeste do Brasil como lagarto.
BANANA-PRATA - Banana-branca.
BANCA - Aula particular fora do curso regular. Reforço escolar
BANDA - Lado, parte lateral, pedaço.
BANGÜÊ - Caixa retangular com 4 cabos de madeira para transporte de materiais de construção.
BANHO DE ASSEIO - Banho em que a pessoa lava apenas os órgãos genitais.
BANHO SAPECADO - Banho rápido e incompleto.
BARNABÉ – Funcionário de prefeitura.
BARNEI - (bá) Pessoa nova no lugar.
BARRÃO - Porco novo usado como reprodutor.
BARREADO - Confuso, sem saber o que fazer ou o que dizer.
BASCULANTE - Vitrô.
BATATA-DO-REINO - Batata.
BATENTE - Obstáculo de madeira ou concreto construído no chão para impedir que a água entre pela porta.
BATER A CAÇULETA - Morrer.
BATER FÔFO - Não cumprir um compromisso.
BATER SETE FREGUESIAS - Andar por vários lugares. BATER UMA EM INTENÇÃO DE - Masturbar-se pensando
especificamente em alguém.
BATORÉ - Baixinho.
BEBER COM FARINHA - Ingerir bebida alcoólica demais.
BEBEU - (bébéu) Boneca de pano.
BEIÇO - Lábio
BEIJU - Biju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado e sarolho (seco, salgado e mais solto).
BEM-EMPREGADO - Bem-feito! Frase usada para dizer que o castigo foi merecido.
BENÇA Pedido de benção.
BERADEIRO – Matuto, Tabaréu.
BEREU - Zona; baixo meretrício; cabaré.
BESTAR - Bobear.
BEXIGA - Coisa ruim.
BEXIGUENTO - Pessoa que não presta.
BEZERRO - Contração voluntária ou involuntária na vagina, semelhante a um bezerro mamando.
BIBOCA - Beco ou lugar estranho. Lugar apertado, escondido, estreito.
BICA - Calha, canal ou tubo em forma de meia cana para escorrer a água.
BICADA - Dose normalmente de cachaça
BICHINHO - Forma carinhosa de chamar um animal ou uma pessoa
pequena ou querida.
BICO - Chupeta.
BIGU - Carona, condução gratuita.
BIJU - Beiju. Guloseima feita com massa de mandioca. Há quatro tipos: capeado (fino e seco), malcasado (mais consistente), molhado
e sarolho (salgado, seco e solto).
BILA - Bola de gude.
BILOTO - Botão.
BIMBA - Pênis de criança. Pênis pouco desenvolvido.
BIQUEIRA - Calha para escorrer a água da chuva.
BIQUEIRO - Que come pouco.
BIRIMBELO – Qualquer coisa
BISCATEIRA - Prostituta.
BISNAGA - Pão comprido de forma cilíndrica e com as pontas finas.
BOCA DE SIRI – Caladinho, Na moita.
BOCA QUENTE - Lugar perigoso.
BOCA-BANCA - Atitude boçal.
BOCA-DE-SUBACO - Pessoa muito calada, bicho do mato.
BOCA-DE-TRAMELA - Pessoa que fala muito.
BOÇAL-BANQUISTA - Pessoa pedante.
BOCAPIO - 1. Sacola grande feita com palha. 2. Atraso na vida. Pedir esmola.
BOCÓ - Bobo, tolo.
BODOSO - Bacana, arrumado.
BOGA - Ânus.
BOGAR - Surgimento de uma bolha na pele.
BOI - Menstro (A mulher tá de boi, menstruada).
BOLA DE ASSOPRO - Balão, bexiga. Bola de gás usada em decorações de festas.
BOLA DE MARRAIA - Bola de marraio. Bola de gude. Bolinha de vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLA DE MARRAIO - Bola de gude. Bola de vidro usada pelas crianças para brincar.
BOLACHA DE GOMA - Saquarema. Biscoito, achatado e seco, feito com polvilho.
BOLACHÃO FOFO Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal e margarina.
BOLACHÃO SECO - Biscoito feito com farinha de trigo, açúcar, sal, margarina, leite de coco, canela em pó e cravo moído.
BOMBA DE BREU - Artefato pirotécnico usado nas festas juninas.
BORA - Vamos embora.
BOTAR - Colocar, pôr.
BOTAR BANCA - Considerar-se superior, exibir-se, vangloriar-se.
BOTAR CABRESTO - Controlar alguém.
BOTAR CANGA - Dominar, oprimir alguém.
BOTAR NO MATO - Descartar, jogar fora.
BOTAR QUENTE - Agir ou falar com firmeza.
BOYZINHA – Moça nova
BRANCHUR - "Filosofo" muito citado no Ceará.
BREADO - Melado, sujo.
BRECHAR - Espiar, espionar, espreitar.
BRECHEIRO - Indivíduo que observa pelo buraco da brecha, da greta ou da fechadura.
BREFAIA - Bagulho, porcaria.
BREGA - Meretrício. Prostíbulo. Zona.
BREGUESSO (BREGUÉSSO) - Objeto sem valor.
BRENHA - Lugar longe de difícil acesso.
BRIBA - Pequena lagartixa.
BRIDE Brida, rédea. Ferro colocado na boca do animal.
BROCA DO ZUVIDO (bró) Pé do ouvido
BROCHA - Tachinha. Prego pequeno, de cabeça larga e chata, usado para consertar calçados.
BRÔCO - Amalucado, abobalhado, desorientado, esclerosado.
BROCOIÓ - Pessoa boba, otário, demente.
BRONQUEIRO – Pessoa que gosta de confusão
BRUGUELO - Criança pequena.
BUCHA - Comida que alimenta pouco, mas pesa na barriga.
BUCHADA - Comida feita com intestinos de bode, cabrito, carneiro ou ovelha.
BUCHO - Barriga. 2. Pessoa muito feia.
BUCHO CHEIO - Barriga com bebê 2. Barriga cheia de comida ou bebida.
BUCHUDA - Gestante.
BUFA - Peido que não faz barulho.
BUJÃO – Niple (Plug). Peça de metal ou plástico usada bloquear a boca do cano.
BULIDA - Mulher que perdeu a virgindade.
BULIR - Aborrecer, brincar, caçoar, incomodar. 2. Agitar, mexer, tocar em algo.
BULIÇOSO - Pessoa que mexe em tudo (não passa um minuto sem mudar o canal da televisão, a sintonia do rádio, etc.)
BUNDA CANASTRA – Maria escombona, Virar de ponta cabeça.
BUNDEIRA - Mulher que prefere o coito anal (dar a bunda).
BUNEQUEIRO - Quem bota boneco (ver "butar buneco").
BURACAJU - Apelido dado à cidade de Aracaju quando está com muitas ruas esburacadas.
BURRINHO - Garrafa de Coca-Cola cheia de cachaça.
BUSCA-PÉ - Artefato pirotécnico, preso a uma pequena haste de madeira que sai em ziguezague rente ao chão até estourar.
BUTAR BUNECO – Aprontar.
BUTICO – Ânus

C
CABARÉ - Prostíbulo ou confusão.
CABEÇA-DE-FRADE - Obstáculo de cimento em forma de meia bola para impedir o trânsito.
CABEÇA-DE-PREGO - Furúnculo.
CABELUDO - Pão-doce feito com coco.
CABRA - Qualquer Indivíduo. Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA DA PESTE - Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRA SAFADO - Indivíduo de atitudes incorretas.
CABRA-MACHO - Indivíduo destemido, provocador ou valentão.
CABRUNCO - Carbúnculo. Coisa ruim.
CABRUNQUENTO - Coisa ou pessoa ruim.
CABUÊTA – Dedo duro.
CAÇADOR DE ANDRÓIDE - Indivíduo que tem relações sexuais com homossexuais.
CACETE-ARMADO - Bar ou restaurante pequeno com pouco asseio e de baixíssima qualidade.
CACETINHO Biscoito de forma cilíndrica como um dedo.
CACHADO Cacheado. Cabelo ondulado.
CACHETE (ché) Carretel com linha de costura. Retrós.
CACHIMBEIRA – Parteira
CAÇOAR Zombar.
CAÇUÁ Cesto grande feito de bambu, cipó ou vime usado no transporte alimentos ou animais pequenos colocado no lombo de
animal de carga.
CAÇULA - Filho mais novo de uma família.
CACULO (ú) Prato com comida demais. Algo demasiadamente cheio.
CACUMBI Grupo folclórico formado só por homens que dançam em homenagem aos santos padroeiros dos negros, São Benedito e
Nossa Senhora do Rosário.
CACUNDA Costas, dorso.
CADEIRAS Quadris, quartos.
CAFUÇÚ - Pessoa desajeitada, mal vestida, mala.
CAFUNDÓS DO JUDAS - Lugar distante.
CAGADO - Sortudo.
CAGADO E CUSPIDO - Encarnado e esculpido. Idêntico, igual, muito  parecido.
CAI DE PAU – Quem acusa.
CAIPORA - Quem fuma muito.
CAIR CACAU - Chover.
CAIXA-DO-PEITO - Tórax. Cavidade torácica onde ficam os pulmões e o coração.
CAIXÃO - Caixão 1. Batente. Peça de madeira onde a porta ou janela se encaixa ao fechar. 2. Algo perigoso que pode causar algum
problema ou a morte.
CAIXA-PREGOS - Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CAJURANA - Homem vestido de mulher em festa pré-carnavalesca.
CALANGO - Lagarto pequeno, típico do Nordeste.
CALÇOLA - Calcinha.
CALIBRADO – Meio tonto.
CALIFOM - Sutiã.
CALOMBO - Inchaço na pele.
CALUNGA - Camundongo. Rato muito pequeno.
CAMBADA - Grupo de pessoas desprezíveis.
CAMBAIO - Que tem as pernas arqueadas para dentro.
CAMBALAFOICE - Amante, namorado.
CAMBÃO - Mulher feia.
CAMBAPÉ - Rasteira.
CAMBITO - Perna fina.
CAMBOTA – Pés separado (10 para 3).
CAMINHÃO DE FEIRA - Caminhão pau-de-arara. Caminhão coberto, com bancos de madeiras longitudinais na carroceria usados para
transporte de pessoas.
CANECO – Copo pequeno.
CANELAU - gente pobre, plebe rude.
CANGA - Peça de madeira que une um grupo de bois para o trabalho.
CANGACEIROS - Grupo folclórico que canta e dança representando os cangaceiros.
CANGALHA - Suporte colocado no lombo dos animais para
transporte de carga.
CANGOTE – Nuca.
CANGUINHAS - Ávaro, mão-de-vaca, somítico.
CANJICA - Curau. Mingau com grãos pilados de milho que se come cozido em água e sal ou com leite e açúcar.
CÃO CHUPANDO MANGA - Corajoso, competente, feio.
CAPA-DE-SELA Amante.
CAPÃO - Frango capado.
CAPAR O GATO - Ir embora, fugir.
CAPIONGO – Tristonho
CAPOTARIA - Oficina para conserto de estofados de carro.
CAPOTE - Casaco.
CAPUCHO (CO) - Sabugo. Espiga de milho sem os grãos.
CARÃO - Bronca, repreensão.
CARECER - Necessitar, precisar.
CARITÓ - Solteirona. Mulher que envelhece sem conseguir casar.
CARNE MOQUEADA - Carne defumada e salgada.
CARNE-DE-SOL - Carne de vaca, sem ossos, cortada em tiras ou
mantas, levemente salgada e seca ao sol. Não é prensada e é mais
avermelhada do que a carne-seca.
CARNE-SECA - Charque, jabá. Carne de vaca, sem ossos, salgada, comprimida e seca ao sol em mantas. É menos avermelhada do que
a carne-de-sol.
CARRADA - Grande quantidade.
CARRAPICHO - Pão doce coberto com pequenos pedaços de coco.
CARREGADO - Pessoa complicada ou comida de difícil digestão.
CARREGO (Ê) - 1. Carga, frete. 2. Pilha elétrica.
CARREIRA - 1. Correria, corrida veloz. 2. Fila, fileira. trilha.
CARROCEIRO - Condutor de carroça puxada por cavalos.
CARTA - Habilitação. Carteira Nacional de Habilitação.
CARURU - Creme ou pasta feita com quiabo, camarão, castanha, leite de coco, amendoim, peixe, azeite-de-dendê, pimenta, etc.
CASA-DA-PESTE - Lugar afastado, distante, de acesso difícil.
CASA-DE-ANDAR - Sobrado. Casa de dois ou mais pavimentos.
CASADINHO Biscoito pequeno recheado com goiabada.
CASA-DO-CHAPÉU Lugar muito distante ou desconhecido.
CASCUDO – Tapa na cabeça, cocorote.
CATABÍ - Buraco na estrada (Esta estrada está cheia de catabí)
CATABIL - 1 Buraco na pista. Acidente de terreno que origina o solavanco de veículos 2. O solavanco ou choque produzido pelo
buraco na pista.
CATENGA - Lagartixa escura.
CATOTA – Meleca.
CATRAIA - 1. Mulher muito feia. 2. Prostituta.
CATREVAGE - Gente cafona (isso parece um galicismo).
CAVACO-CHINÊS - Em São Paulo é chamado de beiju ou biju. Massa seca em forma de cilindro. O vendedor anuncia a sua
presença na rua com um triângulo de metal batendo numa madeira.
CAVILAÇÃO – Dengo; chorão.
CAVOUCAR - Cavar, escavar.
CERCAR LOURENÇO - Arrudiar, não ir direto ao assunto.
CEROTO - Sujeira preta na pele devido a falta de banho.
CHABOQUE - Tampo. "Chico deu uma topada que tirou o chaboque do dedo".
CHABU - Falha na explosão de fogo de artifício.
CHÁ-DE-BURRO - Canjica. Mungunzá. Mingau de milho branco cozido com leite de coco ou de vaca, temperado com sal e açúcar.
CHÃ-DE-DENTRO - Coxão mole. Carne da parte interior da coxa do boi.
CHÃ-DE-FORA - Coxão duro. Carne da parte exterior da coxa do boi.
CHAPA - Radiografia; dentadura.
CHAPARIA - Funilaria, lanternagem.
CHAPEU DE TOURO - Chifre.
CHAPULETA – Cabeça do pau, Anel
CHAPULETADA - Porrada
CHAVE - Entrada, sinal. Primeiro pagamento na compra de um imóvel.
CHEGA! CHEGA! - Venha rapidamente! Ajude-me!
CHEGANÇA - Dança que representa a luta travada pelos cristãos para batismo dos mouros (turcos).
CHEI DOS PAU - Bêbado.
CHEIRADA - Quando o jogador não acerta a bola; furada.
CHIBATA - Coisa grande, pênis.
CHIBATADA- Pancada.
CHIBIU - Órgão genital feminino, buceta
CHICOTE - Bunda, nádegas.
CHINFRIM - Vagabundo, sem valor.
CHIRINGAR - Esguichar água ou outro líquido, jato de liquido.
CHOPARIA - Choperia. Local onde se serve chope.
CHUCHAR - Cutucar, pulsar.
CHULIPA - Tapa na orelha com um dedo no sentido vertical.
CHUMBADO – Bêbado, doente.
CHUPÃO - Cabra que gosta de chupar pau.
CHUPETA - Menino chorão.
CHUVA DE PEDRA Chuva de granizo.
CHUVINHA Chuva de prata. Chuva pirotécnica. Um tipo de artefato pirotécnico.
CIBAZOL - Coisa sem valor. "Não vale um cibazol".
CIENTÍFICO - Colegial. Ensino Médio. Segundo Grau.
CISTERNA - Reservatório de água das chuvas.
COBRINHA - Um tipo de artefato pirotécnico.
COCADA-DE-AMENDOIM - Pé de moleque. Doce duro, feito com açúcar e amendoim torrado.
COCÓ - Tocaia.
COCOREU - Confusão, rolo.
COCOROTE – Tabefe, cascudo.
COITÉ - Cabaça. Cuia.
COITEIRO - Aquele que protege ou esconde criminosos ou namorados.
COMBINADO - Em parceria.
COMBROGÓ - Cobogó. Elemento vazado de cerâmica, cimento ou vidro, usado na construção de paredes com entrada para luz e
ventilação.
COMER ÁGUA - Tomar cachaça (Expressão muito usada na Bahia).
COMO O QUÊ Demais. Ex Você fala como o quê!
COMO TATU, SÓ TEM O CASCO E O CU! - Sem nada, sem patrimônio, pobre.
CONCHO Confiante em si, vaidoso.
CORDÃO CHEIROSO Fio de barbante impregnado com um produto que exala um cheiro desagradável ao ser queimado.
CORRALINDA - Coisa linda, pessoa bonita.
CORRER FROUXO - Ter em abundância. "Ali o dinheiro corre frouxo".
CORRIDO - Apressado, expulso.
CORTINADO – Mosquiteiro. Cortina ou rede fina colocada em volta da cama para proteger dos mosquitos.
CORUJA - Pipa, papagaio
COTÔCO – Pedaço, ponta
COURO DE PICA - Algo que vai e volta. "Esse namoro e que nem couro de pica".
CRANCO - Cancro. Coisa ou pessoa ruim.
CRICRI – Chato, Insistente, Pentelho.
CRUZETA - Cabide para camisas e calcas. Também pode ser  pessoa enrolada, complicada.
CÚ DE CANA - Cachaceiro.
CUBAR – Olhar demais.
CUCURUTO – Topo da cabeça.
CU-DE-BOI - Briga. Conflito.
CU-DE-NOVELO - Pessoa que tem a bunda murcha.
CUIA - Cabaça.
CUMÉ? - Como é?
CUMEEIRA - Telha em forma de meia cana usada nas partes mais altas (cumes) ou nos vértices dos telhados.
CUMELÃO - Garanhão.
CUNHÃ – Neguinha
CUNHÃO - Corajoso
CURUBAU - Ver Canelau.
CURURU - Sapo grande.
CUSTAR - Demorar. "O ônibus esta custando muito".
CUSTOSO - 1. Algo demorado. 2.Criança manhosa.

D
DA BEXIGA - 1. Em grande intensidade. Ex. Estou com uma fome da bexiga!
DA PESTE - Algo extraordinariamente bom ou ruim.
DANAÇÃO - Confusão, pressa, trapalhada.
DANOU-SE - Tá perdido
DANOU-SE! - (ô) 1. Saiu apressado. 2. Expressa admiração, entusiasmo, espanto, surpresa.
DAR CHABU - 1. Dar errado, falhar. 2. Defeito em fogo de artifício.
DAR COM A MÃO - Sinalizar com a mão.
DAR FÉ DE - Perceber.
DAR FIM - 1. Gastar, consumir. 2. Acabar, concluir, encerrar, matar.
DAR GASTO - Consumir, usar.
DAR GOSTO - Dar prazer, ou satisfação. Ex.: A qualidade é de dar gosto!
DAR NA FRAQUEZA - Sentir fraqueza ou moleza.
DAR NO COURO - Conseguir fazer sexo.
DAR O GRAU - Caprichar. "Pode deixar que vou dar o grau no seu carro"
DAR O MAIOR 10 - Gostar muito.
DAR O PREGO - Enguiçar.
DAR PARTE DE - Delatar. Denunciar.
DAR TRANCO - Dar bronca. Dar carão. Repreender.
DAR UM AGRADO - Dar uma gorjeta ou uma lembrança.
DAR UM CARÃO - Dar uma bronca. Repreender.
DAR UMA BARRIGADA - Defecar
DAR UMA PRENSA - Dar uma bronca. Pressionar.
DAR VENCIMENTO A - Dar conta do pedido ou serviço.
DE BARRIGA - Grávida.
DE BELEZA - (gíria) De graça.
DE BOI - Menstruada.
DE HOJE - Faz tempo.
DE HOJE A OITO - Daqui a uma semana.
DE HOJE A QUINZE - Daqui a quinze dias.
DE LASCAR O CANO - 1. Bom demais. 2. Desagradável, decepcionante, irritante, etc.
DE PRIMEIRO - Antes, antigamente.
DE VEZ - Fruto em estado ideal para ser colhido.
DEBOCHAR - Desprezar, menosprezar, zombar.
DE MATAR OGUARDA Bom, Gostoso.
DEFORETE – Escapada. (Vou tomar um deforete, mudar de vida, escapada)
DEIXA DE PANTIN - Deixa de onda; Deixa de frescura (fulano está com pantin, com manha)
DEMENTE - Indivíduo lento, lerdo, vagaroso.
DERNA – Desde
DERNONTONTE – Tem ainda
DERRADEIRO - Último.
DESARNAR - Desasnar. Aprender algo, ativar, avivar, deslanchar, despertar.
DESCABRIADO - Desconfiado, que não confia em algo ou alguém.
DESCORADO – Amarelo
DESDROBO - Desdobro (dô) argumento pouco convincente ou sem importância.
DESEMBESTADO – Sem rumo
DESGRACEIRA NO CAMINHO DA FEIRA - Confusão, lasqueira, quiprocó.
DESGRAMA - Desgraça.
DESGRAMADO - Desgraçado.
DESMANTELAR - Arruinar, desarranjar, desconjuntar, desorganizar, estragar.
DESPAMPARAR - Desgovernar. Perder o controle.
DESTRAMBELHADO - Atrapalhado, desajeitado, desarrumado, desorganizado.
DEU A BOBÔNICA - Encrencou; fodeu; a coisa pegou.
DEU A GOTA SERENA - Encrencou; fodeu; a coisa pegou
DEU FÉ – Prestou a atenção (“Quando ele deu fé a coisa aconteceu”)
DEU MANDÚ - Deu problema, pegou, agora fodeu
DEU O BUTE - Agora encrencou, nem para frente nem para atrás, fodeu;
DEVER - Lição de casa. Tarefa escolar feita em casa.
DIA DOS ANOS Data do aniversário.
DIABEISSO! - Que diabo e isso! Expressão de espanto.
DIABINHO MALUCO - Um tipo de busca-pé (artefato pirotécnico) pequeno, sem bomba, usado nas festas juninas, principalmente pelas
crianças.
DIACHO - Diabo.
DISTRENADO - Sem graça. "Fica todo distrenado quando elogiado".
DISTRENADO – Sem preparo, Inexperiente
DOR-DE-CORNO - Dor de cotovelo. Tristeza de amor.
DOR-DE-FACÃO - Dor-de-veado. Dor pontiaguda e forte que se manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de algum esforço físico intenso.
DOR-DE-MULHER - Cólica menstrual.
DOR-DE-VEADO - Dor-de-facão. Dor pontiaguda e forte que se manifesta do lado direito do abdome, na altura do baço, resultante de
algum esforço físico intenso.
DOR-D'OLHOS - Dor nos olhos causada por afecções (conjuntivite).
DOZE HORAS - Em Sergipe é muito usada tanto para meio-dia  como para meia-noite.

E
É DE LASCAR – Tá danado.
E FOI, FOI? - É mesmo?
É NÃO - Não é. O nordestino, inclusive o sergipano, fala o verbo antes do advérbio.
É O BRINCO - Expressão idiomática que quer dizer que uma coisa é muito estimada.
É O MENOR PREÇO? Frase usada pelo freguês para pechinchar.
É PINTO – É moleza, fácil.
ÉGUA - Meretriz. Prostituta.
EITA - (Êitcha) Eta. Palavra usada para expressar admiração, alegria, dificuldade, espanto, surpresa, susto, etc.
EM VISTA - Diante.
EMBOLÉU – À toa, desprezado; pessoa jogada (Fulano vive aos emboléu).
EMBUCHADA - 1. Pessoa aborrecida ou com raiva. 2. Mulher grávida.
EMBURACAR – Entrar sem pedir licença.
EMPALHANDO - Tomando o tempo de alguém.
EMPANZINADO - Empanturrado. Com o estômago cheio de comida.
EMPAPADO - Que comeu alem da conta; Ver "Empazinado"
EMPARELHADO - Ao lado de. Lado a lado.
EMPATA FODA - Chato que fica atrapalhando o namoro do casal.
EMPATAR - Atrapalhar, dificultar, perturbar.
EMPENCADO - Acompanhado de um monte de gente.
EMPERIQUITADO - Enfeitado demais.
EMPESTEAR - Deixar um cheiro forte por onde passa ou fica.
EMPOMBAR – Reticente, Empacar
EMPRENHAR - Engravidar.
EMPRENHAR PELOS OUVIDOS - Acreditar em fofocas.
EMPRIQUITAR - Cismar, não aceitar.
ENBURACAR – Entrar sem licença.
ENCAFIFAR - Desconfiar. Ficar intrigado ou pensativo.
ENCANDEAR - Brilhar, ofuscar.
ENCANGADO - Indivíduo que anda sempre junto com outro.
ENCANGAR GRILO - Ócio, coçar o saco
ENCAPOTAR - Colocar capa ou casaco
ENCARCAR - Encalcar, calcar, apertar, comprimir, forçar.
ENCARDIR – Sujar muito
ENCARNADO - Cor vermelha
ENCASQUETAR – Implicar, Peitar, Cismar
ENCOSTADO - 1. Fora de atividade, licenciado. 2. Preguiçoso.
ENCRUADO - Que fica muito tempo sem ter relações sexuais. Difícil de sair.
ENDIREITAR - Acertar, arrumar, consertar, corrigir, colocar direito, retomar ao rumo certo.
ENFADADO - Cansado.
ENGABELAR - Enganar, iludir.
ENGEAR (ENJIAR) - Engelhar, enrugar.
ENGODO - Isca para pescar camarão.
ENGOMAR - Passar roupa.
ENGROSSANTE - Gogó. Creme ralo feito com leite, farinha de mandioca, amido de milho ou creme de arroz servido em mamadeira.
ENGUIAR - (pronuncia-se a letra u) Engulhar. Sentir ânsia, enjôo, náuseas. Vomitar.
ENJEITAR - Abandonar, desprezar, recusar, rejeitar.
ENRICAR - Enriquecer.
ENSACAR - Colocar a camisa por dentro da calça.
ENTERTELA - Entretela. Pano enfiado entre o forro e o tecido de uma roupa. Geralmente é usado no pescoço ou na cintura.
ENTERTELADO - Entretelado. 1. Bem arrumado, com gravata, com a gola da roupa apertada no pescoço. 2. Com pano enfiado entre o
forro e o tecido de uma roupa. Geralmente, o pano é usado no pescoço ou na cintura.
ENTOJADO - Farto de tanto comer.
ENTOJAR - Enjoar. Sentir enjôo.
ENTOJO - (tô) Enjôo de mulher grávida.
ENTREVADO - Paralisado, paralítico.
ENTRONCHADO - Torto.
ENTRONCHAR - Desalinhar, entortar.
ENTROU COMO UMA BUFA E SAIU COMO UM PEIDO! - Entrou e saiu rapidamente.
ENTROUXADO - Amontoado, bagunçado. Como uma trouxa de roupas.
ENTUFADO - Amuado, emburrado, zangado.
ENVERGAR - Curvar, vergar.
ENXERIDA – Mulher galinha.
ENXERIDO - Atrevido, intrometido, metido, ousado.
ERRADO - 1. Indivíduo que não age corretamente. 2. Encabulado,
envergonhado.
ESBREGUE - Bronca, repreensão.
ESCALDA-PÉS - Banho medicinal que se dá aos pés com água bem quente.
ESCAMBAU - Etc
ESCANCARAR - Exibir, mostrar.
ESCANGALHAR - Arruinar, bagunçar, estragar.
ESCAPULIR - Escapar, fugir.
ESCROTO - Bom de briga; cafajeste.
ESFARRAPADO - Mal vestido. Que tem a roupa em farrapos.
ESGARÇAR - Abrir, desfiar o tecido.
ESGOELAR - Gritar.
ESMOLAMBADO (MU) Mal vestido.
ESMOLER - (êsmolér) Mendigo, pedinte.
ESPADA - Artefato pirotécnico preso a uma haste de madeira, que é usado como arma na guerra de espadas realizada durante as festas juninas.
ESPARRELA – Enganação
ESPEVITADO - Ágil, esperto, inquieto, malandro.
ESPIAR - Observar, olhar, ver, verificar.
ESPINHAÇO – Coluna vertebral
ESPINHELA CAÍDA Dor nos ossos peitorais.
ESPIRITADO - Escandaloso. Extrovertido.
ESQUENTE – Moletom, malha de ginástica; Jogging.
ESTILAR - Escorrer líquido do nariz.
ESTRIBADO - Cheio da grana.
ESTROVENGA - Um tipo de foice pequena de dois gumes.
ESTRUPÍCIO - Pessoa enrolada, mulher feia (Cambão)
ESTUPOR BALAIO - 1. Infarto. Morte. Paralisia repentina. 2. Pessoa feia. 3. Expressão usada quando a pessoa se irrita com algum objeto
ou alguma situação.
ESTUPORADO - Estragado, gasto, em mal estado.
ESTUPORAR - 1. Consumir ou gastar muito. Desperdiçar dinheiro. 2.
Sair com pressa.
ETA-PEGA - (Êta-pêga) Expressão usada quando a pessoa se espanta ou tem uma surpresa.surpeendente.


(NE – Foram transcritas apenas as letras A-E  nesta edição. Posteriormente, concluiremos o texto).
Este material foi pesquisado pelo paraibano de Campina Grande e radicado em Maceió:
 Gilberto Albuquerque, a partir de textos colhidos da internet a aprofundada pela vivência pessoal.

 
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