O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015
Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2016
Jornal Março/Abril de 2016
Jornal Maio/Junho de 2016
Jornal Julho/Agosto de 2016
Jornal Setembro/Outubro de 2016
Jornal Novembro/Dezembro de 2016


Jornal da Gíria Ano XVIII- Nº108 – Janeiro e Fevereiro de 2017
 

giria

Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

 

AS GÍRIAS DE 2016. ANO DA VIRADA NA GIRIA. A INTERNET COMEÇA A DOMINAR A GIRIA

 
Os centros emissores de gírias no Brasil são, pela ordem, Rio de Janeiro. São Paulo e Brasilia.

Brasilia entra, como Pilatos no credo, pela forte presença da política na vida dos brasileiros, de resto mais intensa na Avenida Paulista, em São Paulo, na 

Avenida Atlantica , no Rio de Janeiro, no Congresso e no Executivo, em Brasilia, e no Quartel de General de combate ao “petróleo” em Curitba e 

no enfrentamento da “Orcrim”, gíria do crime organizado.

Até 2016, o meio principal de difusão de gírias era a televisão. Principalmente nas novelas e nos programas “populares”. A tevê resistiu por cinco décadas 

em adotar a linguagem popular, na forma em que a audiência exige para entender o que se passa. Os programas produzidos em Sao Paulo tem forte impacto 

da gíria paulistana ou paulista, inclusive com os recentes regionalismos do interior; Os produzidos no Rio de Janeiro se encarregam de difundir as gíria dos grupos 

que tem o alto patrocínio do narcotráfico  e toneladas de termos e expressões chulas com desabridas mensagens pornográficas nos ‘esquentas”., palco .

Agora, a televisão escancarou geral, de olho nas comunidades e nas periferias e nas linguagens da contracultura e da subcultura, nos vieses, do  funk , do rap.

O jornal , comprometido historicamente, com a linguagem padrão sempre que usava a gíria colocava a dita cuja em negrito ou sublinhada. Mas o jornalão foi 

perdendo força para os jornalecos ou os os jornais populares, de sangue, mulher pelada e futebol, onde a agiria deita e rola, faz barba, cabelo e bigode. 

É importante assinalar que os jornalecos, os tabloides, das classes CDE, eram . na sua maioria, de propriedade dos jornalões, que se voltavam para a classe AB

Como fora, o radio, os jornais populares e as revistas.

Em 2016, as “redes sociais” assumiram o comando. E numa velocidade do raio, do som, do Usaim Bolt.

As “redes sociais” popularizaram ,  banalizaram e escracharam a gíria.

A “linguagem do malandro”, com seu folclore e sua esperteza, com o mau-caráter educado e civilizado, com seu jeitinho e sua criatividade, sua identificação com a necessidade 

de quebrar os rígidos paradigmas e  padrões sociais, foi praticamente substituída por uma linguagem que não tendo compromissso com a língua também não tem outros compromissos com o futuro de nossa civilização.

Criou-se uma nova linguagem, tal qual como prevíamos 20 anos atrás: as transformações da Internet seriam contundentes em relação à linguagem e, como está em processo,  não podemos imaginar em que vai resultar.

Não ouso.

Antes dizíamos que o Brasil tinha baixos níveis de  leitura.

Um só jornal do Japão imprimia tres vezes mais do que todos os jornais brasileiros juntos.

Os jornalões estão morrendo. As livrarias estão fechando. As bancas de jornais hoje vendem gás, agua mineral e jogo do bicho. Em Buyzios, badalado balneário da Região dos Lagos. Mp Rio de Janeiro,  

não tem livrarias nem banca de jornais!

A tiragem de um livro no Brasil está abaixo de 1/2/3 mil exemplares. Acima disso, só Paulo Coelho, Jo Soares, padre Marcelo, Augusto Cury. Pouquíssimos membros da Academia Brasileira de Letras vendem mais exemplares do que isso.

Com a Internet avançando de forma avassaladora e intensa, foram divulgados os dados das notas de português nos cursos do ensino médio que desnudaram os horrendos níveis de nossos sistema educional e cultura que ameaçam o futuro da língua no país.

Estamos no fundo do poço.

Os leitores do JORNAL DA GIRIIA testemunharam meus protestos junto a Academia Brasileira de Letras e aos MInistérios da Educação e Cultura pelo desleixo em defesa da língua, pela omissão em defesa da língua, 

pela ausência de uma política de defesa da língua.

As principais gírias de 2016

Lava a jato – Operação da PoliciaFederal , do Ministério Público Federal e da Magistratura (Juiz Sergio Moro), para desmantelar a maior quadrilha de corrupção do mundo Ocidental, montada pelo OT, PMDB e PR , sob comando de Lula .

Petralhas – gíria de Reinaldo Azevedo para designar os petistas.

Petrolão – designa a roubalheira das empreiteiras da Petrobrás e a corrupção dos partidos PT, PMDB, PR.

Orcrim – gíria que designa a organização criminosa criada pelo PT e por Lula.

Japones da federal – policial federal que aparecia nas prisões do petrólão como “pirata”.

Coxinha – gíria nascida em São Paulo para designar os líderes dos movimentos de protestos contra Dilma, Lula, PT e Temer.

Sanduiche de mortandela – gíria nascida em Brasilia , com o governo que distribuia passagem, hospedagem e sanduiche de mortandela para  os participantes das “manifestações espontâneas” em defesa do `PT,de Dilma e Lula;

Pixuleco 1-  gíria  nascida em São Paulo com um boneco de Lula em uniforme de presidiário;

Pixuleco 2 – Para João Vacari Neto, tesoureiro do PT, dinheiro da corrupção, propina.

Juizeco-  gíria nascida em Brasilia com a desqualificação de juiz que afrontou o senador Renan Calheiros.

Casinha – gíria de Vanderlei Luxeburgo,no futebol, que mandava armar a  defesa, a casinha.

Sofrencia – gíria de musica sertaneja sobre cornos, maridos e noivo traidos.

 
ISTO É QUE É «CULTURA!!!»

 UMA ANEDOTA COM UM CERTO NÍVEL LITERÁRIO, CONVENHAMOS...

 

"E assim se fala em bom português!" 

 
”A ESTRANHA BELEZA DA LÍNGUA PORTUGUESA”

 
“Este texto é dos melhores registros de língua portuguesa que eu tenho lido sobre a nossa 

digníssima 'língua de Camões', a tal que tem fama de ser pérfida, infiel ou traiçoeira. “

Um político que estava em plena campanha chegou a uma pequena cidade, subiu para o 

palanque e começou o discurso:

Compatriotas”, “companheiros”, “amigos”! Encontramo-nos aqui, “convocados, “reunidos” 

ou “juntos” para “debater”, “tratar” ou “discutir” um “tópico”, “tema” ou “assunto”, o qual me parece

transcendente”, “importante” ou de “vida ou morte”.O “tópico”, “tema” ou “assunto” que hoje nos “convoca”, 

reúne” ou “junta” é a minha “postulação”, “aspiração” ou “candidatura” a Presidente da Câmara deste Município.
 

De repente, uma pessoa do público pergunta:

 - Ouça lá, porque é que o senhor utiliza sempre três palavras, para dizer a mesma coisa? O candidato respondeu:

- Pois veja, caro senhor: a primeira palavra é para pessoas com nível cultural muito alto, como intelectuais em geral; 

a segunda é para pessoas com um nível cultural médio, como o senhor e a maioria dos que  estão aqui; a terceira

palavra é para pessoas que têm um nível cultural muito baixo, pelo chão, digamos, como aquele alcoólico, ali deitado

na esquina.

De imediato, o alcoólico levanta-se a cambalear e 'atira':

 - Senhor “postulante”, “aspirante” ou “candidato”:(hic) o “fato”, “circunstância” ou “razão” 

pela qual me encontro num estado “etílico”, “alcoolizado” ou “mamado” (hic), não “implica”,

significa”, ou “quer dizer” que o meu nível (hic) cultural seja ”ínfimo”, “baixo” ou mesmo “rasca” (hic).

E com todo areverência”, “estima” ou “respeito” que o senhor me merece (hic) pode ir “agrupando”,

reunindo” ou “juntando” (hic) os seus “haveres”, “coisas” ou “bagulhos” (hic) e “encaminhar-se”, “dirigir-se” 

ou “ir direitinho” (hic) à “leviana da sua progenitora”, à “mundana da sua mãe biológica” ou à “puta que o pariu”!

 

AS GÍRIAS DA INTERNET , POR LUCAS CASTILHO, A QUEM PEÇO LICENÇA PARA REPERCUTIR.


Algumas você já deve conhecer, outras estão * apenas * começando sua jornada nesse mundo destruidor chamado internet. 

1.Sambar.

Muito mais do que um estilo de dança, na internet quando alguém “samba” é por que está arrasando, fazendo algo incrível. Basicamente “sambar” é “pisar nas inimigas”, mas isso já é outra gíria…

 2. Shippar.

Da palavra estrangeira relationship, “shippar” significa mostrar sua aprovação por algum casal, seja ele de amigos ou de namorados. Geralmente quando alguém “shippa” algo, está se referindo a personagens de séries e novelas ou ídolos adolescentes.

 3. Trollar.

Essa palavra já é quase como um neologismo e foi parar até mesmo na Globo, no programa “Tomara Que Caia”. É o mesmo que aprontar algo com alguém. O autor da “trollagem” é chamado de “Troll”. 

 4. Fandom.

Se você é fã da Lady Gaga, por exemplo, faz parte do fandom chamado “Little Monsters”. O mesmo vale para quem ama o One Direction, as “Directioners”. Fandom é uma comunidade de quem gosta de algo em comum. Podem ser astros pop, podem ser selos.🙂

 5. Morta.

Essa palavra você certamente conhece, mas na internet ela ganha outro sentido (ou vários). Geralmente é usada quando alguém não está acreditando em alguma coisa, mas também serve para expressar que você só está cansada mesmo! Agora, não confunda com a expressão “Queria estar morta”, que foi criada a partir de uma desastrosa entrevista dada por Lana Del Rey. “QEM” caiu na boca dos ~ internautas ~ e é uma frase que pode ser encaixada em qualquer conversa na qual a pessoa expresse o seu descontentamento com algo. 

 6. Melhore.

Essa é autoexplicativa. Muito usada pelos “haters”, que são pessoas que odeiam algo (ou tudo rs), para chamar a atenção de alguém que fez alguma coisa supostamente ruim.

 7. Miga.

Serve para tudo e para todos. Não tem gênero. Miga é miga e é basicamente a nova “BFF”.

 8. Destruir.

Essa palavra saiu diretamente do pajubá, vocabulário gay, para a boca da maioria dos millenials e não deve ser entendida ao pé da letra. Na internet, significa tombar, arrasar, “pisar nas inimigas”, ser incrível, ser totalmente demais, enfim, destruir. 

 9. Poser.

Essa é velha e umas das preferidas dos adolescentes! É usada para simplesmente designar aquela pessoa que quer parecer algo que não é, ou seja: quase todo mundo na internet.

 10. Flop.

Quando algo não dá certo isso é considerado um “flop”. Saiu diretamente do cotidiano dos fóruns de música pop para o cotidiano da família tradicional brasileira.

 11. Choque.

Quando algo vai ser incrível essa coisa será “choque”. Se quiser dar ênfase use a expressão completa: “choque de monstro”

 12. SQN.

Usada no fim de frases irônicas, SQN” significa “Só que não”. Simples assim!

 13. Fail.

Em tradução livre do inglês para o português, “fail” quer dizer “falha”. E é isso mesmo!

 14. Goals.

Usada como complemento de algo que você almeja. Por exemplo, se a sua ideia de vida perfeita é fazer parte do grupo de garotas da Taylor Swift, chamado de “esquadrão”, a hashtag usada deverá ser “squadgoals” ou “sisterhoodgoals”. 

 15. Obri.

Ai, a eterna preguiça de digitar! Obri nada mais é do que “Obrigado”, tá?!

 16. NSFW.

Antes da internet provavelmente foi criado o pornô. Brincadeiras à parte, NSFW significa “Not Safe For Work” e serve para indicar que certo conteúdo que está sendo apresentado na rede mundial de computadores não é indicado para acessar no trabalho. Tirem as crianças da sala.

 17. Snap.

Nada a ver com estalar os dedos! Snaps são as fotos e vídeos que você faz no seu Snapchat.

 18. YAAAAS.

Usada para demonstrar sua aprovação por algo ou alguém. Acredita-se que tenha surgido por causa desse vídeo.

 19. Bafonzera.

Criada a partir do neologismo “bafo”, “bafonzera” significa que algo é espetacular, extraordinário.

 20. 9vinha.

As “novinhas” e os “novinhos” da internet são os brotos e brasas de outrora. Os jovens!

 21. Aquelas.

Pronome demonstrativo? Humpf! Não na internet! A palavra é normalmente usada no fim de frases irônicas ou no fim de frases que foram ditas no calor do momento. Por exemplo, “Sou um pinguim… Aqueles”.

 22. VLW, FLWS.

“Valeu, Falou”.

 23. Nudes.

Fotos com conteúdo NSFW (ver item 16).

 24. RBF.

RBF, ou “Resting Bitch Face”, que significa “cara de uó”, é uma gíria usada para designar aquelas pessoas que sempre fazem cara de paisagem ou nunca parecem felizes. Mas acredite: muitas vezes elas são apenas desse jeito e não estão fazendo “carão”. 

 25. APENAS.

Palavra obrigatória na internet e usada apenas para reafirmar opiniões.

 26. AMR.

77Amor, mores, mor… Normalmente vem acompanhada de certa ironia ou desdém.

 27. Lacrar.

 


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Descrição: http://www.cruiser.com.br/giria/Image22.jpg

 


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