O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015
Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2016
Jornal Março/Abril de 2016
Jornal Maio/Junho de 2016
Jornal Julho/Agosto de 2016
Jornal Setembro/Outubro de 2016
Jornal Novembro/Dezembro de 2016
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2017
Jornal Março/Abril de 2017
Jornal Maio/Junho de 2017
Jornal Julho/Agosto de 2017
Jornal Setembro/Outubro de 2017
Jornal Novembro/Dezembro de 2017


Jornal da Gíria Ano XIX- Nº114 – Janeiro e Fevereiro de 2018
 


Visite o nosso Facebook, com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Clique nos ícones abaixo e veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre a língua portuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

O Dicionário de Gíria visto por internautas.

 

O Google Analytics me informou que o meu site dicionariodegiria.com.br ou cruiser.com.br/gíria onde publico há 14 anos o Jornal da Giíia que 
passou dos 630 mil acessos já foi visitado por nacionais de mais de 50 paises e por brasileiros de de mais de 500 cidades.
Cito as principais cidades brasileiras , por peso de acessos: São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Niterói, Goiânia, Porto Alegre, Fortaleza,
Jacobina, Natal, Belém, Sãro Bernardo do Campo, Manaus, Florianópolis, São Luís, Uberlândia, Americana, São José dos Campos, João Pessoa, Recife, Campinas e Osasco.

Estou pensando na 9a. edição do meu Dicionário de Gíria, cuja capa ficou pronta na Oficina do Audifax, de Fortaleza, obtive o ISBN da Biblioteca Nacional e está em fase de editoração
até 15 de dezembro. Em seguida, vou imprimir e abrir a venda antecipada.
Haverá lançamento no Rio de Janeiro e em Brasília, por enquanto.
Temo que chegue a 900 páginas.
Terá mais de 34 mil gírias do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique,. Terá gírias de todos os Estados, de todas as tribos, raças..., cores, idades, sexo, escolaridade, renda. Gírias de quem pouco lê e conhece a língua culta ou padrão.
Espero assim ter dado minha contribuição para trazer a gíria, a 2a. língua falada pelos brasileiros, ao nível de seriedade e respeito que merecem os que dela usam para dar sentido às suas vidas.
Aguardem um pouco mais,.

A 9ª; edição do Dicionário de Gíria está chegando.

 

Dicionário de Gíria

 

Vejam a edição de setembro outubro do Jornal da Giria., está no ar nos sites www.cruisercom.br/giria ou dicionariodegiria.com.br

Pela primeira vez , escrevo sobre a gíria das Redes Sociais, rica e criativa, presente na vida dos brasileiros que invadiram as redes.

Informo que na próxima edição do Dicionário de Gíria, a 9a. em editoração - muitas das gírias registradas no Jornal da Gíria estarão 

dicionarizadas para desespero dos puristas da língua.


 

Dicionário de Gíria

Na nova edição do meu Dicionário de Giria, a 9a. que sendo ultimada, já com mais de 34 mil verbetes, com capa pronta, buscando agora o ISBN, já incorporei 200 expressões inglesas usais da Web, do Face, do Whatsapp e do Istagram do do Twiter

. Em outras épocas, o Brasil incorporou a lingua portuguesa, como neologismos (palavras novas) de outras idiomas, que foram dicionarizadas ou não. São contribuições em  inglês. francês, italiano e espanhol/castellano. Nem por isso a língua portuguesa foi abalada,

 

Dicionário de Gíria

Caros amigos
estou ultimando a 9a. edição do meu Dicionário de Giria.
Talvez seja a última. Terá 40 mil gírias do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique.Claro que nao cobrirei todo o universo, mesmo porque nao estive em Angola e Moçambique.
Veja mais sobre giria no meu site
www.dicionariodegiria,com.br ou...
www.cruiser.com.br;gíria.
Se quiiser mandar gírias mande por aqui ou pelo site do Jornal da Giria

9ª.edição do Dicionário de Gíria já tem formatação definitiva

O texto já foi montado com cerca de 900 páginas

O Dicionário cresceu em relação a edição anterior, atualizando  com novos verbetes de Portugal, Angola e Moçambique,

Foram incorporadas gírias de todos os estados brasileiros. Diga-se de passagem que no erritório livre da internet , nestes 14 anos, houve um vertiginoso crescimento da fronteira gíria.

Antes, por anos a fio, dominamos o mercado praticamente sozinhos. Inúmeros sites foram criados com as girias dos estados, que tambem sao regionalismos.  Mas o crescimento digital não resultou na na inclusão escrita, em livros.

De qualquer forma, os espaços terriporiais estão bem marcados e demarcados.

Os que diziam que a Web mataria a gíria foram para o espaço.

O mesmo se dizia que a televisão engoliria o radio.   Diziam tambem que o Brasil teria uma lingua  púnica, pasteurizada pela globalização e pela Globo. Inventou-se até o modo de falar “global”;.

Os regionalismos estão saindo incolumes desta disputa e se afirmando cada vez mais. Até mesmo o caipirismo paulista está mais vivo do que nunca.

Aguardem o Dicionário ainda no 1º. Trimestre de 2018.

Muito  breve voltaremos abrindo subscrição para venda antecipada.

Estamos examinando a possibilidade de lança uma edição digital, mas o projeto não está fechado,

 Níveis insatisfatórios de alfabetização em Língua Portuguesa e Matemática  

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Os resultados da Avaliação Nacional de Alfabetização de 2016, divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, o Inep, aponta que 54,73% dos estudantes acima dos 8 anos, faixa etária de 90% dos avaliados, 

permanecem em níveis insuficientes de leitura, ou seja, nos níveis 1 e 2, que são elementares. Outros 45,2% dos estudantes avaliados obtiveram níveis satisfatórios em leitura, com desempenho nos níveis 3, que significa adequado, e 4, que é o desejável.

Já no que se refere a avaliação da escrita, 66,15% dos estudantes estão nos níveis 4 e 5, ou seja, adequados ou desejáveis, e 33,95% dos estudantes ainda estão nos níveis insuficientes: 1, 2 e 3, que são os elementares. Quando o assunto é matemática, mais da metade dos estudantes brasileiros,

54,4%, ainda está abaixo do desempenho desejável. No total, foram avaliadas quase 49 mil escolas, mais de 106 mil turmas e mais de 2 milhões e 200 mil estudantes.

Com o intuito de reverter este quadro de baixos índices registrados, o Ministério da Educação lançou, a Política Nacional de Alfabetização. Trata-se de um conjunto de iniciativas que envolvem a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a formação de professores, o protagonismo das redes e o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD).

Quem dá mais detalhes é a ministra interina de Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

“É um programa de apoio aos Estados e municípios às turmas do primeiro e segundo anos, com materiais didáticos de apoio, de acordo com a escolha dos Estados e dos municípios; um apoio para o professor assistente, que será um apoiador na sala de aula, do professor regente de classe; e formação continuada em serviço.”

Segundo a presidente do Inep, Maria Inês Fini, todas estas iniciativas devem refletir em uma mudança dentro de sala de aula.

“Todas estas medidas vão privilegiar o processo de alfabetização. Acredito que o foco na formação inicial e continuada de todos os professores que estão atuando, nós vamos reverter este quadro.”

De acordo com o Ministério da Educação, também será criado o Programa Mais Alfabetização, que deve atender, a partir de 2018, 4 milhões e seiscentos mil alunos, com a presença de assistentes de alfabetização, que vão trabalhar em conjunto com os professores em sala de aula. O investimento será de R$ 523 milhões em 2018.

CoUaueé, o meu Kimbundo está a desaparecer

16 de Novembro, 2017

Manuel Correia |

Cada vez mais e à medida que os anos vão passando, tem estado a aumentar a minha preocupação relativamente à perda de valores morais e cívicos na nossa sociedade.

Essa preocupação aumenta, em igual ou maior proporção, quando me apercebo que, ao longo dos anos, vamos também perdendo um dos maiores patrimónios que os nossos antepassados nos deixaram: que é a língua materna. E referindo-me particularmente às regiões  de Luanda, Bengo, Cuanza-Norte, Malanje e parte do Cuanza-Sul, já devem imaginar que devo estar a falar da língua nacional  kimbundo.
E porque é que a minha preocupação se incide particularmente sobre o kimbundo? Não será por qualquer motivação de índole tribal ou regional,   longe disso, mas tão somente porque  este é o idioma que mais vai perdendo falantes, em detrimento do umbundo ou do kikongo, por exemplo.
Na minha modesta opinião, o que levou a que a língua kimbundo chegasse a este estado de coisas terá sido o facto de a grande maioria dos integrantes deste grupo etno-linguístico, das gerações passadas e actuais, a partir mais ou menos dos anos 30, principalmente aqui na região de Luanda, terem um certo complexo ou resistência em falar esta língua nacional.
Senão vejamos: o pouco kimbundo que sei falar, ou melhor, que percebo ou entendo hoje, devo à minha falecida avó materna, que coabitou alguns (não tantos) anos connosco, porque os meus pais, apesar de saberem falar a língua, não a praticavam, principalmente em casa. Talvez na igreja falassem um pouco. E o que ocorreu no seio da minha família neste quesito, também terá acontecido com 

milhares de outras que viviam e ainda vivem nesta grande metrópole que é Luanda.
Estes factores constituem pontos de estrangulamento que conduzem à degradação cada vez mais acentuada e perigam a preservação do património comum dos povos das regiões que citei.
Esta situação contrasta, de forma acentuada com o que eu tenho tido o grato prazer de observar nos últimos tempos, em determinados canais televisivos; primeiro por via de novelas brasileiras que a nossa TPA tem estado a transmitir e também através de programas informativos e de entretenimento de canais de televisão deste país da América do Sul, expressões em kimbundo, ditas por actores de novelas, ou apresentadores de programas televisivos (todos eles cidadãos brasileiros).
Não parece um tremendo paradoxo constatarmos que cidadãos de outro lado do Oceano Atlântico, que não são africanos, mas descendentes dos nossos antepassados que há mais de 300 anos atrás aportaram naquelas terras na condição de escravos, ainda hoje preservam termos da língua kimbundo para aí levados pelos nossos ancestrais!?
Já ouvi, por exemplo, em novelas brasileiras a seguinte expressão: “Vai na “venda” (loja) do sô fulano comprar” isto ou aquilo. À semelhança do que  a minha avó dizia em kimbundo, quando me mandasse  à loja da esquina:”Ndé mu venda ngana Fonseca ku sumba fadinha”, traduzindo para português: “vai à loja do sr Fonseca comprar farinha”.  Como podemos observar, nos dois exemplos, a palavra “venda” (loja) está presente.
Outro exemplo que podemos usar aqui para ilustrar o quanto os brasileiros primam por preservar expressões de origem kimbundo é o termo “maconha” (liamba), que terá resultado da palavra “makanha” (tabaco em folhas da planta com o mesmo nome, que depois de secas os nossos ancestrais enrolavam-nas em pequenas porções e transformavam-nas em cigarro). Ainda hoje muitos dos nossos avós ou bisavós fumadores  utilizam este método em determinadas regiões do nosso país.

Alguns deles, fumavam com a parte acesa no interior da  boca. Devem imaginar de que cor ficavam os dentes depois de vários anos de consumo desse tabaco nessas condições.
Muitos outros exemplos podemos espelhar como (desculpem¬-me a expressão): “olha ele, está pegando na bunda dela”!… O que os irmãos brasileiros designam de “bunda” é o equivalente a “mbunda” em kimbudo, que quer dizer, no português falado em Angola, nádegas, ancas, rabo, traseiro e que os do outro lado do Oceano designam também de “bumbum”.
Outros exemplos ainda poderíamos apontar, como um que foi dito por um apresentador conceituado de uma das maiores redes de televisão, ao divulgar excertos de um vídeo que foi viral nas redes sociais naquele país, no qual um adolescente de dez anos dizia disparates enquanto conduzia o carro da mãe dele. Dizia o apresentador: “0lhem o garoto xingando! E continua xingando”…
Para quem não sabe, a expressão “xingando”, a que aquele apresentador se referia, é derivada da palavra  kimbundoku xinga” (acto de disparatar, de dizer asneiras).
Para melhor ilustrar o significado da palavra xingar, limito-me a acrescentar: “Ngondo ku kinga o jindaka”… (vou disparatar-te)…
Outros exemplos ainda são que tanto os escravos idos de Angola e de outros países africanos não só contribuíram de forma exponencial para o desenvolvimento económico do Brasil e de outros países das Américas, mas também para a sua riqueza cultural, são os instrumentos musicais tradicionais levados além-mar pelos nossos antepassados.
De entre estes podemos citar do hungo (birimbau para os brasileiros), a puíta (cuica para eles), e muitos outros, sem falar da “capoeira”, que também foi levada daqui pelos nossos compatriotas que lá foram transformados em escravos (que era um misto de dança, modalidade recreativa e desportiva, mas que acima de tudo era uma forma disfarçada de se defenderem e de lutarem contra os opressores de então).
Será que vamos a tempo de salvar o nosso kimbundo?

 Entenda algumas expressões do português angolano

Letra A:

A dar corda - avançar.
Aiuê - expressão de dor, de aflição, muito utilizada em momentos de tristeza.
Aí tem gato: aí tem rolo.
Afobado: com fome.
Aldrabar – enganar.
Aldrabão - enganador.
Aldrabona - enganadora
Amarrotar o miúdo - bater no garoto.
Ao lume - ao fogo.
Apetecer – despertar interesse; agradar, cobiçar, pretender.
Armado em carapau de corrida: alguém que se julga mais esperto do que os outros.
Arrefecer - esfriar
Asparvo – tolo.
Aterrou - aterrisou.
Auto-carro – ônibus
Avariado:  estragado, danificado
À sua cota - à sua mãe

 

Letra B:

Baba de camelo - doce típico angolano.
Babulo – tem problema.
Baliza: limite
Bangão - vaidoso.
Bassula - arte marcial angolana.
Bate-chapas - pejorativo para fotógrafa.
Baza - cai fora
Bazamos: saimos
Bazar (“Eu vou bazar”) – “eu vou sair”.
Bazeza –   tolo, bobo, idiota.
Bazo – saio
Beber umas birras – beber umas cervejas.
Bedelho: intrometer-se.
Birra – cerveja
Bisno – fazer negócio.
Boaido – bêbado.
Boda – festa
Boelos: ridículos, fora de moda, ultrapassados
Boleia - carona, transporte gratuito no veículo de outra pessoa.
Borrifado: não se interessar por algo
Bué ou bwe – muito.
Bué de coisas ou bwe de coisas - muitas coisas.
Buelo:  ridículo, fora de moda, ultrapassado

 

Letra C:

Cabaz - cesta básica ou cesta de natal.
Cabo Snoop – músico angolano.
Cacimbo - em alguns lugares de Angola é associado a inverno. Em outros, é associado a nevoeiro.
Caenche - homem musculoso, forte, malhado.
Cabeça de ginguba - cabeça de amendoim.
Cabrité - churrascos feitos na rua de cabrito e frango (tipo nosso churrasquinho de "gato").
Calema - agitação marítima, confrontar
Calhar - ao acaso
Calhau - pessoa com pouca capacidade
Calulú - prato típico da costa angolana
Calundu - espírito de elevada hierarquia.
Camba - amigo.
Campônia - pejorativo para camponês.
Camba - amigo.
Candonga – veículo de cor azul e branco, utilizado como táxi. Presente nas 18 províncias de Angola.
Candongueiro – taxista.
Canuco - pessoa de pouca idade, jovem. 
Canuca - garota, pessoa de pouca idade, jovem.
Capixe: entendeu.
Carrinha – caminhonete.
Casas de banho - banheiros.
Catana - faca comprida e larga.
Catering – serviço de bufê.
Caxico - criado.
Chamou-me nomes - xingou-me.
Chávenas - xícaras
Cheio de pong - cheio de estilo.
Chibo – delator; o que denuncia.
Chupar - beber.
Coiso - denomina qualquer coisa, muitas vezes serve para chamar uma pessoa ou até mesmo é utilizada como verbo.
Comando - controle remoto.
Comba: velório na casa do morto em que se come e bebe.
Compincha - cúmplice.
Composito –  espécie de catálogo com fotos, um cartão de apresentação de modelos a agências e clientes.
Confusionista - confrontador. 
Contentor - container.
Contributo: (contribuição, ajuda).
Corrupio - rodopiar, andar à volta de algo.
Cota – pessoa mais velha.
Coxear - mancar
Cubico – pequeno cômodo.
Cubículo - dormitório.
Cumbu - dinheiro.
Curibota  - fofoqueiro
Coscuvilhar - bisbilhotar.

 

Letra D:

Dar cabo – destruir, dar fim.
Dar graxa: enaltecer de modo exagerado ou falso
Dar tímpano - dar ouvidos.
Dar uma nega – negar uma coisa ou situação.
De borla – de graça.
Deitou fora - jogou fora.
Desaustinado - desnorteado.
Desbobinar -  gíria – falar com raiva segredos íntimos
Descalabro - desgraça, prejuízo, dano (que vai gradualmente aumentando). Ruína, derrota.
Desenrascate - resolva-se.
Despedimento – demissão.
Dipanda – independência.
Disparate - expressão para absurdo; destituída de razão e de senso; algo despropositado e fora da realidade
Divo – nome da revista fictícia da novela Windeck, cujo dono é o personagem Xavier Voss.
Dos fardos - das feiras
Dreda: que agrada ou tem qualidades positivas
Dzumba malaica- expressão que se refere ao mau hálito, que também pode ser chamado de kibuzu.

 

Letra E:

Embrulhada - confusão. 
Emproada - vaidosa
Enervar – perder a calma; ficar irritado.
Engates – conquista, paquera
Engonhar: demorar muito tempo a fazer algo
Escusa - desculpa.
Esganado - esfomeado
Espezinhar – humilhar, desprezar.
Esquadra - delegacia de polícia.
Está na lona - estar sem dinheiro, exausto, gasto, pobre, sem recurso.
Está tudo sobre rodas – está tudo bem; tudo a deslizar.
Está de rastos – está cansado.
Estafeta - entregador.
Estoque de baldas - estoque de fuga ao trabalho.
Expedita –  aquela que age de forma ágil, hábil; ativa, diligente, desembaraçada.

 

Letra F:

Fado: destino, saudade, determinar a sorte de
Fatiota - traje
Fato completo – terno e gravata.
Fezada – sorte. Exemplo: O Henda é um rapaz de sorte!
Figas - amuletos.
Finória - mulher fina.
Fixe – legal, simpático, divertido, amigo
Flipado - perder a serenidade de forma repentina. 
Flipar - saltar, virar, ficar muito zangado ou muito entusiasmado.
Fobado: esfomeado
Fogareiro - taxista.
Frigorífico - geladeira.
Fuba - farinha de milho.
Funji - massa cozida angolana
Funjitos: massa cozida de fubá de mandioca ou de milho

Letra G:

Gabiru –   malandro, vígaro.
Gajos - rapazes.
Gelado - sorvete.
Gindungo - molho de pimenta caseira
Ginguba – amendoim
Gira – bonita.

Letra H:

 

Letra I:

Inganazambi: Deus.

Letra J:

Jindungo - prato típico angolano.
Jikulumessu: abrir os olhos/de olhos abertos

Letra K:

Kifufutila - sobremesa angolana.
Kilape – significa contrair uma dívida. Comprar fiado e não pagar.
Kuduro – gênero musical e dança muito popular, de origem angolana, que surgiu da fusão de várias influências, como zouk e hip-hop.
Kudurista – quem dança kuduro, ritmo típico de Angola.
Kumbu – dinheiro.
Kuzu:  prisão, cadeia ou penitenciária
Kwanza – moeda angolana.

 

Letra L:

Lambe-botas: puxa-saco, bajulador
Lambisgoia – mulher mexeriqueira, intrometida.
Levantar - receber.
Licenciado em curibotisse - licenciado em fofoca.
Lidas de casa - afazeres domésticos.
Loiça - louça.

Letra M:

Maca - problema.
Madié - rapaz.
Magalas – polícia, policiais.
Magoado - machucado 
Maia - atrapalha.
Manceba: mulher jovem, amante, concubina
Mangonheiro - preguiçoso.
Malaike – está mal. Exemplo: A Nadir, está com dores de cabeça, bem malaike.
Malembe-malembe – devagar  se chega ao longe
Malucada – diz-se de mulher que não tem juízo; louca, doida.
Mamã – mamãe.
Mambo – pode ser utilizado para exemplificar alguma coisa ou situação. Exemplo: Estás a ver como esse mambo é? Estás a ver como é este negócio?
Mamoite - pessoa mais velha. 
Mana Madó – expressão utilizada para pessoas, em especial mulheres, que “gostam de aparecer”.
Massa – dinheiro.
Mata-bichos - desjejum
Matumbo - ignorante.
Matumba - burra.
Mboa – dama, namorada ou mulher bonita
Melga – aquele que é chato ou inoportuno.
Meu Kota! Minha Kota! - expressão de respeito, que quer dizer Meu Velho! Minha Velha!
Mexericos - fofocas.
Miúda – criança, garota.
Miúdo – criança, garoto.
Mixórdia - misturada.
Moamba - comida típica com galinha ou peixe e óleo de dendém).
Monangambé – carregadora
Morada – endereço.
Morder meus calcanhares - pegar no meu pé
Moxico – província angolana.
Muamba calulú - prato angolano
Mufete - prato típico da culinária angolana. Trata-se de um peixe grelhado na brasa, acompanhado de feijão de óleo de palma (uma espécie de feijão fradinho, da culinária baiana, mas sem o camarão). O prato ainda conta com os acompanhamentos de mandioca assada, banana pão (conhecida aqui no Brasil como banana da terra) e batata doce. O peixe é coberto por um molho de cebola, temperado com vinagre.
Mujimbo - boato, fofoca.
Mussarela com fiambre - mussarela com presunto.
Musseque: bairro onde mora as pessoas mais carentes de Luanda.
Muzongue - prato típico angolano.

Letra N:

Não vou maia: não vou atrapalhar
Não tem macas - não há problemas.
Nabi – profeta hebreu
Nabo – pessoa estúpida, desastrada, desajeitada.
Ngana zambi - Deus.
Nos teus mambos - nas tuas coisas.
Nossa Senhora da Muxima – santa de grande devoção na África, Nossa Senhora da Conceição
Nossa relação está de luto – a relação está morrendo.

Letra O:

 

Letra P:

Pacóvia - pouco inteligente, ignorante; ingênua, simplória.
Pacóvio –  pessoa considerada ignorante e pouco inteligente; ingênua, simplória.
Pagar um copo - pagar uma bebida.
Paiado – aflito.
Panca: atração muito forte por algo ou alguém
Paragem – ponto de ônibus.
Parlapear - papear.
Partir o braço – significar que alguém está a extorquir, tirar vantagem. Exemplo: A Vitória Kajibanga está a partir o braço do Kiluanji! A Vitória Kajibanga está a tirar vantagem do Kiluanji.
Parva (o)- idiota, tola (o), pateta.
Parvalhão - tolo, idiota, pouco inteligente.
Parvinho - tolinho.
Parvoíce - ato pouco inteligente, idiotice, estupidez, tolice
Passadeira vermelha - tapete vermelho.
Pasta - massa. 
Pemba – ritual de umbanda
Pequeno almoço ou mato bicho - café da manhã.
Pindérica - miserável.
Pirosa - cafona.
Pompa: esplêndido
Por a pau – ter cuidado, pois se não o fizer pode haver consequências negativas.
Pousar minhas coisas - guardar minhas coisas
Prenda - presente.
Pula - branco.
Pulas - nome pejorativo para pessoa branca
Puto - garoto.

Letra Q:

Quilumba - moça
Quimbanda: curandeiro
Quinguila - mulher que troca dinheiro na rua
Quintetas salteadas - prato típico angolano
Quitaba - pasta de ginguba

Letra R:

Rapariga – moça, jovem, mulher nova
Raspanete: bronca.
Reformar - aposentar

Letra S:

Salamaleque: saudação; a paz esteja convosco
Salo - trabalho.
Salteadora - bandida.
Saluba: saudação pra Nanã, a mais velha das orixás
Sem dar cavaco - sem dar resposta.
Sida (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida) - Aids
Sítio - endereço, lugar, casa, moradia.
Soba – autoridade
Sumo – suco.
Swag - atitude, estilo, confiança em si mesmo

 Letra T:

Tabuleiro - bandeja.
Tarrachinha - dança típica de angola. 
Telemóvel – celular.
Tchila - curtir, curtição. 
Tipo porreiro - pessoa legal.
Tramado – prejudicado ou aflito por não ter solução para um problema.
Tramas - estraga.
Tugas - portugueses.

Letra U:

Umas botelhas - umas garrafas.

Letra V:

Vai dar bum - vai dar confusão.
Velhaca –  pessoa que usa de astúcia ou manha para enganar, traiçoeira, fingida.
Velho gingão - velho coxo.
Vivenda - sobrado.

Letra W:

Windeck - pessoa ambiciosa; quem não mede os meios para obter os fins.

Letra X:

Xinguilar: entrar em transe, ser atingido pelos espíritos.

 

Letra Y:

 

Letra Z:

Zuca:  gíria para brasileiro que mora no exterior
Zuelar – falar
Zunga: venda de produto de pouco valor, ou seja, vendedor ambulante.

 
 deposite aqui sua giria


Descrição: http://www.cruiser.com.br/giria/Image22.jpg

 


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