O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

ALíngua Portuguesa

Noperíodo medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português emdois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longodo seu período de formação, a contribuição de outras línguas,especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim eruditocontribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturaçãolingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotouvocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

Aslínguas no Brasil

Antesde 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

Alíngua portuguesa no Brasil

Osdescobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás,guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suaslínguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Sóno Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenascomeçaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com aslínguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com achegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo otráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e osdialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão,predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e noSul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte deGramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padreJosé de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e“Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índiosdeveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nospúlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha porobjetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar alíngua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da línguaportuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista daUnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileirosfalaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nosdebates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países,espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de500 mil palavras.
A 1ª edição do VocabulárioOrtográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na LínguaPortuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugalpor iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia dasCiências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugale não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergênciasortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergênciasortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira deLetras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovadooficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro dacomunidades dos países de língua portuguesa, tendo a AcademiaBrasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográficoda Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de VerificaçãoOrtográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário GeralAntonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas daOrtografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontrojuntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da LínguaPortuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde,Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, eestabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará emvigor em 1 de janeiro de 1994...

Háquem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é oOxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, ManuelViotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Comonascem as gírias.

Muitagente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas,encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pelamorfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra,palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases deefeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, umslogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

Amaior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente,como durante muito tempo se falou,mas Pneumoultramicroscopicossilico-vulvcanoconiotico, com 46 letras., quesignifica estado de que é acometido de uma doença rara provocada pelaaspiração de cinzas vulcânicas.

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"Estaobra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observaçãodo autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representandoapreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da AcademiaBrasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muitolealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interessepresente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mastambém para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
AntonioHouaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira deLetras."Gosteimuito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
MarcosVinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro daAcademia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando alinguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias,uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
DinoPretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui ealhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim deregistrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na suaprática coloquial cotidiana."
BlanchardGirão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longapesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado dobrasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G.Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador doBrasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário deGíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bomtermo.
OsvaldoDella Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra eGurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não rarotambém divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando oportuguês falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ouseja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestaçãosonora."
Editorialdo jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNALDA GÍRIA

JornalNovembro de 1999
JornalDezembro de 1999
JornalJaneiro de 2000
JornalFevereiro de 2000
JornalMarço de 2000
JornalAbril de 2000
JornalMaio/Junho de 2000
JornalJulho/Agosto de 2000
JornalSetembro/Outubro de 2000
JornalJaneiro/Fevereiro de 2001
JornalMarço/Abril de 2001
JornalMaio/Junho de 2001
JornalJulho/Agosto de 2001
JornalSetembro/Outubro de 2001
JornalNovembro/Dezembro de 2001
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JornalMarço/Abril de 2002
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JornalDezembro/02 - Janeiro/03
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JornalAgosto/Setembro de 2003
JornalOutubro/Novembro de 2003
JornalDezembro de 2003
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JornalJunho-Agosto de 2004
JornalSetembro/Outubro de 2004
JornalNovembro/Dezembro de 2004
JornalJaneiro-Abril de 2005
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JornalJaneiro/Fevereiro de 2006
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Jornalda Gíria Ano XX- Nº 128 Novembro e Dezembro de 2019
 


Visiteo nosso Facebook,com as últimas questões gírias e da língua portuguesa.

Cliquenos ícones abaixoe veja ou ouça o que a equipe do Jornal da Gíria pesquisou sobre alínguaportuguesa e que é do seu interesse conhecer.

Ouçaaqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandouAntónio Pinho, de Lisboa: Aorigem da línguaportuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandouRubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

vejaa despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola :https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos !(necessario PowerPoint)

Ouça  olink do programaSem Papas na Língua, com Ricardo Boechate Dionisio de Souza naBand News Fluminense, em 19,07.2018sobre o lançamento da 9ª. Edição do Dicionário de Gíria.

https://fatosfotoseregistros.wordpress.com/2018/07/19/spl20180719/


UNESCO endossa Dia Mundial da Língua Portuguesa

O Presidente da República congratula-se com o endosso, por unanimidade, pela comissão da UNESCO do 5 de maio como Dia Mundial da Língua Portuguesa, o que testemunha o reconhecimento do papel da nossa língua para o património da Humanidade, como língua de diálogo e de cooperação entre povos e culturas.

Felicita o Embaixador de Portugal na UNESCO, Professor Doutor António Sampaio da Nóvoa, por este reconhecimento e felicita igualmente a CPLP e todos os falantes da língua portuguesa. Atualmente a Língua Portuguesa é a quarta língua mais falada no Mundo, com mais de 260 milhões de falantes.

Ciência, tecnologia e Comunicações

Debatedores defendem linguagens mais acessíveis nos serviços públicos

No mundo transformado pela comunicação digital, é necessário que o Poder Público desenvolva linguagens cada vez mais acessíveis para todos os públicos, como pessoas com deficiência intelectual, analfabetas funcionais ou imigrantes. Essa foi a conclusão dos participantes de audiência pública promovida na quinta-feira (26), na Câmara dos Deputados, pela Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência.

Cleia Viana/Câmara dos Deputados

https://www.camara.leg.br/midias/image/2019/09/img20190926155130100-768x511.jpg

Erika Kokay: comunicação é direito básico para a dignidade humana

A linguagem típica da administração pública, ressaltaram os debatedores, é marcada pelo formalismo, distante da abordagem usada no cotidiano. Isso, alertaram eles, dificulta a compreensão de textos e pode ser um obstáculo ao direito de acesso à informação e a serviços públicos básicos.

"As informações essenciais ao público devem ser apresentadas em linguagem simples, com frases curtas e imagens que apoiam o significado das palavras", disse a criadora do Gadim Brasil - Aliança Global para Inclusão das Pessoas com Deficiência na Mídia e Entretenimento, Patrícia Almeida.

Ela destacou a importância da comunicação simples não só para pessoas com deficiência intelectual, mas também para os analfabetos funcionais, que representam 30% da população brasileira, segundo o Indicador de Alfabetismo Funcional, pesquisa do Instituto Paulo Montenegro em parceria com a ONG Ação Educativa.

Compreensão
Fundadora do Comunica Simples, assessoria de aprendizagem que ensina técnicas de redação da linguagem simples, Heloísa Fisher explicou que o ideal é trabalhar com até 15 palavras em uma frase e usar vocábulos fáceis de entender por quem não é especialista no assunto retratado. "A maioria absoluta da população tem dificuldade em compreender textos."

Heloísa acrescentou que a comunicação simplificada também pode facilitar o acesso à informação para imigrantes e refugiados que ainda são pouco familiarizados com a língua local.

Direito
Autora do requerimento para realização da audiência, a deputada Erika Kokay (PT-DF) lembrou que a comunicação é um direito básico para a dignidade humana. "Quem não domina as linguagens tem dificuldade de estabelecer vínculos com o outro, de desenvolver sua inteligência."

Ela destacou que a Câmara precisa elaborar proposições com o intuito de se criar uma política nacional de comunicação mais inclusiva.

Reportagem - Naum Giló
Edição - Marcelo Olivei

Os sotaques que formam o estado de Roraima, que completa 31 anos

Roraima é um caldeirão cultural. O que gera confusão é como se pronuncia o nome do estado.

Por Jornal Nacional

05/10/2019 23h04 Atualizado há 6 horas

Os sotaques que formam o estado de Roraima, que completa 31 anos

Boa Vista também é planejada e tem o formato de um leque. Ninguém confunde, lá. O que gera confusão é como se pronuncia o nome do estado. Roraima: um caldeirão cultural, que neste sábado (5) faz 31 anos.

A aula começa em português, mas segue em yekuana ou wapichana. Essas são algumas das diferentes línguas faladas no estado. “São entre nove e 14 línguas que existem aqui no estado, indígenas. Fora as outras línguas”, afirma Devair Fiorotti, professor da UFRR.

No estado estão guianenses e haitianos. Sessenta mil venezuelanos que imigraram e levaram o espanhol. Tantas línguas e sotaques acabam aparecendo no nome das cidades e, às vezes, confundindo quem não é de Roraima. Você sabe como se pronuncia o nome do estado?

“Tem o ‘roro’, que quer dizer ‘verde’. E tem o ‘imã’, que é traduzido como ‘monte’, ‘serra’. Daí a serra, o monte verde, que é a nossa Roraima”, explica a professora de linguística Lorena Dourado.

Pode até ser o estado brasileiro menos populoso, mas em Roraima cabe a diversidade cultural não só de um país, mas de diferentes lugares do mundo.

Tantas influências, mexem com a maneira de se comunicar em Boa Vista. O médico brasileiro teve que se virar para falar de um jeito que os novos pacientes pudessem entender.

Os estrangeiros também têm que se adaptar. O ex-juiz federal venezuelano há um ano revalidou o diploma e ganhou fôlego para recomeçar. “Para mim, Roraima é minha outra terra. Uma terra que eu adotei de coração”, afirma o conciliador Oswaldo Ponce.

Uma terra que se reinventa em meio a tantos povos e culturas. “Uma troca de experiência, uma troca de saberes, uma troca de valores. Isso enrique muito o nosso estado”, diz o professor Antônio Giocandi.

Agora que não há mais dúvida sobre como se pronuncia Roraima, tem uma outra informação que o brasileiro confunde muito e que também tem a ver com o estado. Quando a gente fala nos pontos extremos do país, de um modo geral, todo mundo pensa: Oiapoque, no Norte, e Chuí, no Sul.

Mas, na verdade, a cidade mais no norte do Brasil é Caboraí e fica em Roraima. O reconhecimento oficial foi há 20 anos, com uma expedição do Exército com a ajuda de pesquisadores.

Condução coercitiva

Medida que obriga a pessoa a ser conduzida à delegacia pela autoridade policial. Em geral, a ação é determinada quando o indivíduo não atende a uma intimação de comparecer à presença do delegado sem dar justificativa.

Delação premiada

A força-tarefa da Lava Jato já acertou cerca de 50 acordos de delação premiada desde o começo de suas atividades em 2014. As colaborações mais conhecidas foram do doleiro Alberto Youssef (foto acima) e dos ex-diretores da Petrobras Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa. Os acusados podem ter as suas penas reduzidas caso concordem em fornecer informações que ajudem nas investigações.

Acordo de leniência

A medida é parecida com a delação premiada. O acusado aceita dar informações em troca de redução ou até extinção da pena. A diferença é que a delação é firmada com o Judiciário, e a leniência, com órgãos administrativos do Executivo. A Operação Lava Jato acertou até o momento cinco acordos de leniência. No caso de empresas, elas colaboram com as investigações, pagam multas milionárias e conseguem a garantia de poder assinar novos contratos com a administração pública. A companhia holandesa SBM Offshore (foto acima) é uma das empresas que fecharam esse tipo de acordo.

Pixuleco

O nome das 17ª e 18ª fases da Operação Lava Jato, realizadas em agosto de 2015, foi uma referência ao termo usado pelo ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto para se referir ao dinheiro cobrado de empreiteiras no esquema de corrupção da Petrobras. A palavra acabou sendo usada por grupos anti-Dilma para batizar o boneco inflável de Lula vestido de presidiário, que é figura constante nos protestos contra o governo federal.

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Usufrutuário

A palavra foi usada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), ao se defender da acusaçãoe ter contas milionárias na Suíça. Ele alega que é "usufrutuário em vida" de ativos geridos por um truste (monopólio de empresas). Usufrutuário é aquele que não é dono, mas tem direito, por lei, de usar determinado bem.

Repatriação

Em dois anos, a força-tarefa da Lava Jato recuperou R$ 2,9 bilhões do dinheiro desviado da Petrobras. Desse valor, R$ 659 milhões são recursos repatriados. O dinheiro estava em contas no exterior e foi trazido para o Brasil.

"Offshore"

A palavra inglesa significa "além-mar". No mundo dos negócios, uma empresa "offshore" é aquela aberta no exterior, em geral em paraísos fiscais, com o objetivo de driblar os altos impostos e a legislação local. Os paraísos fiscais aceitam aplicação de dinheiro sem comprovação de sua origem e têm sigilo bancário garantido. As Ilhas Cayman (foto acima), no Caribe, são um dos principais paraísos fiscais do mundo. A Lava Jato investiga o uso de empresas e contas "offshore" para pagamento de propina no esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

Catilinárias

O nome de uma das fases da Lava Jato, deflagrada em dezembro de 2015, se refere a uma série de discursos do cônsul romano Marco Túlio Cícero contra o senador Lúcio Catilina, acusado de tentar derrubar a República. Uma das frases mais conhecidas do discurso é: "Até quando, Catilina, abusarás da nossa paciência?".

Aletheia

A palavra do grego antigo que significa "verdade" e "realidade" deu nome à 24ª fase da operação. E não foi a primeira vez que a Polícia Federal batizou suas ações no âmbito da Lava Jato com expressões em outros idiomas. Em setembro de 2015, a 19ª fase foi chamada de "nessum dorma", que quer dizer "ninguém dorme", em italiano. Em junho do ano passado, a operação foi denominada "erga omnes" ("vale para todos", em latim). Leia mais

Navio-sonda

A força-tarefa da Lava Jato investiga a suspeita de que contratos milionários para operação de navios-sonda envolveu o pagamento de propina. Esse tipo de embarcação é projetado para perfurar poços de petróleo e gá

ABCdoDF

Afff, véi, Brasília é esparrada demais em gírias. Aproveita que tu tá morgado em casa, pega uma gela, e vem ver esse hagá que o Metrópoles preparou!

21/04 5:30

Aff

Interjeição

O brasiliense pegou a expressão do nordestino. O que era “Ave Maria” acabou se transformando apenas em “afff”. Pode ser usado em qualquer momento da vida e a intensidade depende da quantidade de efes. “Afff, hoje é dia de racionamento” ou “Afffffff, que esse baú não chega hoje!”.

Baú

Substantivo

Aquele meio de transporte que mexe com os passageiros, que sempre tá cheio, que é lotado de emoções dependendo do trajeto. É o busão, o bus ou, para os menos íntimos, o ônibus. “Peguei o baú lá no centro hoje… Lotaaaaaaaado… Um calor dos inferno… Foda”.

Camelo

Substantivo

Também conhecida como magrela, essa expressão tem a assinatura brasiliense. Significa bicicleta. Faz referência ao animal por ser utilizado para carga e transporte. Ficou bastante conhecida no país depois da música “Eduardo e Mônica” da Legião Urbana. “Se encontraram então no Parque da Cidade. A Mônica de moto e o Eduardo de camelo

De rocha

Locução Adjetiva

Uma expressão que serve para confirmar algo ou qualificar uma pessoa e que significa “é massa” ou “é sério?”. “João é de rocha!” ou apenas “De rocha?”.

Esparrado

Sabe quando alguém ou algo é tudo aquilo que você deseja? O que é muito cobiçado? Isso é bem esparrado. “Você viu que esparrada foi aquela festa?”.

Frevo

O frevo também vem do Nordeste e o significado não poderia ser diferente de “festa, diversão, balada”. “Qual vai ser o frevo hoje?” ou “Aquele frevo deu o que falar”.

Grau

Essa gíria também veio importada de outros lugares do Brasil. Serve para qualificar e dar aquela valorizada em algo. “Bora dar um grau nesse frevo” ou “Essa cerva tá no grau”.

Hagá

Sempre chega aquela hora de você mandar o hagá em alguém, dar aquele migué e até mesmo uma cantada. “Cheguei lá e mandei um hagá, foi fatal” ou “Joguei o hagá e o trouxa caiu direitinho”

Ipê

Não é propriamente uma gíria, mas é uma das palavras mais faladas e vistas nos perfis do Instagram pelos brasilienses durante, pelo menos, seis meses do ano (fora os #TBTs). “Temporada de ipês encanta os moradores do DF”.

Joselito

Aquele cara sem noção já tem um apelido certo, Joselito. O nome veio do programa “Hermes & Renato” e logo pegou em Brasília. “Para de surfar nas tesourinhas, Joselito” ou “É ou não é…. Joselit

Lombra

A sensação boa de relaxamento, de dar aquela viajada, de apenas aproveitar o momento. “Me deixa aqui na minha lombra que tá bom demais”.

Morgado

Aquela sensação de cansaço, preguiça, de não querer fazer nada. Às vezes, nada melhor que ficar morgado em casa. “Véi, fiz nada nesse fds, tava morgado”.

Nave

A palavra nave significa um carro bom. Se você nunca escutou, provavelmente, seu pai ou seu avô candangos já usaram essa expressão. Enquanto você provavelmente usa a variação “suave na nave” para falar que está tranquilo e bem. “Bora de nave, porque o baú vai atrasar”.

Ovo

Apesar de ter mais de 2 milhões de moradores, Brasília mais parece um ovo, e temos a impressão de que todo mundo se conhece. “Como assim, Priscilla e Márcia se conhecem? Nossa, aqui é mesmo um ovo”

Pardal

Já dizia o poeta: “mais vale dois pardais voando do que um multando”. Pardal nada mais é do que a fiscalização eletrônica de velocidade nas vias. “Não tem como fugir dos pardais da EPTG”.

Quadradinho

Não somos Goiás, aqui é DF e temos um quadradinho próprio no mapa, mesmo que ele mais se pareça com um ovo, como você viu acima. “Mas esse lugar fica no quadradinho ou já é Goiás?”

Rodô

Aquele espaço reservado ao baú ganhou um apelido carinhoso dado pelos moradores de Brasília, rodô. “A gente pega o W3 Norte, para na rodô e de lá vai de metrô” ou “Te encontro na rodô”.

Só o ouro!

Se alguma situação ou algo é “só o ouro”, saiba que está arrasando. A expressão, claro, quer dizer uma coisa boa. “Esses cards são só ouro, véi”

Tesourinha

Tá na boca de todo mundo que anda, principalmente, pelo Plano Piloto. Se quer entrar no Eixo W ou no L ou no Eixão, faz a tesourinha que você sai lá. Nada mais é que passar pelas alças do viaduto. “Você vai reto aqui toda a vida e lá na 302 Sul faz a tesourinha”.

Uma forma simplificada (se é que isso é possível) do “Uai”. Ué é ué, ué. Além de pontuar frases, você pode usar como dúvida (Ué?), exclamação (Ué!), afirmação (Ué.) e até negação (Não, ué). “Ué, véi, por que você fez isso?” ou “Ué? Não era para fazer essa tesourinha?”

Véi

Interjeição

Uma variação para “cara”, mas, para um brasiliense, funciona como vírgula. Está em praticamente todas as frases. “Véi, tu não tá entendendo o que rolou” ou “Carai, véi!

Xópis

Mais uma da série apelidos carinhosos. O termo se refere a qualquer shopping center da cidade. “Bora pro xópis?” ou “Tô te esperando no xópis”.

Zebrinha

Referia-se aos micro-ônibus que faziam linhas circulares no Plano Piloto, mas foram extintas em 2015. No entanto, o termo continuou em uso. “Pega uma zebrinha, que é bem ali”.

As 10 gírias em inglês mais usadas (atualizado 2019)

1. Squad

Martinique: Essa é sua galera. Pense na Taylor Swift e nas suas amigas top models.

“I can’t go to the party without my squad.”

Tom: Para mim essa gíria descreve um grupo de futebol. Não acho que a palavra squad seja amplamente utilizada no Reino Unido – ou talvez seja porque eu já não sou tão “cool”

2. Bae

M: É a abreviação de “Before. Anyone. Else.” se refere a uma pessoa importante como um(a) namorado(a).

“If bae never gets jealous, then bae is not bae.”

T: Eu uso bastante essa expressão, mas a minha namorada não gosta muito.

3. On fleek

M: Quando algo tem uma aparência realmente maravilhosa. Pode ser sua maquiagem, seu look ou corte de cabelo.

“OMG, your eyebrows are on fleek!”

T: Gosto de usar essa gíria de brincadeira, em especial quando falo algo de mim mesmo, como “I don’t want to alarm anyone, but my hair is totally on fleek this morning.” Eu provavelmente não digo algo assim do meu cabelo há bastante tempo…

4. Queen

M: Beyoncé. E nada mais, hehehe.

“Beyoncé is Queen.”

T: Não há outra rainha que não seja a atual rainha da Inglaterra. Nem a Beyoncé. Ainda que eu adoraria ver a Rainha Elizabeth II dançando Single Ladies.

5. Throwing shade

M: Não tem nada a ver com salvar alguém de se queimar no sol. Se você “throw shade” em alguém, você deu aquele olhar julgador ou desaprovador nele(a).

“That girl just threw shade at me for talking to her boyfriend.”

T: Não conhecia essa gíria mas vou passar a utilizá-la a partir de agora.

6. Roast

M: Não é para falar de um prato da ceia de Natal, mas quando você está insultando alguém e a pessoa se sente ofendida.

Justin Bieber used to get roasted all the time before his last album.”

T: Ao ver essa palavra não posso deixar de pensar na comida que comemos no Reino Unido tradicionalmente aos domingos com a família. Agora mesmo bateu uma fome.

7. Dead

M: O que você acabou de ouvir é quase de matar. “Tô mortaaaaaa!”

*Sees something funny* “Dead!”

T: Eu e meus amigos usamos muito essa gíria. Geralmente acompanhada de vários emojis da carinha chorando de rir.

8. Life

M: Algo que dá sentido a sua vida. O famoso “é vida / tudo de bom”

“Oreos are life.”

T: A lista de comidas que dão sentido à minha vida é interminável, então é melhor que eu não comece a usar esta expressão.

9. Slay

M: No século 17, slaying era usado para seus inimigos de guerra. Hoje em dia quer dizer dar certo em algo incrível.

“Beyoncé doesn’t just live, she slays.”

T: Slaying significava quão bravos eram os cavaleiros que lutavam contra terríveis dragões nas histórias medievais. Eu a uso para descrever o que fiz com uma pizza inteira na noite passada.

10. Chill

M: Há alguns anos atrás, chill era usado no sentido de relaxed ou easy-going, mas agora é uma expressão muito versátil: é um adjetivo usado para alguém que você acha muito legal e com os pés no chão ou um verbo usado quando você quer fazer um plano mais tranquilo, como ver um filme.

You have, like, zero chill.

T: Recentemente me falaram “you have no chill” e não consegui interpretar exatamente o que queriam me dizer – mas agora sei que não foi muito positivo.

“Meatless day” pode ser traduzido como Dia Sem Carne.

 


 

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