O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015


Jornal da Gíria Ano XVI- Nº97 – Março e Abril de 2015



Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

Em novembro, tivemos 241 sessões, 238 usuários e 266 visualizações de nosso site.

Fomos visitados no exterior em Portugal, Estados Unidos (Nova Iorque), Alemanha, Peru, Espanha, Itália, Chile, Colômbia, França, Índia,  Tailândia,  Emirados Árabes, Argentina, Bulgária, Costa Rica, Grécia, Hong Kong e Irlanda.

No Brasil, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Brasília, Fortaleza, Curitiba, Salvador, Goiânia, Belém, Porto Alegre, São Luís, Niterói, Campinas, São Bernardo do Campo, Manaus, Vitória, Divinópolis e Uberaba.

Em dezembro, chegamos a 232 sessões, 324 usuários e 372 visualizações.

No exterior, fomos visitados por pessoas de Portugal (Lisboa e Porto), Índia, Itália, Estados Unidos, Argentina, Espanha, Reino Unido, Guatemala, Venezuela,  Angola, Bélgica, Canadá, Alemanha, França, Polônia, Tailândia e Barbados.

No Brasil, São Paulo, Ri de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Sçao Luóis, São José dos Campos, Maceió, Manaus, Cuiabá, Niteroi, Florianópolis e Campinas.

Em janeiro de 2015, registramos 265 sessões, 223 usuários e 250 visualizações.

No exterior fomos visitados em Portugal (Lisboa), Guatemala (Cidade da Guatemala), Itália Bolonha), Estados Unidos (nova Iorque), Índia (Nova Delhi), Argentina (Buenos Aires), Alemanha, Indonésia, Malásia, Filipinas, Bucareste, Colômbia, Reino Unido, México, Paraguai, Austrália, Bulgária e Chile.

No Brasil, as visitas se fizeram em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasilia, Reciife, Belo Horizonte, Curitiba,  Salvador Niterói, Goiânia, Porto Alegre, Maceió, Belém, Osasco e Florianópolis,

Tautologia Brasileira

 (NE; Republicado com ampliação de conteúdo)

- a razão é porque
-  
a últimaversão definitiva
- abertura
inaugural
- acabamento
final
-  amanhecer
o dia

- anexo juntoà carta
- certeza absoluta
-  
comparecer em pessoa
-
 continua apermanecer
- conviver
junto
-  criação nova
- de sua livreescolha

- detalhes minuciosos
- elo de ligação
-
- em duas metades iguais

- -empréstimo temporário
- encarar de frente
- - escolha
opcional
- expressamente
proibido
-  facto real

-  gritar bem alto
- há anos atrás

- juntamente com

- multidão de pessoas

- nos dias 8, 9 e 10, inclusive
--
outra alternativa
 - planear antecipadamente
-  possivelmente poderá ocorrer
- propriedade característica

- quantia exacta
- retornar
de novo
- sintomas
indicativos
-  
superávit positivo
= - surpresa inesperada
todos
foram unânimes

- vereador da cidade

Tautologia Portuguesa

acabamento final

adie para depois

arde em chamas

aviso prévio

Cala a boca!

certeza absoluta

cidades do mundo

consenso geral

doença

dores desconfortáveis

elos de ligação

encarar de frente

erário público

estreia pela primeira vez

factos reais

governante

gritar alto

habitat natural

hemorragias de sangue

agora

maluco da cabeça

metades iguais

multidão de pessoas

 ofertas gratuitas

opinião pessoal

pequenos detalhes

político da nação

principal protagonista

recordou o passado

relações bilaterais entre dois países

sentidos pêsames

sorriso nos lábios

surpresas inesperadas

todos sem excepção

verá com os seus próprios olhos

viúva do falecido

viver a vida

 

ESTARRECEDOR

Enem 2014: resultados na redação são ‘assustadores’, segundo especialistas.Mais de 529 mil estudantes tiraram nota zero na prova; média geral caiu quase 10% em relação a 2013

por Carolina Brígido / Eduardo Vanini / Lauro Neto

14/01/2015 7:00 / Atualizado 14/01/2015 11:48

. RIO E BRASÍLIA - A expressiva queda de 9,7% na nota média da redação do Enem 2014 em relação à edição anterior acendeu a luz amarela no governo e chamou a atenção de especialistas. Índices cada vez mais baixos de leitura e a pouca familiaridade com o tema proposto pelo exame — publicidade infantil — podem ter contribuído para o recorde de 529 mil candidatos, ou 8,5% do total, com nota zero. Apenas 250 entre 5,9 milhões de estudantes que tiveram seus textos corrigidos alcançaram o conceito máximo (mil). Ao resultado ruim na disciplina (nota 470,8, ante 521,2 em 2013) se somou ainda uma considerável queda (7,3%) no desempenho médio em matemática, contribuindo para uma diminuição da nota geral de 1%.

Especialistas se assustaram com a queda no rendimento de redação. Para o coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, em linhas gerais, o quadro mostra a necessidade de reforço no ensino e na avaliação acerca da leitura e da escrita nos anos finais dos ensinos médio e fundamental. Segundo ele, o Brasil ainda prioriza a leitura em detrimento da escrita.

— Na prática, as aulas de língua portuguesa não estão reforçando a dissertação — avalia. — E não estou falando de ensinar aos alunos como escrever em português formal, mas de lhes proporcionar condições de se expressar textualmente da maneira adequada.

A educadora Andrea Ramal, doutora em educação pela PUC-Rio, reforça os argumentos de Cara:

— Meio milhão de estudantes com nota zero é absurdo. Temos aí um número significativo de analfabetos funcionais, que não conseguiram entender o enunciado. Isso mostra que o Brasil continua a formar alunos no ensino médio sem a devida preparação para entrar na universidade.

Para ela, os resultados do Enem 2014 ratificam a estagnação vivenciada pelo ensino médio brasileiro nos últimos anos, revelada, inclusive, por outros indicadores.

— O Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) já nos mostram que não saímos do lugar nos últimos anos — ilustra. — Desde o primeiro mandato da presidente Dilma, esse é o quarto ministro da Educação. E todos os anteriores disseram que uma das metas é reformar radicalmente o ensino médio. E, agora, Cid Gomes disse o mesmo. A gente percebe, então, que vão-se os ministros, ficam as promessas.

Em matemática, a queda na média das notas foi de 514,1 para 476,6. Neste caso, Daniel Cara disse acreditar que a baixa reflete uma oscilação esperada dentro do panorama de uma avaliação como o Enem, no contexto contemporâneo brasileiro.

— Como o número de participantes cresceu, a tendência é cair a média. Essa oscilação é natural e seguirá por mais alguns anos, enquanto houver essa variação no número de candidatos — observa. — E isso é bom, pois significa que mais brasileiros estão vendo o ensino superior em seus horizontes através do Enem.

Já a professora e coordenadora de Matemática do Colégio Sarah Dawsey, Andrea Canela, acha que uma mudança no perfil da prova observada ao longo dos últimos anos também pode estar por trás da queda no desempenho.

— Desde 2009, algumas pegadinhas começaram a aparecer com mais frequência. E, como a prova de matemática é a última de um dia bastante cansativo, já que há um total de 90 questões e a redação, os alunos não têm tempo de revisar suas respostas, muita vezes caindo nessas armadilhas — comenta. — A queda nas notas não chega a equivaler a um percentual altíssimo, mas mostra que é preciso observar com atenção os próximos resultados.

Houve aumento nos pontos conquistados em ciências humanas, ciências da natureza e linguagens. As notas de ciências da natureza apresentaram aumento médio de 2,3%: foram de 473,2 para 484. Em ciências humanas, a pontuação saltou de 515,1 para 543, um crescimento de 5,4%. E, em linguagens, houve incremento de 489,1 para 508,1 (3,9%).

Durante uma coletiva de imprensa para comentar os resultados, os representantes do governo federal elencaram as razões que levaram às anulações de mais de meio milhão de redações. Entre os candidatos que zeraram na disciplina, 217,3 mil fugiram do tema, 13 mil copiaram o texto motivador, 7,8 mil escreveram menos de sete linhas, 3,3 mil incluíram alguma parte desconectada do texto principal e 955 ofenderam os direitos humanos. Essas pessoas estão automaticamente eliminadas: não poderão se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que será aberto na próxima segunda-feira.

O tema da redação foi diretamente relacionado pelo ministro ao resultado ruim na redação. Em 2013, o texto pedido era sobre a Lei Seca, assunto amplamente debatido na sociedade e na imprensa. A publicidade infantil, que apareceu no ano passado, não é, para ele, “popular”. O ministro da Educação, Cid Gomes, porém, não deixou de reconhecer que a má qualidade do ensino público e a pouca leitura dos estudantes ajudam a explicar o tombo.

 

 O GENIAL PITÁGORAS E A GEOMETRIA...

Pitágoras estava com um problema e não conseguia resolver.
Alem disso, não parava mais em casa.
A mulher dele, Enusa, aproveitava-se da situação e transava com os quatro cadetes do quartel ao lado.
Um dia, cansado, Pitágoras voltou mais cedo para casa, pegou Enusa no flagra e matou os cinco que faziam uma orgia.
Na hora de enterrar os safados, em consideração à esposa, dividiu o cemitério ao meio e de um lado a enterrou.
O outro lado dividiu em quatro partes e enterrou cada cadete num quadrado.

Subiu na montanha ao lado do cemitério para meditar e, olhando de cima para o cemitério, achou a solução do seu problema.

Era óbvio:
a soma dos quadrados dos cadetes, era igual ao quadrado da Puta Enusa.

Se tivessem me ensinado assim, eu nunca teria esquecido
.

Como disse Lula: "51 dividido por 2, dá meio litro pra cada um!!!"


COISAS DE PORTUGUÊS


Francicarlos Diniz - jornalista e escritor, pós- graduado em Comunicação pela USP
A palavra "coisa" é um bombril do idioma. Tem mil e uma utilidades.  é aquele tipo de termo-muleta ao qual a gente recorre sempre que nos faltam palavras para exprimir uma idéia.

Gramaticalmente, "coisa" pode ser substantivo, adjetivo, advérbio. Também pode ser verbo: o Houaiss registra a forma "coisificar". E no Nordeste há "coisar": Ô, seu "coisinha", você já "coisou" aquela coisa que eu mandei você "coisar"?

Na Paraíba e em Pernambuco, "coisa" também é cigarro de maconha.

Em Olinda, o bloco carnavalesco Segura a Coisa tem um baseado como símbolo em seu estandarte. Alceu Valença canta: Segura a "coisa" com muito cuidado / Que eu chego já."

Já em Minas Gerais , todas as coisas são chamadas de trem. (menos o trem, que lá é chamado de "coisa"). A mãe está com a filha na estação, o trem se aproxima e ela diz: "Minha filha, pega os trem que lá vem a "coisa"!.

E, no Rio de Janeiro? Olha que "coisa" mais linda, mais cheia de graça...

A garota de Ipanema era coisa de fechar o trânsito! Mas se ela voltar, se ela voltar, que "coisa" linda, que "coisa" louca.  Coisas de Jobim e de Vinicius, que sabiam das coisas.

 
Coisa não tem sexo: pode ser masculino ou feminino.

Coisa-ruim é o capeta. Coisa boa é a Juliana Paes. Nunca vi coisa assim!
            Coisa também não tem tamanho.

Na boca dos exagerados, "coisa nenhuma" vira um monte de coisas...

Mas a "coisa" tem história mesmo é na MPB.  No II Festival da Música Popular Brasileira, em 1966, a coisa estava na letra das duas vencedoras: Disparada, de Geraldo Vandré: Prepare seu coração pras "coisas" que eu vou contar..., e A Banda, de Chico Buarque: pra ver a banda passar, cantando "coisas" de amor...

  Naquele ano do festival, no entanto, a coisa tava preta (ou melhor, verde-oliva).  E a turma da Jovem Guarda não tava nem aí com as coisas:  "coisa" linda, "coisa" que eu adoro!

Para Maria Bethânia, o diminutivo de coisa é uma questão de quantidade afinal, são tantas "coisinhas" miúdas.  E esse papo já tá qualquer "coisa". Já qualquer "coisa" doida dentro mexe...

Essa coisa doida é um trecho da música "Qualquer Coisa", de Caetano,  que também canta: alguma "coisa" está fora da ordem! e o famoso hino a São Paulo: "alguma coisa acontece no meu coração"!

Por essas e por outras, é preciso colocar cada coisa no devido lugar.

Uma coisa de cada vez, é claro, afinal, uma coisa é uma coisa; outra coisa é outra coisa.  E tal e coisa, e coisa e tal.

Um cara cheio de coisas é o indivíduo chato, pleno de não-me-toques.

uma cara cheio das coisas, vive dando risada. Gente fina é outra coisa.

Para o pobre, a coisa está sempre feia: o salário-mínimo não dá pra coisa nenhuma.

A coisa pública não funciona no Brasil. Político, quando está na oposição, é uma coisa, mas, quando assume o poder, a coisa muda de figura.

Quando elege seu candidato de confiança, o eleitor pensa: Agora a "coisa" vai... Coisa nenhuma! A coisa fica na mesma. Uma coisa é falar; outra é fazer. Coisa feia! O eleitor já está cheio dessas coisas!

Se as pessoas foram feitas para serem amadas, e as coisas, para serem usadas, por que então nós amamos tanto as coisas e usamos tanto as pessoas? Bote uma coisa na cabeça: as melhores coisas da vida não são coisas. Há coisas que o dinheiro não compra: paz, saúde, alegria e outras cositas más.

Mas, deixemos de "coisa", cuidemos da vida, senão chega a morte, ou "coisa" parecida... Por isso, faça a coisa certa e não esqueça o grande mandamento:

"AMARÁS A DEUS SOBRE TODAS AS "COISAS".

Entendeu o espírito da coisa?

 

A 8ª. EDIÇÃO DO O DICIONÁRIO DE GIRIA, DO PROF JB SERRA E GURGEL, ESGOTOU-SE.

Descrição: http://www.cruiser.com.br/giria/Image22.jpg

 

AGUARDEM A 9ª. EDIÇÃO, EM ELABORAÇÃO.

  Deposite aqui a sua gíria


Visitante de numero: 619055!