O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015
Jornal Setembro/Outubro de 2015
Jornal Novembro/Dezembro de 2015


Jornal da Gíria Ano XVII- Nº102 – Janeiro e Fevereiro de 2016
 


Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)

Expressões portuguesas

  ​​

Um português não tem um problema, na realidade ele está “feito ao bife”.
Um português não lhe diz para deixá-lo em paz, diz-lhe “vai chatear o Camões”.
Um português não lhe diz que é sexy, diz-lhe “é boa como o milho”.
Um português não repete o que diz, ele “vira o disco e toca o mesmo”.
Um português nunca se chateia, apenas “fica com os azeites”.
Um português não tem muita experiência, ele tem “muitos anos a virar frangos”.
Um português não se livra de problemas, ele “sacode a água do capote”.
Um português não está numa situação desesperante, ele está com “água pela barba”.
Um português não se irrita, ele “vai aos arames”.
Um português que muda de ideias facilmente é um “troca-tintas”.
Um português não é descarado, ele “tem lata”.
Um português não se recusa a dar informação, ele “fecha-se em copas”.
Um português não morre, ele “estica o pernil”.
Um português não se faz de surdo, ele “faz orelhas moucas”.
Um português não diz que está tudo suspenso por tempo indeterminado, ele diz que “ficou tudo em águas de bacalhau”.
Um português não diz “É indiferente para mim”, ele diz “Não me aquece nem me arrefece”.
Um português não passou por situações difíceis, ele “passou as passas do Algarve

 
Gírias portuguesas de  Giuliana Miranda

Por isso, para a estreia do blog, elaborei um top dez das expressões e gírias portuguesas mais comuns, mas que quase não são conhecidas pelos brasileiros.

1. Fixe
Significado: É o equivalente, em Portugal, a dizer que alguma coisa é legal (palavra, aliás, que ninguém usa por aqui).
Exemplo: Esta banda é mesmo fixe.

2. Giro
Significado: tem dois usos. Pode ser um sinônimo de fixe ou indicar que algo ou alguém é bonito.
Exemplo: Meu namorado é muito giro. 

3. Bué
Significado: tem origem africana, mas já foi incorporado a Portugal. Funciona como um sinônimo de muito.
Exemplo: Minha casa é bué longe.

4. Betinho
Significado: arrumadinho, Mauricinho, coxinha.
Exemplo: Em Cascais, os homens são todos betinhos

5. Do piorio
Significado: uma  pessoa muito má, dá uma conotação de caráter mesmo muito ruim.
Exemplo: Aquele político é do piorio.

6. A passar-me
Significado: indica que a pessoa está ficando muito irritada.
Exemplo: Estou a passar-me com os preços no Brasil.

7. Muita lata
Significado: cara-de-pau, falta de noção.
Exemplo de uso: A Maria tem muita lata em aparecer aqui sem pagar a conta.

8. Uma seca
Significado: algo muito chato e entediante. Pronuncia-se sé-ca.
Exemplo: Aquela festa foi mesmo uma seca.

9. Brutal
Significado: quando alguma coisa é mesmo espetacular, muito boa.
Exemplo: O novo filme do Tarantino é brutal.

10. Tramado
Significado: ficar cheio de problemas, metido em confusões.
Exemplo: Perdi o emprego e fiquei tramada.

Feita esse pequena apresentação, convido agora você a se juntar a mim em uma jornada para conhecer, aqui no blog, um pouco mais sobre a atualidade de Portugal, um dos países mais afetados pela crise econômica europeia e que agora ressurge com crescimento econômico e cultural acima da média de seu continente.

Coxinha

Você já foi chamado de “coxinha”?

Geraldo Nunes

18 junho 2015 | 03:51

O prefeito Fernando Haddad usou em uma rede social o termo “coxinha”, para se referir a um crítico das ciclovias, e os ouvintes da Rádio Estadão passaram a me perguntar o que é ou quem é um “coxinha”, e claro, precisei pesquisar. Descobri que a gíria não é recente e remonta às manifestações ocorridas em junho de 2013, conforme página do Observatório da Imprensa, publicada em setembro do mesmo ano em artigo assinado pelo mestre em Planejamento Urbano, Sérgio da Mota e Albuquerque.
O texto começa informando que na época dos protestos a Folha de S. Paulo, em sua revista de domingo, tentou explicar o novo significado do velho e gorduroso petisco de botequim, explicando: “trata-se de gíria paulistana.” Para explicar o novo significado da palavra, a revista entrevistou pessoas que já tinham ouvido falar em “coxinhas”. Logo surgiu um consenso sobre o seu significado: “coxinha” é gente engomada, certinha, que segue a maioria. Gente convencional e conservadora, em suma.
Mas foi o diário Correio do Brasil, de Curitiba – também 2013 – que apresentou a melhor explicação para o vocábulo que tomou conta dos protestos. O periódico não buscou somente a nova acepção da palavra, mas sua relação com as manifestações. Juntou o sociólogo Leonardo Rossato e o professor de português Michel Montanha, que elaboraram uma análise sociológica do “coxinha” e apresentaram uma hipótese sobre sua origem: “Coxinha, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento do ‘não me misturo’ com pessoas que considero de mim, além da forte necessidade de se parecer bom moço.”
Outro significado tem origem nos pobres “almoços” dos policiais nos anos de 1980, que recebiam vales-refeição tão desvalorizados que acabaram apelidados de “vale-coxinha”. Com o tempo, policial e coxinha tornaram-se sinônimos. Os programas policiais no rádio e na TV acabaram por estender o novo significado da palavra a todos aqueles policiais, civis ou militares, preocupados com a segurança acima de tudo.
Concluo que os “coxinhas” parecem estar identificados com São Paulo, fenômeno tipicamente paulistano daqueles que se dizem conservadores ou de direita, sem saber de fato o que é ser de direita, mas simplesmente porque não concordam com as idéias do PT. Como tal o prefeito reagiu em tom nervoso, mas disse depois que “com bom humor você desanuvia o ambiente”.
Fernando Haddad reside no Paraíso, bairro vizinho à Vila Mariana, e como tal conhece o Veloso Bar, que produz a melhor coxinha de São Paulo e frequentado por um seleto público entre a juventude e a meia idade e de nível superior. Pelo twitter ele brincou. “Fui ao excepcional Veloso comer uma coxinha e um ‘coxinha’ reclamou das ciclovias. Fiquei confuso”… “Até tu, Brutus?” Deve ter perguntado o prefeito que não esperava tal manifestação naquele bar. Finalizando, depois de parafrasear o imperador romano Júlio César, acabei sendo questionado por um ouvinte. E você Geraldo, se considera um “coxinha”? Em dúvida sobre o que responder utilizei a frase mais conhecida de Willian Shakespeare. “Ser ou não ser, eis a questão”.E você o que é?

Zelites e zelotes

Zelite

O termo zelite (s) foi criado por Lula da Silva,  que usou e abusou da 1ª. regra da malandragem - não sei , não vi .não conheço, cantada  por Bezerra da Silva, que não era malandro nem carioca.
Na realidade, Lula da Silva, conterrâneo de Bezerra da Silva,  queria esculachar (esculhambar) as elites ou a classe dominante.  Analfabeto de pai e mae, aglutinou tudo e cunhou as “zelites”.
Como cunhou “nunca dantes neste país” que ficou mais eufônico do que nunca antes neste pais
 Nunca estudou e nunca leu um livro e fazia apologia de sua ignorância. Dizia que para chegar a Presidencia da Republica não precisava estudar.., Mais: pioo que fzer exercício em esteira seria  ler um livro...
Seus criticos , por sua vez,  diziam que a pior agressão a Lula seria atirar nele um dicionário..
Seu vocabulário, salvo melhor juízo, tinha mil palavras, incluindo as sem plural e os poucos verbos sem tempo ou modo.

Zelote

Está em O Globo: “A operação contra fraudes na Receita foi buscar seu nome na Antiguidade. Os zelotes eram um grupo criado na Judeia no ano 6 d.C. para combater a ocupação romana na região, mais especialmente a cobrança de impostos por Roma. O historiador judeu Flávio Josefo (37-100) os classificava como "quarta seita" do judaísmo, ao lado dos fariseus, dos saduceus e dos essênios, embora o Talmude — um dos livros sagrados do judaísmo — e historiadores posteriores não os identifiquem como grupo religioso à parte.
Os zelotes, cujo nome vem da palavra grega para fanático, pregavam ataques contra romanos e gregos, fossem militares ou civis, e mesmo contra judeus acusados de colaboracionismo. Durante a grande revolta contra a ocupação romana, em 66 d.C., o grupo teve papel de destaque, chegando a controlar a capital, Jerusalém, até ela ser tomada e destruída pelas legiões do general Tito, em 70 d.C. Segundo o Evangelho de Lucas e os Atos dos Apóstolos, ao menos um dos seguidores mais próximos de Jesus, Simão, o Zelote, seria originalmente integrante do grupo”.
NO Google Pai de Aruanda há ainda as seguintes referencias
Zelotes

 1, nome dado a Simão Pedro, no Dicionário Biblico
2 , zelota ou zelote, do grego, imitador, admirador, seguidor
Os zelotes dominaram a mídia com a corrupção deslavada no Conselho de Contribuines do Ministério da Fazenda, desvendada pela Polícia Federla, com roubos  incialmente estimados em R$ 6 bilhões

 

 A glória de Ser paulistano

“Nunca, em hipotese alguma, pare no lado esquerdo da escada rolante
Carvalho, em dezenas de países, quem vai , segue pelo lado direito. Quem vem , pelo lado esquerdo. É quase universal. Falta verificar na China, India e Paquistao, onde vivem 3,5 bilhões de pessoas...

2 “Compre um carro que vai de 0 a 100 em 6s. Fique parado no trânsito.
A Globo inventou  a medição dos engarrafamentos paulistanos . A medição virou mania nacional. No interior do Piaui, uma radio informa toda a atarde sobre o engarrafamento que não existe na cidade de 10 mil habitnes e 100 carros...

3 Pague meia entrada no cinema, e o triplo na pipoca.
Foi-se o tempo da carrocinha nas entradas dos cinemas. Custava ¼ do preço da meia entrada e 1/8 da inteira...

4 . Crie regra de estacionamento em qualquer lugar. Ligue o pisca pisca.
Experteza ou malandragem,
5 . Vá ao shopping nos fins de semana. Curta como se fosse a praia.
Os paulistanos estçao frustados. Não esperavam que o governo fechasse a Av. Paulista aos domingos e durante semana instalasse ciclovias e moradores de rua. Queriam que trouxesse m a Praia de Coapacabana pafra a frente do MASP...

 

Véi

 
Houve um tempo em que vei era uma redução aliterada  do velho
Velho era usado, como gíria, de forma respeitosa para significar pai.
“O velho disse isso”, “o velho ainda não chegou”. “O vleho ainda trabalha”;
Os brasilienses dizem que o “vei” nasceu lá.
Ao invés de usar cara, macho, mano, parceiro, amigo , eles usam hpa muito o vei, para começar uma frase. “Vei , como está você?;
Só que vei acabou caindo no veio (duto, canal, com o ê fechado), e adquiriunmuitos significados, dependendo da entonação e colocação no contexto.
Vejam: .

 

 

Popularização dos reginalismos e da gíria

Em dois estados, a popularização dos egionalismos e da gíria está em camisetas.

É comum no Ceará em na Paraiba.

Lenda sobre o Maranhão

Até o Reinaldo Azevedo, no seu excelente programa de radio na JovemPan, de São Paulo, “Os pingos nos ii” (no meu Dicionário de Gíria, 8ª. edição. está na  pag.584, gíria com o significado  de ‘definir responsabilidades”. Não inclui as outras locuções  - botar o pingo nos ii e por o pingo nos iii”) admitiu na edição de 11.11.2015 que o povo do Maranhão é quem melhor fala a língua portuguesa no Brasil, usando a norma culta da língua....
Não se sabe ao certo a origem da afirmação que virou lenda.
Já tinha ouvido, não lido, sobre isso.
Como se sabe , o ensino da língua portuguesa no Brasil é calamidade pública. Os Enens e Enads tem confirmado e nada foi feito até hoje pelo Ministério da Educação, que jamais cuidou da língua, mas impôs o uso do Acordo que nenhum pais da Comunidade dos Paises de LIngua Portuguesa usa.
Mais: o Maranhão segue na rabeira de todos os indicadores de Desenvolvimento Humano e Social.
Se por lá se fala corretamente a língua é uma surpresa agradavel, pois o ensino do português na ilha e no continente é um desastre ecológico tão grande quanto o de Mariana e do Rio Doce
.

Girias novas

Piscina na favela – fulano é piscina na favela. Diz-se quando um rapaz ou senhor tem olhos verdes ou azuis mas resto do corpo não compõem. Quando me falaram isso, em casa de amigos, deram como exemplo Chico Buarque, na versão atual. Não sabia.
Case – fulano é um case. Diz-se quando uma personalidade ou celebridade é deslumbrante por seu modo de agir , de falar, de se portar, mesmo que fale errado. No caso disseram me que Autoridade Olímpica, a sra. Do Magazine Luiza , era um “case
”.




Descrição: http://www.cruiser.com.br/giria/Image22.jpg

 

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