O inglês é falado por 1,5 bilhão de pessoas;
O chinês por 1,2 bilhão;
O indu por 1,0 bilhão;
51 línguas são faladas por uma pessoa
1.500 línguas são faladas por menos de mil pessoas;
240 línguas são faladas por 96% dos seres humanos.
Acredita-se que daqui a l00 anos restarão 100 línguas;
24 daqui a 300 anos.
O inglês, espanhol e chinês e espanhol sobreviverão.
O português será incorporado pelo espanhol.

A Língua Portuguesa

No período medieval, o português nasceu da cisão do galaico-português em dois falares distintos (galego e português).
A sua estrutura de língua novi-latina manteve-se mas recebeu, ao longo do seu período de formação, a contribuição de outras línguas, especialmente o árabe e as línguas germânicas.
No período renascentista, o grego e, principalmente, o latim erudito contribuíram para uma maior variedade vocabular, e para a estruturação lingüística e gramatical.
Com as Grandes Navegações e as Descobertas, a língua portuguesa adotou vocábulos de diferentes origens.
Nos séculos XVIII e XIX, sofreu influência do francês.
No século XX, do inglês.

As línguas no Brasil

Antes de 1.500 havia 1.175 línguas.
Hoje são menos de 200. Certamente línguas indígenas.
O Brasil não tem dialetos.
No máximo, tem regionalismos.

A língua portuguesa no Brasil

Os descobridores, os primeiros povoadores e os padres falavam o português.
Os índios potiguaras, viatãs, tupiniquins, caetés, tupinambás, guaranis, carijós, tapuias, aymorés, goytacazes e tamoios falavam suas línguas. Foram identificadas na costa cerca de 76 nações e línguas. Só no Amazonas existiam mais de 150. Os estudos das línguas indígenas começaram com o padre biscaino João Azpicuelta Navarro.
Os bandeirantes falavam a língua geral, mistura de português com as línguas indígenas
Em 1583, as línguas africanas foram introduzidas no Brasil com a chegada de quatro mil escravos da Guiné. Sofreriam alterações findo o tráfico. Nina Rodrigues foi o primeiro a estudar as línguas e os dialetos da Guiné, Angola, Moçambique, Costa da Mina, Daomé e Sudão, predominando o nagô e o ioruba, na Bahia, e o quibundo, no Norte e no Sul.
Em 1595, em Coimbra, foi publicada por Antônio de Mariz a “Arte de Gramática da Língua mais usada na costa do Brasil”, feita pelo padre José de Anchieta que também elaborou “Diálogo da Doutrina Cristã” e “Arte da língua brasílica” a que todos os jesuítas deviam ler.
Em 1727, Dom João V fez saber ao governador do Maranhão que os índios deveriam ser instruídos na língua portuguesa.
Em 1755 em São Luís e Belém só se falava a língua tupica, inclusive nos púlpitos das igrejas.
Em 1757, O Código do Marques de Pombal ou a Lei do Diretório tinha por objetivos vulgarizar a língua portuguesa Com ela se conseguiu mudar a língua do Pará, São Paulo e Maranhão, determinando o ensino da língua portuguesa.
Em 1768, o guarani era a língua usada na intimidade em S ???p?ão Paulo.
Em 1823, José Honório Rodrigues registrou in “Humanidades”, revista da UnB: A vitória real da língua portuguesa no Brasil só foi registrada 300 anos depois da chegada dos descobridores, quando os brasileiros falaram pela primeira vez sua própria língua, em reunião pública, nos debates da Assembléia Constituinte de 1823”
O português é falado em sete países, espalhados por cinco continentes, por mais de 230 milhões de pessoas.
181,0 milhões no Brasil
18,9 milhões em Moçambique
12,0 milhões em Angola
10,0 milhões em Portugal
4,5 milhões de portugueses na Europa, América do Norte e América do Sul
1,1 milhão em Guiné Bissau
1,0 milhão em Macau, Timor Leste, Goa, Damão e Diu
434,0 mil em Cabo Verde
134 mil em São Tomé e Príncipe
A língua portuguesa tem um acervo de 500 mil palavras.
A 1ª edição do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, em 1981, coordenado por Antonio Houais, registrou 360 mil palavras
Admite-se que hoje hajam:
160 mil na língua viva do Brasil e
140 mil na língua viva em Portugal.
Reformas Ortográficas na Língua Portuguesa
Em 1911, Portugal adotou a 1ª reforma ortográfica
Em 1931, foi aprovado o 1° Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal por iniciativa da Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa
Em 1943, foi adotada a 1ª Convenção Ortográfica entre Brasil e Portugal
Em 1945, adotou-se a Convenção Ortográfica Luso Brasileira, em Portugal e não no Brasil.
Em 1971, foi promulgada Lei, no Brasil, reduzindo as divergências ortográficas com Portugal, com a simplificação.
Em 1973, foi promulgada Lei, em Portugal, reduzindo as divergências ortográficas com o Brasil.
Em 1975, a Academia das Ciências de Lisboa e a Academia Brasileira de Letras elaboraram novo projeto de acordo que não foi aprovado oficialmente.
Em 1986, realizou-se no Rio de Janeiro o primeiro encontro da comunidades dos países de língua portuguesa, tendo a Academia Brasileira de Letras apresentado o Memorando Sobre o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa. Também se realizou o Encontro de Verificação Ortográfico da Língua Portuguesa, que teve como Secretário Geral Antonio Houaiss, que apresentou o documento Bases Analíticas da Ortografia Simplificada da Língua Portuguesa, em 1945, renegociada em 1986.
Em 1990, a Academia das Ciências de Lisboa convocou novo encontro juntando uma Nota Explicativa do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe, e estabelecendo que o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa entrará em vigor em 1 de janeiro de 1994...

Há quem afirme que:
Uma criança usa 1.000 palavras
Um adulto, 2.000;
Uma pessoa culta, 5.000
Um pessoa erudita, 10.000.
O bra ???p?sileiro médio usa 2.000 palavras
Dicionários
O Dicionário da Academia Brasileira de Letras tem 72 mil verbetes
O Dicionário de Antonio Houaiss 228.500
O Dicionário Michaelis 200.000
O Dicionário do Aurélio 160.000
O Dicionário Larousse Ilustrado 35.000
O Dicionário da Academia das Ciências de Lisboa 120.000l
O maior Dicionário do mundo é o Oxford English Dictionary com 615.00 verbetes. A 1ª edição saiu em 1927, depois de 48 anos de pesquisas, com 414.825.
A gíria no Brasil teria um acervo de:
50 mil palavras.
No meu Dicionário, 28 mil
No de Viotti, 5 mil (1957)
No de Nascentes. 2,5 mil (1953)
No de Amadeu Amaral, 2,0 mil (1922)
No de Elysio Carvalho, 500 (1912)
No de Bock l,0 mil (1903)
As referências sobre gírias
Em Portugal, nos séculos
XVI (Gil Vicente, Jorge Ferreira de Vasconcelos)
XVII (Dom Francisco Manuel de Melo)
XVIII (padre Rafael Bluteau e Manoel Joseph Paiva)
No Brasil,
XIX (Manuel Antonio de Almeida, Aloizio de Azevedo, J.Romaguera Correa)
XX (Bock, Elysio de Carvalho, Amadeu Amaral, Antenor Nascentes, Manuel Viotti, Monica Rector, Dino Pretti)

Como nascem as gírias.

Muita gente pergunta pelo correio eletrônico, bem como em entrevistas, encontros, seminários etc como nascem as gírias. ???p?
As formas são muitas:
1) neologismos, novas palavras com a lógica da língua, seja pela morfologia ou fonética;
2) metaplasmos
3) bordões, jargões, refrões, chavões, clichês, gritos de guerra, palavras de ordem, etc
4) palavrões e calões
5) ditados, ditos e expressões populares, frases feitas, frases de efeito
6) modismos induzidos, especialmente na tevê, um bordão que vira modismo
7) modismos tecnificados, especialmente na publicidade, uma frase, um slogan, uma palavra de ordem que vira modismo
8) regionalismo, caipirismo
9) vícios de linguagem, barbarismos, solecismos
9) palavras inventadas
10) corruptelas ou corrutelas
11) duplo significado. Na etimologia, uma coisa. Na gíria, outra
12) inclusão ou supressão de letras e sílabas
3) preguiça de se pronunciar a palavra por inteiro
14) simplificação da linguagem.

A maior palavra
A maior palavra da língua portuguesa não é anticonstitucionalissimamente, como durante muito tempo se falou, mas Pneumoultramicroscopicossilico- vulvcanoconiotico, com 46 letras., que significa estado de que é acometido de uma doença rara provocada pela aspiração de cinzas vulcânicas.

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"Esta obra é rica de signos e ???p? significados. Concordo com a observação do autor de que ela "é a manifestação da língua viva", representando apreciável vertente do nosso vernáculo."
Arnaldo Niskier, ex-Presidente da Academia Brasileira de Letras

"Quero dizer-lhe, muito lealmente, que você levou a bom termo alguma coisa de extremo interesse presente a futuro não só para a nossa lingua formal presente, mas também para a informal, cujos enlaces você não deixou de apontar."
Antonio Houaiss, ex-Ministro da Cultura e membro da Academia Brasileira de Letras."Gostei muito do Dicionário. É bom. Acho que Houaiss tem razão."
Marcos Vinicius Vilaça, Ministro do Tribunal de Contas da União e membro da Academia Brasileira de Letras"Um trabalho dessa ordem, pesquisando a linguagem falada do povo, das classes marginais tem, em nossos dias, uma importância muito grande para o estudo da lexicografia popular."
Dino Pretti, Professor da USP."Serra escarafunchou meio mundo, aqui e alhures, região por região, por todo esse Brasil imenso, a fim de registrar vocábulos e expressões de que se valem os brasileiros na sua prática coloquial cotidiana."
Blanchard Girão, Jornal ???p?ista.

"Trata-se de uma longa pesquisa em que você contribui valiosamante para o linguajar falado do brasileiro e isso ajuda sobremaneira a todos nós."
L.G. Do Nascimento Silva, ex-Ministro da Previdência e ex-Embaixador do Brasil em Paris."Desejo cumprimentá-lo pelo "Dicionário de Gíria" que você teve a coragem de iniciar a perseverança de levar a bom termo.
Osvaldo Della Giustina, ex-Reitor da Universidade de Tocantins.

"No seu livro, Serra e Gurgel, adverte que disseminação dessa forma de Linguagem, não raro também divulgada pelos meios de comunicação, pode estar levando o português falado no Brasil a se transformar numa língua ágrafa - ou seja, sem a correspondente representação gráfica para sua manifestação sonora."
Editorial do jornal A GAZETA, de Vitória, ES.

VEJA AS EDIÇÕES ANTERIORES DO JORNAL DA GÍRIA

Jornal Novembro de 1999
Jornal Dezembro de 1999
Jornal Janeiro de 2000
Jornal Fevereiro de 2000
Jornal Março de 2000
Jornal Abril de 2000
Jornal Maio/Junho de 2000
Jornal Julho/Agosto de 2000
Jornal Setembro/Outubro de 2000
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2001
Jornal Março/Abril de 2001
Jornal Maio/Junho de 2001
Jornal Julho/Agosto de 2001
Jornal Setembro/Outubro de 2001
Jornal Novembro/Dezembro de 2001
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2002
Jornal Março/Abril de 2002
Jornal Maio/Junho de 2002
Jornal Julho/Agosto de 2002
Jornal Novembro/Dezembro de 2002
Jornal Dezembro/02 - Janeiro/03
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2003
Jornal Abril/Maio de 2003
Jornal Junho/Julho de 2003
Jornal Agosto/Setembro de 2003
Jornal Outubro/Novembro de 2003
Jornal Dezembro de 2003
Jornal Fevereiro/Março de 2004
Jornal Abril/Maio de 2004
Jornal Junho-Agosto de 2004
Jornal Setembro/Outubro de 2004
Jornal Novembro/Dezembro de 2004
Jornal Janeiro-Abril de 2005
Jornal Maio/Julho de 2005

Jornal Agosto/Outubro de 2005
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2006
Jornal Março/Abril de 2006
Jornal Maio/Junho de 2006
Jornal Agosto/Setembro de 2006
Jornal Outubro/Dezembro de 2006
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2007
Jornal Março/Abril de 2007
Jornal Maio/Julho de 2007
Jornal Agosto/Outubro de 2007
Jornal Novembro/Dezembro de 2007
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2008

Jornal Março/Abril de 2008

Jornal Maio/Junho de 2008
Jornal Julho/Agosto de 2008
Jornal Setembro/Outubro de 2008
Jornal Novembro/Dezembro de 2008
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2009
Jornal Março/Abril de 2009
Jornal Maio/Junho de 2009
Jornal Julho de 2009
Jornal Agosto de 2009
Jornal Setembro/Outubro de 2009
Jornal Novembro/Dezembro de 2009
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2010
Jornal Março/Abril de 2010
Jornal Maio/Junho de 2010
Jornal Julho/Agosto de 2010
Jornal Setembro/Outubro de 2010
Jornal Novembro/Dezembro de 2010
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2011
Jornal Março/Abril de 2011
Jornal Maio/Junho de 2011
Jornal Julho de 2011
Jornal Agosto de 2011
Jornal Setembro/Outubro de 2011
Jornal Novembro/Dezembro de 2011
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2012
Jornal Março/Abril de 2012
Jornal Maio/Junho de 2012
Jornal Julho/Agosto de 2012
Jornal Setembro/Outubro de 2012
Jornal Novembro/Dezembro de 2012
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2013
Jornal Marco/Abril de 2013
Jornal Maio/Junho de 2013
Jornal Julho/Agosto de 2013
Jornal Setembro de 2013
Jornal Outubro de 2013
Jornal Novembro/Dezembro de 2013
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2014
Jornal Março/Abril de 2014
Jornal Maio/Junho de 2014
Jornal Julho/Agosto de 2014
Jornal Setembro/Outubro de 2014
Jornal Novembro/Dezembro de 2014
Jornal Janeiro/Fevereiro de 2015
Jornal Março/Abril de 2015
Jornal Maio/Junho de 2015
Jornal Julho/Agosto de 2015


Jornal da Gíria Ano XVI- Nº100 – Setembro e Outubro de 2015

100

 



Ouça aqui giria portuguesa e divirta-se ! (necessario PowerPoint )

 Veja o que mandou António Pinho, de Lisboa: A origem da língua portuguesa:

https://www.youtube.com/watch?v=EtBief6RK_I

Veja o que me mandou Rubem Amaral Junior  :

http://youtu.be/sTVgNi8FFFM

veja a despedida do trema  ! (necessario PowerPoint)

giria de angola : https://www.youtube.com/watch?v=YZdSGL54f-Y

Brasileirismos ! (necessario PowerPoint)


                    As cem edições   do Jornal da Gíria. Um marco no mundo gírio.

                                                                    Uma explicação.

                                                Não poderia deixar em branco este aniversário.

                        Cem edições em 16 anos. Temos quase a mesma idade da Internet no Brasil.

Começamos  com a Cruiser, um dos primeiros provedores de Internet no Brasil, a partir de Niteroi/RJ, onde vivemos e crescemos para resgatar o patrimônio gírio do Brasil.

Tivemos dois formatos de apresentação. Este é o segundo. Confesso que está na hora de uma mudança. Neste território livre, o conservadorismo é mortal.

Quando começamos, fomos pioneiros, não havia muita informação sobre Gíria. Fomos nos aperfeiçoando e tentamos , na medida do possível, datar e localizar  a gíria, a partir da primeira citação. Para isso  foram igualmente importantes os registros do livros que foram escritos praticamente no idioma gírio

Havia outros sites de busca, antes do surgimento do Pai Google de Aruanda

Em todos eles, quando a busca era Gíria sempre aparecíamos  em 1º lugar. Fosse com o Jornal da Gíria (quase tudo que se publicou no Brasil sobre gíria foi registrado pelo Jornal) que tem um apreciável acervo, fosse com o Dicionário de Gíria, a caminho da 9ª.edição, podendo chegar aos 40  mil verbetes.

Sem concorrência, rapidamente chegamos aos 500 mil acessos. Uma referencia.

Com a concorrência,  passamos dos 600 mil e mas estamos distantes de 1 milhão.

De qualquer forma, somos uma referência em gíria. Com um compromisso com a língua portuguesa, com a língua falada dos povos de língua portuguesa, com a língua viva, com a evolução da Línguagem, pois é assim que caminha a humanidade, voltada para o futuro sem desprezar o passado.

Foi-se o tempo em que a gíria era a Línguagem da malandragem, dos marginalizados, dos pobres, dos negros. Hoje, a gíria é a segunda língua dos brasileiros de todas as classes sociais, nível de escolaridade, gênero.

A gíria era utilizada pelo rádio e pelos jornais populares, que hoje usam e abusam da gíria e dos regionalismos.. Os jornais da elite escreviam na Línguagem padrão. A televisão resistia. Hoje, os jornalões usam a gíria com aspas, itálico ou negrito e a televisão aberta  incorporou o idioma gírio nas suas novelas para alcançar e se identificar com as classes  C,D e E.

As periferias e os grupos sociais exclusivos que foram emergindo expandiram de forma exponencial a fronteira gíria, com grafiteiros, surfistas, banhistas,  funkeiros, rapeiros, etc Igualmente se acentuou a gíria tecnificada com os bordões publicitários e do humor.

 Mas estão em curso profundas  mudanças na Línguagem, sem que se saiba onde vão parar. O internetês, o sms , o facebuquês e as redes sociais estão impondo uma nova Línguagem e por consequência uma nova língua. Quem for podre vai se arrebentar. Os cascos da língua portuguesa, depois de 500 anos, de navegação em mares tranquilos, estão avariados.

As academias de Letras do Brasil e de Portugal que se omitiram indecentemente nas comemorações dos 300 anos da gíria na língua portuguesa e nos 100 anos da gíria no Brasil, não estão nem aí para as mudanças estruturais na língua.

O acordo linguístico se preocupa com hífen, trema e acentos se esqueceu do principal: o ensino da língua que é fundamento da nacionalidade.

Brasil e Portugal são países de baixos índices de leitura.

As livrarias estão sumindo

Os livros estão sumindo.

O português arcaico (antigo) tem um patrimônio de 500/600 mil palavras. O português atualmente abrigado na Línguagem padrão tem um acervo comum aos países de língua portuguesa de 250/300 mil palavras.

A massa não conhece 5% desse universo.

Em alguns países da comunidade dos países de língua portuguesa, mesmo em Angola e Moçambique, há muitos dialetos tribais, além da gíria.

No Brasil,  recorre-se com intensidade aos regionalismos, próprios em determinadas áreas, e a gíria que não é totalmente nacional, pois deriva do regionalismo.

                        Os grandes marcos gírios na língua portuguesa.

1712 -  em Portugal, Vocabulário Portugues e Latino , do padre Raphael Bluteau, autorizado pela Santa Inquisição. (Quem quiser conhecer, no  Rio de  Janeiro, procure a edição no Real Gabinete Português de Leitura.)

1759 – em Portugual, Infermidades da Língua e arte que a ensina a emudecer para melhorar. São 1.500 expressões proibidas pela Santa Inquisição.(O livro pode também ser encontrado no Real Gabinete Portugues de Leitura)

1854, no Brasil, Memórias de um Sargento de Mílícias, de Manuel Antonio de Almeida, 1º. livro escrito em idioma gírio, na língua portuguesa, na comunidade dos países de língua portuguesa.

1890, no Brasil, O Cortiço, de Aluisio Azevedo, 2º livro escrito em idioma gírio.

1897, no Brasil, Dicionário de Vocábulos Brasileiros, do Visconde de Beaurepaire-Rohan.

1898, no Brasil, Vocabulário Sul Riograndense, de J. Romanguera Correa, dedicado ao regionalismo gaúcho.

1901, em Portugal, A gíria portugueza; esboço de um dicionário de “calão”, de Augusto Alberto Bessa de Carvalho., com 4.180 termos, 337 brasileiros e 3.843 portugueses.

1903, no Brasil, Dicionário Moderno, de José Angelo Vieira de Brito (J.Brito) que se utilizou do pseudônimo de Bock.

1908, no Brasil, Ernesto Sena  publicou Atráves do cárcere.

1912, No Brasil, Gíria dos Gatunos Cariocas, de Elysio de Carvalho, o 1ª Dicionário de gíria publicado no Brasil, com muitas gírias derivadas gatunos espanhois, italianos e argentinos.

1917, no Brasil, os Bruzundangas, de Lima Barro, 3º livro escrito no idioma gírio.

1920, no Brasil, O Dialeto Caipira, de Amadeu Amaral, dedicado ao regionalismo paulista.

1922,no Brasil, Geringonça Carioca, verbetes para um Dicionário de Gíria, de Raul Pederneiras, dedicada ao regionalismo e à gíria do Rio de Janeiro.

Ainda no Brasil, Antenor Nascentes publicou Tesouro da Fraseologia Brasileira

Em 1937, no Brasil,  Olinto Nogueira publicou  Tratado de Polícia e Dtetetive, Novos estudos afro brasileiros.

Em 1940, no Brasil, Edmylson Perdigão publicou O linguajar da malandragem

Em 1945,  no Brasil, Dicionário da Gíria Brasileira, de Manuel Viotti, 2º Dicionário de Gíria publicado no país.  .

Ainda no Brasil. Antonio Fraga publicou Desabrigo e outros Trecos

1953, no Brasil, Antenor Nascentes publicou , A Gíria Brasileira, o 3º Dicionário de gíria publicado no Brasil.

1960, no Brasil, João Antonio publicou Malagueta, Perus e Bacanaço, o 4º  livro em idioma gírio, dedicado ao regionalismo paulistano.

1965, no Brasil, O Rio em Prosa e Verso, de Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade, tem três capítulos dedicados à gíria carioca, escritos por Antenor Nascentes, Raul Pederneiras e Stanislaw Ponte Preta.

1967, no Brasil, Raimundo Girão publicou Vocabulário Popular Cearense.

1968, no Brasil, Ariel Tacla publicou o Dicionário  dos Marginais.

1970, em Portugal, Albino Lapa publicou  Dicionário de Calão, de Albino Lapa.

1973, no Brasil, Euclides Carneiro da Silva publicou Dicionário de Gíria Brasileiricionario de Gíria publicado no Brasil.

Ainda no Brasil, Alexandre Passos publicou A Gíria Baiana

1974, no Brasil, Dino Pretti publicou A gíria, um signo de agressão e defesa na sociedade brasileira e fez com a Universidade se interessasse pelos estudos gírios.

1979, no Brasil, Horácio de Almeida  publicou Dicionário Popular Paraibano.

Ainda no Brasil, Mário Souto Maior publicou Dicionário do Palavrão e termos afins.

1983, no Brasil,  Bariâni Ortêncio publicou Dicionário do Brasil Central, Subsídios à Filologia.

1984, no Brasil, Dino Preti publicou A Gíria e Outros Temas,1988, no Brasil, Gumercindo Saraiva publicou  A Gíria Brasileira. Dos Marginais às Classes de Elite.

1985, no Brasil, Paulo Jacob publicou Dicionário da Língua Popular da Amazonia, com supervisão lexicográfica de Franco de Barros;

‘1989, no Brasil, Geraldo Queiroz publicou “Geringonça do Nordeste” A Fala Proibida do Povo.

1990, no Brasil, JB Serra e Gurgel publicou a 1ª. Edição do seu Dicionário de Gíria, o Equipamento Linguístico falado dos Brasileiros, com 234 pág. E 5.500 gírias, com prefácio de Arnaldo Niskier, então presidente da Academia Brasileira de Letras.

1993, Nei Lopes publicou Dicionário Banto do Brasil, com prefácio de Evanildo Bechara

1996,  na Alemanha, Albert Audubert publicou Gíria et Argot , Dicionário d’argot brésilien .Plus particulièrement des Villes de São Paulo et Rio de Janeiro dans lês années  1960 et 1970. O livro fora escrito no Brasil em 1974.

Ainda no Brasil, Raymundo Mario Sobral, publicou Dicionário Papachibé, a  Língua Paraense

1997, no Brasil, Paulo Lins publicou Cidade de Deus, 5º livro publicado no idioma gírio, especialmente a gíria da periferia do Rio de Janeiro .

Em Portugal, Eduardo Nobre publicou Dicionário de Calão.

2001, em Portugal, Afonso Praça publicou Novo Dicionário de Calão.

Ainda em Portugal, Orlando Neves e Carlos Pinto Santos publicaram Dicionário do Palavrão.

2002, no Brasil,  Alberto Juvenal de Oliveira publicou Dicionário Gaúcho,  termos, expressões, adágios, ditados e outras barbaridades.

Em Moçambique Armando Jorge Lopes, Salvador Julio Sitoe e Paulino José Nhmuende publicaram Moçambiquismos. Para um Léxico de Usos de Português Moçambicano.

2005, em Portugal, Margarida  Rebelo Pinto publicou Alma de Pássaro que,  salvo melhor juízo, é o 1º livro em idioma gírio (calão)  publicado em  Portugal.

2008, no Brasil, Carlos Mota publicou Dicionário Fanadês. Jequitinhonhês  Mineirês, Línguagem falada margens do Rio Fanado & Adjacências, com prefácio de Murilo Melo Filho.

2012,  em Portugal, Antonio Correia de Pinho publicou Variantes Cariocas da Língua Portuguesa. Glossário com mais de 5.000 entradas.

 As edições do meu Dicionário de Gíria não podem ser disponibilizadas. Ainda não é um livro digital e com conteúdo para os programas que estão surgindo e se aperfeiçoando,  protegendo e resguardando direitos.


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