Jornal Mensal em idioma gírio – Edição 63 – Ano IX- Niterói/RJ – Novembro/Dezembro de 2009
A 8ª. EDIÇÃO DO DICIONARIO DE GIRIA TEM COMPRADORES DE TODO O PAIS
A RELAÇÃO É GRANDE.
Estudiosos da língua portuguesa e especialmente da gíria brasileira tem se dirigido às livrarias onde estão à vendas os exemplares da 8ª. edição do Dicionário de Gíria, do Prof. JB Serra e Gurgel e adquiriram suas cópias.
Diretamente com o autor pessoas do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rondonia, Bahia, Paraná tem feito o mesmo.
O mesmo tem acontecido com compradores alemães, holandeses, portugueses , americanos, ingleses e italianos.
As principais bibliotecas de referência no mundo estão com o Dicionário.
O prof. JB Serra e Gurgel deu entrevistas sobre a 8ª. edição, o desenvolvimento da gíria no Brasil e nos países de língua portuguesa para a TV Câmara dos Deputados e a TV Senado Federal, de Brasília, a TV da Assembléia Legislativa do Estado do Ceará.
A 8ª. edição do Dicionário chegou às Bibliotecas das Universidades do Porto, de Lisboa e de Coimbra, as Bibliotecas Nacional de Portugal, do Real Gabinete POrtugues de Leitura, no Rio de Janeiro, e à Biblioteca da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, em Lisboa.
Nesta oportunidade, volto a agradecer aos 446.000 interrnautas pela procura desta página.
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Brasil é 3º país com maior número de línguas em risco de extinção
Ana Carolina Moraes (*)
Vários idiomas indígenas no Brasil estão ameaçados de extinção.
O Brasil é o terceiro país do mundo com o maior número de línguas ameaçadas de extinção, segundo a nova edição do Atlas Interativo de Línguas em Perigo no Mundo, apresentado nesta quinta-feira na sede da Unesco, em Paris.
O Atlas, acessível a partir desta quinta-feira no site da Unesco, reúne 2,5 mil línguas ameaçadas no mundo, que podem desaparecer até o final deste século.
Segundo o levantamento, feito por 25 linguistas, 190 línguas indígenas correm risco de desaparecer no Brasil, sendo que 45 delas foram classificadas na categoria de risco mais elevado.
Dois exemplos são o kaixána, falado por apenas 1 pessoa em Japurá, no Amazonas, e o mawayana, preservado por somente 10 indígenas, na fronteira com a Guiana.
O Atlas também contabiliza 12 línguas mortas no Brasil, quase todas situadas na região da Amazônia.
Diversidade x preservação
"O êxodo rural e a instalação de grandes empresas e multinacionais na região amazônica e nos Andes são os principais fatores externos que contribuem para o desaparecimento das línguas indígenas", afirma Marleen Haboud, especialista em línguas andinas.
O Atlas indica ainda que as regiões da América do Norte, América Latina e Ásia concentram o maior número de idiomas em perigo.
A Índia lidera o ranking, com 196 línguas ameaçadas, seguida pelos Estados Unidos, Brasil, Indonésia, México e China.
"O perigo é maior nas regiões onde há maior diversidade", explica Françoise Rivière, subdiretora geral da Unesco para a cultura.
Todas as informações podem ser consultadas de maneira interativa no site da Unesco. Os internautas podem fazer pesquisas por país, categoria de risco ou nome da língua.
As línguas são classificadas segundo 5 categorias de risco : vulneráveis, em perigo, seriamente em perigo, em situação crítica e línguas mortas.
Das cerca de 6,7 mil línguas faladas no mundo, 200 já desapareceram completamente nas últimas três gerações, 538 estão na categoria de risco crítico e 199 são faladas por menos de 10 pessoas, segundo a Unesco
(*) De Paris para a BBC Brasil
Nova edição do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, da UNESCO
© UNESCO
Das cerca de 6.000 línguas existentes no mundo, 199 têm menos do que 10 falantes e outras 178 têm de 10 a 50 falantes. Esta informação pode ser encontrada na nova edição do Atlas das Línguas em Perigo no Mundo, apresentado em Paris às vésperas do Dia Internacional da Língua Materna.
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New edition of UNESCO’s Atlas of the World's Languages in Danger
UNESCO launched the electronic version of the new edition of its Atlas of the World's Languages in Danger on 19 February. This interactive digital tool provides updated data about approximately 2,500 endangered languages around the world and can be continually supplemented, corrected and updated, thanks to contributions from its users.
The Atlas, presented on the eve of International Mother Language Day (21 February), enables searches according to several criteria, and ranks the 2,500 endangered languages that are listed according to five different levels of vitality: unsafe, definitely endangered, severely endangered, critically endangered and extinct.
Some of the data are especially worrying: out of the approximately 6,000 existing languages in the world, more than 200 have become extinct during the last three generations, 538 are critically endangered, 502 severely endangered, 632 definitely endangered and 607 unsafe.
For example, the Atlas states that 199 languages have fewer than ten speakers and 178 others have 10 to 50. Among the languages that have recently become extinct, it mentions Manx (Isle of Man), which died out in 1974 when Ned Maddrell fell forever silent, Aasax (Tanzania), which disappeared in 1976, Ubykh (Turkey) in 1992 with the demise of Tevfik Esenç, and Eyak (Alaska, United States of America), in 2008 with the death of Marie Smith Jones.
As UNESCO Director-General Koïchiro Matsuura stressed, "The death of a language leads to the disappearance of many forms of intangible cultural heritage, especially the invaluable heritage of traditions and oral expressions of the community that spoke it – from poems and legends to proverbs and jokes. The loss of languages is also detrimental to humanity’s grasp of biodiversity, as they transmit much knowledge about the nature and the universe."
The work carried out by the more than 30 linguists who worked together on the Atlas shows that the phenomenon of disappearing languages appears in every region and in very variable economic conditions. In Sub-Saharan Africa, where approximately 2,000 languages are spoken (nearly one third of the world total), it is very probable that at least 10 % of them will disappear in the next hundred years. The Atlas furthermore establishes that India, the United States, Brazil, Indonesia and Mexico, countries that have great linguistic diversity, are also those which have the greatest number of endangered languages. In Australia, 108 languages are in various degrees of danger. In metropolitan France, 26 languages are endangered: 13 severely endangered, 8 definitely endangered and 5 unsafe.
However, the situation presented in the Atlas is not universally alarming. Thus, Papua New Guinea, the country which has the greatest linguistic diversity on the planet (more than 800 languages are believed to be spoken there), also has relatively few endangered languages (88). Certain languages that are shown as extinct in the Atlas are being actively revitalized, like Cornish (Cornwall) and Sîshëë (New Caledonia), and it is possible that they will become living languages again.
Furthermore, thanks to favourable linguistic policies, there has been an increase in the number of speakers of several indigenous languages. It is the case for Central Aymara and Quechua in Peru, Maori in New Zealand, Guarani in Paraguay and several languages in Canada, the United States and Mexico.
The Atlas also shows that due to economic factors, different linguistic policies and sociological phenomena, a given language may have varying degrees of vitality in different countries.
For Christopher Moseley, an Australian linguist and editor-in-chief of the Atlas, "It would be naïve and oversimplifying to say that the big ex-colonial languages, English, or French or Spanish, are the killers, and all smaller languages are the victims. It is not like that; there is a subtle interplay of forces, and this Atlas will help ordinary people to understand those forces better."
The creation of this interactive Atlas, made possible with financial assistance from Norway, is part of the UNESCO programme for safeguarding endangered languages. Acting as a clearing house, the Organization facilitates access to available data and maps, and serves as a forum for debate that is open to communities, specialists and national authorities.
* The paper version of the Atlas will be published in the coming months.
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Adoção da reforma em Portugal continua indefinida
Jair Rattner (*)
Editoras portuguesas ainda não sabem quando adotarão as mudanças
Enquanto o Brasil avança na adoção das novas regras da escrita, Portugal ainda não conseguiu definir um cronograma para a aplicação do acordo ortográfico no país. Existe apenas a promessa de que o período de transição comece ainda no primeiro semestre deste ano.
Isso significa que os editores portugueses não sabem quando devem ter seus livros escritos de forma diferente da atual e não existe indicação de quando os estudantes vão começar a aprender a escrever de acordo com as novas regras.
Segundo Rui Nunes, assessor de imprensa do Ministério da Educação, ainda não foi tomada nenhuma medida para o ensino das novas regras ortográficas. Ele afirma que deverá ser feita a formação dos professores para se adaptarem às mudanças, mas não há previsão de quando isso vai ocorrer.
No Ministério da Cultura, as preocupações são de natureza política. O governo quer que Portugal publique as normas do acordo em diário oficial junto com São Tomé e Príncipe e Cabo Verde e que se forme a prometida comissão que vai elaborar o vocabulário ortográfico comum.
‘Brasil foi precipitado'
A necessidade da existência de uma comissão responsável por elaborar um vocabulário ortográfico comum - que normatize as mudanças previstas no acordo - foi acertada entre os países de língua portuguesa, mas não foi levada adiante.
O Brasil, que saiu na frente na adoção do acordo, decidiu produzir um vocabulário ortográfico próprio, que está sendo feito pelo gramático Evanildo Bechara, da Academia Brasileira de Letras.
Para José Mário Costa, coordenador do Ciberdúvidas - um site na Internet que há 12 anos responde dúvidas de português - o Brasil foi precipitado ao adotar a norma sem esperar pelos portugueses e sem criar estruturas comuns para resolver os casos deixados em aberto.
"É natural que o Brasil esteja mais avançado nesta questão, porque tem mais dinamismo e interesse pela língua. Mas o acordo não especifica uma série de grafias. Falta um vocabulário comum da língua portuguesa, em cruzamento com o que se fala e se escreve hoje nos países africanos", diz Costa.
Segundo ele, além dos termos não explicitados detalhadamente no acordo (como no caso dos hífens) uma área que pode gerar divergências e duplas grafias é a dos termos científicos e médicos.
"Acredito que a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa deveria coordenar esse esforço, como é feito com o espanhol, com a participação de várias instituições através do Fundeón. Isso para não termos casos como o de paralímpico e para-olímpico".
Para o linguista João Malaca Casteleiro - que negociou o acordo por parte de Portugal - já que o propósito é unificar a ortografia, o ideal seria que todos os países tivessem implementado as mudanças simultaneamente.
"Creio que do ponto de vista da política da língua, é uma pena que não entre em vigor nos vários países ao mesmo tempo. A Comunidade dos Países de Língua Portuguesa elegeu como central a política da língua. Como se pode promover a língua portuguesa sem resolver esse problema (da divergência ortográfica), que está pendente há um século?"
Impulsionador do movimento contra o acordo ortográfico, o deputado do Parlamento europeu Vasco Graça Moura acredita que o Brasil está aplicando primeiro o acordo porque para os brasileiros é mais fácil.
"O acordo para o Brasil não implica grandes alterações e também não terá grandes problemas", argumenta.
Livros e jornais
O presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, Rui Beja, tem uma posição de cautela em relação às mudanças.
"Temos que aguardar para ver o que será feito. Na África, os grandes países de língua portuguesa (Angola e Moçambique) não ratificaram o acordo e eles seguem a norma do português europeu".
Os editores portugueses esperam que haja um apoio governamental para a adaptação dos livros para as novas regras ortográficas.
Até agora, três jornais portugueses adotaram o acordo. O mais importante deles é o diário esportivo Record, o terceiro maior jornal do país com 75 mil exemplares vendidos diariamente. Segundo o diretor adjunto António Magalhães, não tem havido problemas.
"Estamos utilizando as novas normas desde o começo do ano e até agora não tivemos nenhuma queixa de leitores por aplicarmos o acordo. Estamos aplicando o acordo de forma gradual, procuramos evitar nas manchetes palavras que possam causar estranheza ao leitor como espetacular sem c ou ótimo sem p", conta Magalhães.
Ele considera que a falta dessas letras faz com que os títulos fiquem mais feios. "A falta do c em espetacular ou do p em exceção retira qualidade estética às palavras". No entanto, ele relata que mesmo o colunista Artur Agostinho, de 88
anos, adaptou-se à nova forma de escrever.
(*) De Lisboa para a BBC Brasil.
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ONDE COMPRAR A 8ª. EDIÇÃO DO DICIONÁRIO DE GIRIA
Poderá ser encontrado nas seguintes livrarias
NO RIO DE JANEIRO- RJ
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A venda por ser feita mediante depósito na conta:
825754-x, agencia 2873-8, do Banco do Brasil
Ou
261.644-6, agencia 0005, da Caixa Econômica Federal.
Confirme a data de transferência pelo e-mail:
gurgel@cruiser.com.brO pagamento poderá ser feito por cheque nominal para
JB Serra e Gurgel
SQS 302 Bloco A, apto. 607
Asa Sul
Brasília-DF
70.338.010
Para o exterior, por 40 dólares ou 30 euros, com despesas postais incluídas
Como a ficção encontra explicações para certas expressões. Até Deus duvida!
Calcanhar de Aquiles
A arte, a filosofia e a maneira de ser Cearense
Cearense não fica solteiro, ele fica solto na bagaceira!
Cearense não vai com sede ao pote, ele vai com a bexiga taboca!
Cearense não vai embora, ele vai pegar o beco!
Cearense não diz 'concordo com você', Ele diz: Né issssso, homi!!!!
Cearense não conserta, ele imenda!
Cearense quando se empolga, fica com a mulesta dos cachorros!
Cearense não bate, ele 'senta-le' a mãozada!
Cearense não sai pra farra... ele sai pro muído, pra bagaça!
Cearense não bebe um drink, ele toma uma!
Cearense não é sortudo, ele é cagado!
Cearense não corre, ele dá uma carreira!
Cearense não malha dos outros, ele manga!
Cearense não conversa, ele resenha!
Cearense não toma água com açúcar, ele toma garapa!
Cearense não engana, ele dá um migué!
Cearense não sai apressado, ele sai desembestado!
Cearense não aperta, ele arroxa!
Cearense não dá volta, ele arrudeia!
Cearense não espera um minuto, ele espera um pedacinho!
Cearense não é distraído, ele é avoado, apombaiado!
Cearense quando está irritado com alguém que fica 'botando boneco', diz: "Homi largue de frangagem!"
Cearense não fica com vergonha, ele fica encabulado, todo errado!
Cearense não passa a roupa, ele engoma a roupa!
Cearense não houve barulho, ele ouve zuada!
Cearense não acompanha casal de namorados, ele segura vela!
Cearense não rega as plantas, ele 'agoa' as plantas.
Cearense não quebra algo, ele tora!
Cearense não é esperto, ele é desenrolado!
Cearense não é rico, ele é um cabra estribado!
Cearense não é homem, ele é macho!
Cearense não chama 'seu desalmado', ele grita 'infeliz das costa ôca!'
Cearense não pede almoço, ele pede o cumê!
Cearense não come carne, ele come 'mistura'!
Cearense não lancha, merenda!
Cearense não fica satisfeito quando come, ele enche o bucho!
Cearense não dá bronca, dá carão!
Cearense não fica com raiva, ele 'pega ar', 'fica brabo que só siri numa lata'!
Cearense não casa, ele se amanceba!
Cearense não tem diarréia, tem caganeira!
Cearense não tem mau cheiro nas axilas, ele tem suvaqueira!
Cearense não tem perna fina, ele tem dois cambitos!
Cearense não é mulherengo, ele é raparigueiro!
Cearense não se diverte, ele "bota pa decê"!
Cearense não joga fora, ele rebola no mato!
Cearense não exagera, ele alopra!
Cearense não vigia as coisas, ele pastora!
Cearense não se dá mal, ele se réia, se lasca todinho!
Cearense quando se espanta não diz: - Xiiii! Ele diz: "Viiixi Maria! Aff maria"!
Cearense não vê coisas de outro mundo, ele vê uns malassombros!
Cearense não é chato, é caningado!
Cearense não é cheio de frescura, é pantinzeiro!
Cearense não pula, dá pinote!
Cearense não arranja briga, arranja intica!
Cearense não fica grávida, fica buxuda!
Cearense não fica bravo, fica com a gota serena!
Cearense não é malandro, é cabra bom de pêia!
A novela "Caminhos da India" acabou, mas segue tradução de seus bordões para o cearês: